Carnaval – Mitos e Verdades… Descubra!

February 1st, 2010

O Brasil inteiro já está no pique do Carnaval! Também, não é pra menos, faltam 2 semanas pra festa. Ouvindo notícias sobre a presença de celebridades no Carnaval do Rio, como Madonna e Paris Hilton, me inspirei em buscar esclarecer dúvidas que estas duas celebridades, e muito mais gente, devem ter. Dúvidas em relação ao Carnaval, não só do Brasil, mas do mundo.

É relevante saber dessas coisas, pois, todos se divertem, mas são pouquíssimos que sabem a razão e o significado das coisas. Saber o verdadeiro significado dos motivos e atitudes que tomamos nesses dias é saber das nossas origens e, principalmente, dos nossos valores. Dúvidas vão ser postas aqui e esclarecidas, aproveite:

Por que Carnaval?

O Carnaval foi uma festa tomada pela Igreja, que antecede os quarenta dias de quaresma. Quaresma é um período em que não se come carne, é destinado para a reflexão, etc. Devido a isso, surgiram as expressões: carne vale (adeus carne) ou de carne levamen (supressão da carne).

Por que o Carnaval é associado à bebedeira, sensualidade e diversão?

As festas sempre incluíam muita comida, bebida, música e dança. Por esse “espírito”, elas eram protegidas por Dionísio, o deus do vinho. Esse Deus também é associado à orgia e a diversão, por isso sua escolha.

Por que o Carnaval muda de data todo ano?

Por que com o fim do Império romano e a ascensão do cristianismo, as Saturnálias correram o risco de acabar. Risco de acabar justamente pelos valores cristãos. A Igreja quis cancelar as festas, mas sem desagradar completamente a seus fiéis. Então, no ano 325, ficou decidido que os 40 dias antes da Páscoa deveriam ser guardados apenas para orações e jejuns – intervalo de tempo que ficou conhecido como Quaresma. Devido ao mês de fevereiro, que é um mês que tem datas alteradas a cada 4 anos pela necessidade de completar um tempo de que é descontado do ano , o Carnaval também oscila.

Por que as pessoas se fantasiam?

Tudo começou com a crença nos deuses romanos. Saturno era o deus da agricultura, justiça e força. Nessa época celebravam-se as Saturnálias, festas em homenagem ao deus para agradecer às boas colheitas. Durante a Saturnália os membros da nobreza e os escravos se misturavam nas ruas para as comemorações. Nesses dias tudo se invertia. Tanto o rei podia ser um escravo como um escravo podia se vestir de rei, todos eram iguais.  As pessoas representavam papéis, por isso, com o passar do tempo, veio o costume das máscaras, trazidas do teatro grego.

Fiquei bem animado em saber de algumas curiosidades do Carnaval. É incrível observar como as transformações sociais influenciaram na festividade. Antigamente, no Brasil, o Carnaval era um baile de máscaras da alta classe, depois passou para o Carnaval de Rua (com as famosas marchinhas e, hoje, é sinônimo de axé, micaretas, Rio de Janeiro e Salvador. À medida que a sociedade vai se transformando, seus valores mudam, as ideologias se alteram e as mudanças acontecem! Não é fantástico?

Alex

Útil e Agradável

January 19th, 2010

Não é novidade para ninguém os esforços que algumas empresas e organizações não governamentais estão mobilizando para ajudar o Haiti, atingido semana passada por um forte tremor. O país mais pobre das Américas teve seu problema agravado e necessita muito da ajuda internacional.

Esse acontecimento gerou uma mobilização muito grande nas pessoas, que não só utilizaram as mídias sociais para relatar a situação do país, como também para divulgar as formas de ajuda. Algumas empresas, aproveitando-se da situação, lançaram campanhas para a arrecadação de verba em prol da causa.

O Facebook, por meio do seu aplicativo Farm Ville, está revertendo o dinheiro das vendas de um tipo de semente para o país. Já o McDonald’s, de 16 a 22 de janeiro, está revertendo R$1,00 de cada Big Mac vendido para o Haiti, além de outras ações, como o auxilio às famílias de haitianos que trabalham na empresa.

