Archive for the ‘Publicidade’ Category

Du ketchup sur la moustache d’Astérix

Sunday, August 22nd, 2010

Vai bem o seu Francês? Pra quem não entendeu, essa é a manchete que a Revista Francesa Le Figaro anunciou, significa “Tem Ketchup no bigode do Asterix”. É apenas uma parte da repercussão de uma polêmica causada por este outdoor:

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Nele, os heróis Astérix, Obélix, e os demais integrantes da aldeia gaulesa fazem seu tradicional banquete em uma lanchonete da rede norte-americana, como se fosse o costumeiro jantar sob as estrelas, cena que encerra os quadrinhos. Pertence a uma campanha do McDonald’s que tem como slogan “Venha como Estiver” (”Venez Comme Vous Êtes”), criada pela Agência de Publicidade Euro RSCG.

logo mc A indignação vai parar nas mídias sociais, onde  vemos comentários como “Que irônico, o invencível  gaulês fazendo propaganda para os invasores”. De  fato, o que tanto revoltou os franceses foi ver um  símbolo do espírito rebelde nacional, que lutou  bravamente contra a invasão dos romanos, sendo  usado para propagar ideais da globalização e da    cultura do junk-food.

Vemos claramente essa rejeição pelo país desde 1999, quando o ativista José Bové liderou a destruição de um restaurante McDonald’s no sudoeste da França. Imagino que você esteja pensando agora: “mas então, que burice do McDonald’s! Por que provocar pessoas com a falta de abertura já tão enraizada?”

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É aí que vem a maior surpresa. Toda essa fúria pode ser apenas algo que esconde um grande sucesso que a rede norte-americana tem na França, devido à um processo para “afrancesar sua marca”, por meio de integração com a arquitetura das cidades, utilização de carne originária do país (cerca de 80%). Tantas ações que deixam a França em segundo lugar na lista de países que mais geram lucros ao McDonald’s, perdendo, logicamente, somente para os EUA.

Enfim, vemos que a propaganda, embora muitas vezes eficaz no quesito lucro, pode causar grande revolta e repercussão. É esse o componente cultural, o qual devemos sempre atentar e buscar adaptação.

Marcela Chie

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O Jornal Gratuito e a Publicidade

Friday, August 13th, 2010

Na última terça-feira, as ruas de Nova York tiveram um amarelo diferente daquele de seus táxis: o amarelo das camisetas do Brasil. Não, não estou falando da roupa dos torcedores brasileiros que foram ao amistoso contra os norte-americanos em New Jersey. Estou falando das camisetas dos distribuidores do jornal Metro em NY.

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Em uma ação publicitária do Itaú, foi aproveitada a data do amistoso para divulgar a imagem do banco como patrocinador tanto da Copa do Mundo FIFA 2014 como da Seleção Brasileira de Futebol. Realizar a ação fora do Brasil fortaleceu a imagem global da empresa, além de reafirmar o slogan de o banco ser o “seu banco na era digital” – um banco atualizado com as novas mídias e meios de propagação de informações.

Os distribuidores do jornal estavam uniformizados com essa camiseta. Essa estampa estava na parte de trás do uniforme e dizia “Bem vindo ao Brasil de 2014. Itaú. Seu parceiro de investimentos no Brasil”. Dentro do jornal desse dia, também havia um anúncio do banco que falava de como o futebol promove a união dos povos.

Usar um veículo de comunicação de massa como o jornal para fazer uma ação de divulgação é bem eficaz. Fazer essa ação em um jornal gratuito, curto, objetivo, presente em diversos países e distribuído em vias importantes e movimentadas, pode ser muito mais eficiente. Esse tipo de mídia, que tomou força com o desdobramento da polêmica entre a era digital e o fim do jornal impresso, ganhou o gosto do público mundial atingindo um enorme número de pessoas, de todas as idades e níveis sócio-econômicos.

