Qual menina nunca teve aquela Melissa clássica que tinha um cheiro tão bom de… plástico!?
E até hoje, mesmo crescidas, adoramos usar ou pelo menos admirar os vários modelos que a marca lança a cada temporada, contando cada vez mais com grandes nomes da moda e do design assinando a coleção.
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A Melissa é uma marca que dá a impressão que cresce junto com a gente, e pra quem não sabe, durante a década de 90 a Melissa iniciou um trabalho de reposicionamento de marca, após um período de estagnação, que visava a transformação do produto em um acessório fashion.
Para consolidar essa cara nova da marca, a Melissa investiu pesado no patrocínio de grandes eventos, como o São Paulo Fashion Week em 2002, para apresentar a nova coleção. Além disso, inauguraram a primeira loja-conceito da marca, a Galeria Melissa, em comemoração aos 25 anos da empresa.
Apesar da mudança de sua imagem, a Melissa manteve algumas características marcantes de seu produto, principalmente porque ela não queria tornar-se uma nova marca, mas sim consolidar-se perante ao seu novo público de maneira que fosse vista como uma marca fashion e refinada (o aumento do preço das Melissas deve-se muito a isso!).

Sendo assim, o cheirinho específico e o plástico das sandálias Melissa foram algo que a empresa não modificou, pois a intenção é trazer uma memória afetiva dos melhores momentos da vida e, consequentemente uma espécie de referência para cada etapa da nossa trajetória. Tanto é, que a última campanha da marca veiculada na mídia possuía justamente o conceito de que a Melissa era uma referência de cada fase da vida de uma menina, representada pela protagonista do comercial.
Apesar de possuir esse viés moderno, pop, lúdico e feminino, a Melissa busca atuar no campo da sustentabilidade, apoiando um projeto chamado Sustente-se, além de lançar uma Melissa com 30% de PVC reciclado, cujas vendas seriam revertidas para uma ONG ligada ao enfrentamento da pobreza e exclusão social.
Depois de parar para pensar nessas empresas nacionais que possuem um nome tão forte tanto aqui quanto lá fora (Havaianas entra nesse meio também), percebi que as mais bem sucedidas atuam nos campos da emoção, da responsabilidade social e da experiência de marca para cativar e manter o público fidelizado. É claro que essa não é uma fórmula mágica, e nem todas as marcas se dão tão bem assim, mas isso já é assunto para um próximo post.
Juliana Dragoni
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