Estas atitudes me fizeram refletir sobre o posicionamento dessas empresas. Será que ajudar é a única intenção? Ou será que elas estão se aproveitando do destaque do tema para ganhar mais matérias que levem o seu nome?

A única conclusão, a meu ver, é que elas estão unindo o útil, ajudar pessoas que precisam, ao agradável, promover ainda mais a sua marca.

E você? O que acha disso?

Michele Silveira

Como podemos ajudar?

January 18th, 2010

Dia 12 de janeiro de 2010. Um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atinge o Haiti. A capital, Porto Príncipe, é uma das cidades mais atingidas. Segundo o general encarregado das operações americanas no Haiti, Ken Keen, o número de mortos já chega 200 mil e os estragos na cidade foram devastadores. O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, declara que a situação no país é “a maior crise humanitária em décadas”.


O terremoto que devastou o Haiti

São notícias como estas que o mundo houve todos os dias, todas as horas. A situação das pessoas é lastimável. Ao menos 70 mil pessoas foram enterradas em valas comum. Quem são essas pessoas? Quantas vidas sobreviventes ficaram à mercê do medo e do desespero?
Sempre que ligamos a TV é impossível não ver imagens do desastre. Vi uma situação em que um caminhão carregado de alimentos chegava ao Haiti e as pessoas “avançavam” em cima do caminhão, todas famintas e sedentas. Para piorar a situação mais de 2 mil policiais foram gravemente feridos e mais de 3 mil bandidos escaparam. Há mais bandidos que policiais, o que mostra um dos agravantes da situação.


Multidão de haitianos espera para receber comida e suprimentos da força de paz argentina da ONU em Porto do Príncipe


Saqueador tenta roubar haitiano com alimentos

Governos, empresas e pessoas se comovem com a situação, a cada dia, e querem ajudar. O governo brasileiro ajudará o país com US$ 15 milhões. Além dos governos, empresas também se prontificam a ajudar, como o banco norte-americano Citigroup, com US$ 2 milhões. As celebridades prometeram ajuda, também, como Gisele Bunchen, com US$ 1,5 milhão e o casal Angelina Jolie e Brad Pitt, com US$ 1 milhão para a entidade Médicos Sem Fronteiras, que atua em Porto Príncipe.

Com estas notícias me perguntei: mas como nós, pessoas comuns, podemos ajudar? A vontade é imensa. Usuários das redes sociais têm manifestado apoio às vítimas do terremoto no Haiti. Os americanos encontraram uma forma criativa para contribuir com as desgraças ocorridas no Haiti. Ao escrever HAITI no celular e enviar a mensagem para o 90999 é doado US$10,00 para a Organização Internacional Cruz Vermelha. O número de doações por SMS já chegou a US$ 1 milhão! A criatividade humana mais uma vez salva a humanidade.

Porém, como? Quando? Onde? As fontes de informação ainda são deficitárias, mas, procurando bem é possível achar algo. Consegui achar, pelo site do Yahoo, dados das contas para quais as doações podem ser feitas. Elas são feitas para à Embaixada do Haiti no Brasil ou a ONGs que atuam em território haitiano. Colocar o link do site que tem os dados das contas foi uma das maneiras que encontrei para contribuir. Este é o site, quem puder ajudar com o mínimo que seja vai ajudar o máximo alguém.

Veja abaixo o site que contém o número das contas abertas para doar recursos para o Haiti:

Site

Alex

Voces Cubanas

January 18th, 2010

Após um ano de comemorações dos 50 anos da Revolução Cubana (01/01/1959 – 01/01/2009), Cuba, sob as ordens do irmão de Fidel, Raúl Castro, está vivendo hoje uma nova revolução cubana. Muito diferente de como foi a de 59, em que Fidel Castro e Ernesto Che Guevara lideraram tropas revolucionárias a fim de tomar o poder, a atual revolução é comandada por centenas de “Voces Cubanas” , e principalmente, com um objetivo bem maior, a liberdade de expressão.