Procurando um vídeo dessa ação no YouTube, encontrei vídeos de muitas outras ações publicitárias que o jornal Metro e outros jornais gratuitos já realizaram pelo mundo. Essa descoberta me mostrou ser ainda mais evidente a força que esse veículo impresso tem nos dias de hoje, sobretudo por se encaixar muito bem nos moldes da nossa sociedade que tem sede de informação e falta de tempo para se informar de tudo.

O vídeo a seguir é da ação da Comfort que distribuiu em Portugal o jornal Metro com o cheirinho do produto.

Natália Cardoso
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Make your influence positive

Tuesday, August 10th, 2010

Navegando no twitter, no @comunicadores especificamente, encontrei o link do seguinte vídeo:

O vídeo é uma campanha da ONG australiana de apoio a criança NAPCAN, National Association for the Prevention of Child Abuse and Neglect, nomeado Children see, Children do.

No vídeo crianças imitam as atitudes de adultos como jogar lixo na rua, fumar e agredir outras pessoas verbalmente e fisicamente. Apesar de conter cenas fortes, a campanha tem o objetivo de combater a violência mostrando que devemos ser uma boa influência para a formação do caráter de outros cidadãos.

Questionei-me se o apelo emocional por meio de cenas chocantes é válido para uma campanha de conscientização. Na verdade, essa não é a primeira campanha que vejo com esse caráter. A TAC, Transport Accident Commission, lança campanhas de concientização para diminuir a imprudência no trânsito. O seguinte vídeo mostra cenas de acidentes com a trilha sonora de Everybody Hurts do REM perfeita para um apelo emocional.

A campanha da TAC ao longo de 20 anos diminuiu mais do que pela metade as multas nas estradas. É inegável que ver as cenas de ambos os vídeos não é agradável, mas sem dúvidas nos faz refletir sobre nossas atitudes e, portanto, são campanhas eficazes.

Alexandre Suenaga
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Keep Trying

Monday, August 9th, 2010

Resolvi fazer este post quando fiquei sabendo da possível ligação que existiria entre a comunicação da marca Johnny Walker e seus consumidores. Alguns indivíduos afirmam que o consumo de whisky está muito ligado a pessoas que tem potencial para desenvolver depressão. Sendo assim, o slogan da marca seria dirigido totalmente a elas e, por isso, a frase “Keep Walking”.

Se isso é verdade ou não eu não saberia dizer, mas ao pesquisar mais sobre a marca para escrever dela para vocês percebi que há muito mais o que falar. Como uma marca consegue ser tão forte utilizando um slogan e tão poucas imagens e, ao mesmo tempo, ter tanta personalidade?

É claro que o produto é muito importante, entretanto, se a comunicação não for bem usada, tudo pode ser perdido. A marca conseguiu construir ao longo de toda a sua existência uma imagem muito atrelada à tradição e a qualidade, transmitindo isso de maneira simples ao seu consumidor. A Johnny Walker busca o tempo todo construir um relacionamento com seu consumidor, seja reforçando sua imagem ou abordando temas que estão em pauta entre seus consumidores.

Para mim, um dos principais fatores do sucesso é que a marca parece o tempo todo estar preocupada com o seu público, ao mesmo tempo, em que mantém a sua tradição, seja ela no produto ou na comunicação.

Abaixo há um vídeo institucional (que foi premiado com a prata este ano no festival de Cannes) que conta a história da marca de forma a fazê-la parecer uma lenda. Vale a pena conferir.

Michele Silveira

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Profissão Cliente

Friday, July 30th, 2010

Fazer compras, ir a hotéis 5 estrelas e ainda ganhar por isso? Não, não é mentira!

Agora você pensa: Ah que legal, lá vai ela falar do “dia de princesa”, ou sobre mais uma promoção daquelas de “envie seu torpedo e concorra a vários prêmios!” Não, também não é disso que se trata essa matéria.