Hoje, as batalhas não acontecem como antes, em que ruas e vilarejos eram tomados pelos revolucionários. O palco da nova revolução é a internet. Campo que o governo tenta restringir à população, que por sua vez, desbrava-o cada vez mais. Chamando atenção do mundo para belíssima expressão de suas vozes.

Blogs. Esses são os principais meios em que se travam combates. De um lado, blogs de autores aliados ao governo, de outro, blogs independentes, que por não terem reconhecimento do governo, muitos possuem domínios registrados fora de Cuba e seus autores chegam a escrever posts em forma de carta que são enviadas por correio para serem colocados na web fora do país.

publicacao yoni 1

É muito interessante o modo como esses expoentes revolucionários se manifestam, por meio de blogs. Lutando pela liberdade de expressão. Sem bombas, greves ou piquetes. É, realmente, uma nova forma de revolução.

Visite o blog da cubana Yoani Sánchez, o Generación Y , que chamou atenção mundial ao entrevistar em seu blog o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Veja também o texto de Pollyana Ferrari, colunista do site da ABERJE, Nova Revolução Cubana , que me inspirou a criação desse post.

Fernando Carvalho Tabone

A cultura salva São Paulo?

January 12th, 2010

Descobri esses dias um site muito interessante para aqueles que ainda não enxergam a gama de eventos culturais que acontecem diariamente na cidade de São Paulo.

O Catraca Livre nada mais é do que uma agenda dos eventos mais baratos e interessantes que acontecem na cidade, sejam eles ligados a música, cinema, artes plásticas ou até à educação. O site está no ar para facilitar o acesso ao diversos eventos culturais que acontecem em vários cantos da cidade.

O projeto foi idealizado por Gilberto Dimenstein, que também criou a ONG Cidade Escola Aprendiz e é colunista da Folha de SP.

Muitas pessoas, e eu me incluo nelas, acham que a única ação de disseminação ligada à cultura mais latente em SP é a virada cultural. No entanto, o Catraca Livre busca facilitar esse acesso num âmbito cotidiano da cidade e com uma periodicidade mais próxima à realidade paulistana.

O site promove, além do acesso mais barato ou gratuito às manifestações culturais, debates e palestras com temas abrangentes e socialmente engajados, com a participação de formadores de opinião e pensadores contemporâneos.

No próprio site eles se afirmam buscar a promoção de uma São Paulo livre: com conhecimento e divertimento acessíveis. Visando atingir este objetivo, o Catraca tem também um perfil no twitter, por meio do qual são publicados links que direcionam para a home de promoções, como a dica da Reserva Cultural, que oferece um ingresso para cada um dos 200 primeiros a mandarem nome e RG para o Catraca à R$ 2,00.

Enfim, acho que vale a dica pra quem quer descobrir mais sobre o que a nossa cidade tem de interessante a nos oferecer. Fora o fato do projeto ser muito interessante e buscar ainda apoio dos transportes públicos municipais. Isto demonstra uma preocupação, não só com o entretenimento da população menos favorecida, mas também com o meio que a levará até o local do evento.

Ana Carolina

As múltiplas facetas do Google

January 5th, 2010

Vocês já devem ter percebido que em todas as datas comemorativas importantes, ao entrarmos no Google, nos deparamos com o logo personalizado da marca para homenagear datas ou celebridades históricas.

Nomes como Picasso, Monet, Isaac Newton, e datas como Natal, ano novo e dia das mães já foram homenageados pelo site.

Aniversário de Picasso

Essa maneira de “brincar” com o logo da marca cria não só um sentimento de simpatia dos que conhecem a Google, mas também remete ao sentido de inovação e informalidade que a marca possui.

Ao comemorar os diversos acontecimentos ou homenagear grandes nomes, a empresa mostra um lado humano, fator que ajuda na identificação do público com a organização e na empatia pela marca. E o mais interessante é que as logomarcas das datas comemorativas são personalizadas de acordo com cada nação, como thanksgiving, carnaval, halloween, etc.

20° Aniversário da queda do Muro de Berlim (Alemanha)

As logomarcas são criadas pelo designer Dennis Hwang, que além de fazer logos, tem o cargo de webmaster internacional do Google e a função de avaliar tudo o que é publicado nos sites da empresa.

O Google tem um museu virtual, em que são expostas todas as logomarcas comemorativas da empresa, vale a pena conferir.

De certa forma, este acervo caracteriza-se também como uma espécie de memória institucional da empresa e de acontecimentos mundiais, já que muitos logos são criados a partir de fatos recentes e que futuramente serão históricos, como a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos por exemplo.

São por essas e outras ações encabeçadas pela Google que a colocam cada vez mais no topo dos rankings das empresas mais conhecidas e admiradas do mundo.

Juliana Dragoni

Está na hora de conhecer o Brasil!

January 4th, 2010

2010 chegou e com ele as tão esperadas férias! Janeiro, fevereiro e julho são umas das melhores épocas para viajar. Os únicos empecilhos para viajar são os elevados preços, pelo fato da alta temporada e escolher para onde ir. São muitos lugares e muitas opções para escolher. E agora? O que fazer?

Passei o Natal no Rio Grande do Norte. Fui pra Natal e pude compreender melhor o que significa Brasil. Fiquei surpreso com a quantidade de belezas naturais que o nosso país tem (isto só em uma cidade). Imagina o que não podemos encontrar se conhecermos o Brasil inteiro? É diferente você ouvir falar e você conhecer o lugar. Em Natal existem inúmeras praias, uma mais bonita que a outra, todas com águas límpidas. Existem inúmeras manifestações culturais e, o melhor, inúmeras pessoas diferentes! Foi muito enriquecedor entender como as pessoas do Nordeste pensam, o que cultuam e como o fazem.

Por causa dessa viagem e também pela época propícia para as férias, decidi incentivar o turismo no Brasil. Você que vai viajar e ainda não sabe para onde, por que não conhecer o Brasil? O Ministério do Turismo, com esse mesmo objetivo, de incentivar o turismo no Brasil, lançou a campanha publicitária “Está na hora de conhecer o Brasil”. Ela foi iniciada em 2008 e já ganhou espaço na TV, nos outdoors, nas revistas e nos jornais. É possível vê-la em qualquer lugar, até nas estradas.

A maneira que o Ministério do Turismo encontrou para fazer a propaganda foi muito boa, uma grande sacada. Isto porque além de ser uma propaganda, ela é interativa. A propaganda desperta a curiosidade de quem a vê a responder um quis, no qual a pessoa tem que descobrir qual o destino turístico da foto. São lugares que você fica com o pé atrás, se é A ou B.

O principal destino é o chamado “Sol e Praia”. As praias e o litoral brasileiro ganham destaque nas campanhas publicitárias.Muitas vezes as pessoas acertam, mas muitas vezes, também, as pessoas não fazem nem idéia do lugar em destaque. Isto mostra que o próprio brasileiro não conhece o seu país, o que não deveria acontecer (e eu me incluo nesse grupo). Como eu já disse no começo, o Brasil é um país imenso e recheado de belezas. Então, porque não valorizar tudo isso que está aqui, em nossas mãos?

Esta campanha é muito mais que mais uma campanha. Ela simboliza o amadurecimento do que se pensa quando se fala em turismo. Na década de 70, a Embratur lançou a campanha para promover o Brasil no exterior como um destino de sol, praia e mulher. A imagem que se passava do Brasil era de um paraíso: com vida boa, praias e muita mulher fácil. A imagem que se tinha nos anúncios era de traseiros e de belas mulheres. O slogan era “Entra no Brasil pelo Lado Exótico”. O governo eliminou todos os vestígios dessa promoção. Passaram-se os anos e agora temos uma promoção à altura: “Está na hora de conhecer o Brasil. O foco é diferente, é para o turismo doméstico, mas mesmo assim, houve uma mudança na mentalidade. Veja a evolução! A imagem do Brasil lá fora pode não ter se alterado por completo. Porém, está havendo um enorme esforço para tal mudança.