Estava eu um dia desses lendo sobre moda na internet, então descubro um artigo sobre Shopper Experience. Pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do “cliente secreto”, Shopper Experience se resume a um novo método de pesquisa, o qual o cliente secreto avalia os serviços de acordo com sua própria visão .O objetivo é conseguir captar exatamente o sentimento do consumidor, deixando de lado o pesquisador que analisa friamente o momento de compra, o atendimento no caixa etc.

Segundo Stella Kochen Susskind, presidente da Shopper Experience, o atendimento ao consumidor no Brasil atravessa um momento no qual os empresários devem rever conceitos e posturas adotadas no relacionamento com clientes. “A construção de um atendimento que permita um padrão contínuo de excelência é a base de uma nova cultura de relacionamento sustentável. O conceito de fidelização deve abrir espaço para a criação de uma relação baseada na ética. Para construir esse alicerce é necessário conhecer profundamente o cliente; ter uma relação estreita com o consumidor. É exatamente nesse contexto que o atendimento se torna um diferencial competitivo para o negócio”.

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Resumindo: Sim, existem pessoas que ganham a vida comprando, gastando, e se hospedando em resorts! E além de tudo ainda se divertem (muito!), pois cada nova “missão secreta” tem suas especificidades, por exemplo, um dia o cliente secreto deve ir a uma loja de jóias vestindo sua pior roupa, outro dia ele deve ir a alguma loja de roupas colocar a loja abaixo e não levar nada, já em outro ele deve se hospedar em um resort 5 estrelas e testar todas as massagens! O valor do trabalho varia de acordo com o projeto, o tempo gasto e o número de visitas.

E agora a melhor parte: QUALQUER UM pode ser um cliente secreto, e para se dar bem nesse hobby lucrativo, basta ser uma pessoa observadora e detalhista,saber se expressar e escrever corretamente, ser maior de 21 anos, e cursar ou ter terminado uma faculdade. Se interessou? Veja o site.

Fernanda Yamamoto

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Escrever à mão no computador

Tuesday, July 27th, 2010

Desumanizar as relações interpessoais tornou-se, ao longo do desenvolvimento tecnológico, uma das problemáticas apontadas por muitas pessoas, que enxergam, em todo este avanço, o aumento da impessoalidade no relacionamento humano. O crescimento exponencial do uso de redes e mídias digitais para se relacionar com as pessoas coloca em questão o limite da intervenção tecnológica nos aspectos que são intrínsecos ao ser humano, como a comunicação.

Pode-se perceber uma evidente perda de identidade pessoal quando nos deparamos com a transição do escrito para o impresso. Há quem diga que este seja apenas uma multiplicação daquele. Mas as diferenças cresceram ao longo do tempo e se tornaram gritantes, estando de um lado uma letra ‘digitada’, padronizada e livre de muitas conotações, e do outro, o escrito à mão, com todas suas marcas pessoais e sinais de temperamento.

Partindo deste problema criado em torno das mudanças na maneira de se comunicar textos escritos, a filial espanhola do grupo Grey criou para sua cliente Pilot um aplicativo que possibilita que as pessoas tenham sua própria caligrafia na web.  Para a Pilot, grande fabricante de canetas, a internet acaba sendo uma das suas grandes concorrentes, uma vez que as ferramentas tecnológicas permitem maior agilidade e rapidez para escrever textos em geral. A ideia, portanto, era promover a marca, agregando esta à possibilidade de resgatar a identidade pessoal na hora de escrever e-mails.

O aplicativo Pilot Handwriting ganhou um microsite para sua divulgação e em junho deste ano foi premiado com um Leão de Prata no Festival de Publicidade de Cannes. Veja o vídeo de divulgação:

Ainda que não sejam capturadas todas as características de uma escrita à mão, como as marcas de desatenção, cansaço, vestígios de ansiedade ou quaisquer outros sentimentos, o aplicativo tem sua notoriedade pela ideia criativa e pela tecnologia envolvida. No entanto, podemos perceber que sua existência não ameaça nem de longe o uso das tipografias digitais do nosso cotidiano. A praticidade que estas conferem aos relacionamentos acaba sendo sobreposta ao distanciamento que as mesmas causam. Entretanto, embora não seja algo que altere de imediato toda uma cultura padronizada pelos meios digitais, o aplicativo nos permite pensar sobre a identidade que recusamos ao escolhermos a praticidade dos meios digitais.