Aqui vai um teste para ver se você conhecesse o Brasil. Que lugares são estes?

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Respostas:
1- Praia de Pajuçara – Maceió – AL
2- Alter do Chão – PA
3- Florianópolis – SC

Não sabe alguma resposta? I… “Está na hora de conhecer o Brasil!”

Alex Zanichelli

Por que não ir além?

December 17th, 2009

Um das maiores motivações que levam as pessoas a quererem participar de uma empresa junior é a possibilidade de viver uma experiência profissional prática ainda em um ambiente acadêmico.
De fato, a experiência é muito válida, principalmente em profissões em que o ensino acadêmico pode levar os alunos apenas até certo ponto, ficando por conta da prática grande parte do processo de aprendizagem.

Nesse sentimento, algumas empresas acabam potencializando essas oportunidades de “atividades extracurriculares”, ao promover concursos, workshops e todo tipo de iniciativa que levam muitos jovens estudantes a entrar em contato com a experiência prática de sua profissão.

A Claro iniciou no ano passado um empreendimento desse gênero: trata-se do Claro Curtas – Festival Nacional de Curtíssima Metragem, que promove uma competição entre curtas enviados por qualquer brasileiro acima de dezesseis anos que deseje participar. Os curtas são julgados por grandes nomes da indústria cinematográfica brasileira e os primeiros colocados ganham até cem mil reais em prêmios.

No ano de 2008, o festival teve como tema Diversidade e Inclusão: mais de 1.500 vídeos foram inscritos, enviados por criadores de 194 cidades de 23 estados brasileiros. Abaixo, o primeiro colocado:

O tema desse ano será SER DIGITAL – Aprendizado e Transformação na Sociedade do Conhecimento. A ideia é ampliar os debates sobre a influência das novas tecnologias no mundo contemporâneo. Os curtas devem ter de 30 a 90 segundos e abordar o tema de maneira original, sempre atentando para o cuidado com a expressão da linguagem e com a apropriação de conhecimentos técnicos.

Os curtas podem ser enviados até o final de janeiro e para quem deseja mais informações, o site institucional www.clarocurtas.com.br explica de forma mais abrangente os regulamentos do concurso, além de exibir os vinte curtas finalistas de 2008.

O aprendizado obtido para aqueles que entrarem nessa competição será, sem dúvida, muito agregador. Portanto, faça seu curta, experimente, e descubra até onde essas iniciativas podem o levar.

Ju Maaz

Dubai: sonho ou realidade? Este lugar existe?

December 14th, 2009

Quando se pensa em Dubai é impossível não pensar e luxo e riqueza. Também é impossível não pensar no esplendor dos grandes hotéis ou das maravilhas naturais das praias. Apesar de todos estes elogiosos adjetivos, Dubai é caracterizada por pontos de não lugar.

Dubai é a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos e também, um dos sete emirados árabes – territórios administrados por um emir, uma espécie de nobre islâmico. A cidade data de 1830 e era, nos primórdios, uma aldeia de pescadores e coletores de pérolas. Após alguns conflitos entre uma tribo que lá se instalou e a família residetente, o foco da cidade se voltou para o comércio com estrangeiros. Foi ai que Dubai se abriu, economicamente, e começou a investir no comércio.

Ao contrário da maioria dos Estados dos Emirados, a maior fonte de renda de Dubai não é o petróleo (6% da renda), mas sim o turismo, o setor imobiliário e o comércio. Suas próprias criações como hotéis, centros de comércio e diferenciais que só Dubai pode oferecer, constituem sua oferta turística.

O turismo é uma das principais atividades econômicas de Dubai. Por isso, quase tudo está voltado para o turismo. Hotéis, centro de compras e locais de lazer e entretenimento compõem a maior parte da oferta da cidade. Tudo isso é regado de luxo, tecnologia e modernidade, fazendo de tudo para agradar a todos. Alguns pontos turísticos se destacam na cidade, tais como:

- Palm Islands: ilhas artificiais no formato de palmeira, nas quais comércios e residências serão construídos.

- The World: um arquipélado artificial que forma o desenho do mapa-mundi.

- Burj Al Arab: é um dos hotéis mais luxuosos de Dubai. O edifício imita a vela de um barco e é um dos
principais cartões postais da cidade e do país.

- Burj Dubai: é o arranha-céu mais alto do mundo. Ainda esta em construção. Acredita-se que ele terá
aproximadamente entre 700 e 800 metros de altura.

-Parque Aquático Wild Wadi: é um parque aquático ao ar livre com uma piscina de ondas, escorregadores, cachoeira e duas máquinas de surf.

-Ski dubai: é um dos maiores resorts de ski do mundo, localizado dentro de um shopping de Dubai.

-Hydropolis: é um hotel subaquático, no qual pode-se ver o fundo do mar.

O Antropólogo francês Marc Augé criou um conceito para ilustrar uma condição de alguns lugares – o não lugar. Segundo ele, o conceito foi criado “para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade”. Auge define o lugar, enquanto espaço antropológico, como um espaço identitário, relacional e histórico. O não-lugar será então um lugar que não é relacional, não é identitário e não histórico.

No caso de Dubai, o local foi inteiramente reinventado, criado e produzido para atender a um segmento. O turismo criou um mundo de ilusões e lugares imaginários. Isto gera enormes problemas pois os turistas agem como agentes de degradação cultural ou mesmo de aculturação. Com a passagem de tantas pessoas por Dubai, trazendo costumes e culturas diferentes, acabam descaracterizando totalmente a população do local.

Outro grande problema de um não lugar são os impactos ambientais. É claro que um profundo estudo deve ter sido elaborado para Dubai, porém é importante ressaltar. As construções de enormes ilhas artificiais não gerariam um impacto sobre a vida marinha? Para onde é mandado todo o lixo remanescente do consumo em massa? Se lá antes era deserto e agora é uma cidade, para onde foi toda a fauna característica deste tipo de região?

Pista de ski no meio do deserto é algo normal? Realmente não, mas para atender aos desejos do turista, para chamar a atenção e para lucrar vale tudo. Quanto de energia não é gasta para sustentar a temperatura e a produção incessante de neve? Essas são questões para se pensar o quanto o turismo influencia no espaço geográfico e nos seus elementos constituintes.

Foram destacados somente os problemas do não lugar, porém o não lugar também cria experiências que se não fosse o não lugar, jamais seriam realizadas. Por exemplo, esquiar vendo o deserto e o sol escaldante do lado de fora. Cria também empregos, desde a construção do não lugar até a manutenção do empreendimento. Os não lugares, geralmente, são enormes obras arquitetônicas que geram conhecimento e engrandecem a civilização.

Alex

Um produto, duas culturas

December 9th, 2009

Além de impressionar qualquer um, essa superprodução assinada pela Guinness & Co. revela uma forma de encarar a cerveja tipicamente européia, completamente diferente da brasileira. Nada de festa, bebedeira, sexo ou futebol. A cerveja é considerada como algo extremamente valioso, fruto de imenso trabalho, uma verdadeira conquista. Sua produção equipara-se à “construção” do mundo: uma batalha épica, de grande perigo e maior ainda recompensa, protagonizada apenas pelos homens mais bravos.

Assim, podemos ver que nessa “visão européia” o produto em si, a cerveja, tem muito mais valor quando comparado à “visão brasileira”, que dá mais ênfase às situações associadas à cerveja (festa, futebol, etc) do que à bebida em si.

Mas nada de juízo de valor: não existe visão melhor ou pior. Elas são simplesmente diferentes, frutos de um imenso grupo de fatores, também conhecido como “cultura”.

PS: fica aqui a ressalva que essas não são as únicas formas de encarar a cerveja na Europa e no Brasil, embora sejam talvez as mais características.

Rafa Lopez