Braulio Carli

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Para animar…

Monday, July 26th, 2010

Woodstock, Woodsteca, Planeta Terra, Tim Festival, Veredas, Mostra Internacional de Cinema, Anastácia, Amostra de Curtas, Ciclorama, SWU…O 2º semestre em São Paulo é sempre cheio de ótimos acontecimentos culturais e musicais e para começar o ciclo esse mês começa o Anima Mundi. Para quem não conhece, o evento concentra palestras, oficinas, conversas com especialistas e mostras dos filmes de animações selecionados pelo festival, é o evento perfeito para quem gosta de curtas ou é da área da comunicação e das artes e precisa sempre de idéias novas. O festival acontece no Rio de Janeiro (16 a 25 de jul) e em São Paulo (28 a 1 de ago).


Esse ano, o “Papo Animado” do evento conta com várias personalidades do mundo da animação, destacando-se Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, e o brasileiro Guilherme Marcondes, diretor independente criador do curta “Tyger” que ganhou mais de 20 prêmios internacionais.

As oficinas são outra promessa do Anima Mundi. São sete oficinas gratuitas e instantâneas que dispõem de várias técnicas de animação como a Zootropia e o desenho direto em película.
Dica: os cursos são muito concorridos então chegue cedo para conseguir vaga!

Thiara Veloso Cavadas
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Vendendo amizade

Saturday, July 24th, 2010

Um momento oportuno e uma ideia criativa. Foi tudo o que a agência Olgivy da Argentina precisou para criar uma inusitada ação para a Coca-Cola.

Dia 20 deste mês foi comemorado o Dia do Amigo, data bastante celebrada no país em questão. Foram instaladas, em todos os cinemas da rede Cinemark da capital argentina, máquinas de venda da Coca-Cola em que comprando uma garrafa você levava outra de graça. Porém, havia um empecilho: a máquina tinha 3,5 m de altura e o local para pôr a moeda era impossível de ser alcançado – pelo menos para quem estava sozinho.

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Para vencer o desafio e conseguir as duas garrafas, era necessária a ajuda de um amigo para “dar um pezinho”. O objetivo de tudo isso era poder comemorar a amizade através da ajuda e compartilhamento do prêmio. Resultado: centenas de amigos se envolveram na causa para ganhar as duas garrafas.

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Essa Máquina da Amizade (como foi batizada) lembra bastante outra ação da Coca-Cola, da Máquina da Felicidade, que foi instalada no refeitório de uma universidade americana e que distribuía, para quem comprasse uma garrafa, coisas como pizza, várias outras garrafas, aplausos, flores e apertos de mão. Veja o vídeo:

Se a tendência do momento é a utilização de mídias alternativas que causem impacto no público-alvo, a Coca-Cola mostrou que não quer ficar de fora. Com boas ideias (de custo relativamente baixo), ela conseguiu atingir os consumidores com máquinas que vendem mais que seu produto – vendem sensações e experiências de marca. Simples, porém eficiente.

Giulia Joau
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Mídia Inusitada

Tuesday, July 6th, 2010

A Copa das zebras está quase chegando ao fim. Dessa vez, nos jornais e revistas, o foco deixou de ser destaques futebolísticos. Não tivemos Ronaldos nem Zidanes. Estamos realmente em tempos de Faustões magros.

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Com a eliminação antecipada de grandes seleções, a atenção do público se voltou para outras personalidades. Um nome que muitos deverão se lembrar da Copa de 2010, além de “jabulani”, é Larissa Riquelme. A modelo, que ficou famosa após se destacar na torcida paraguaia, seguiu a ideia do técnico Maradona e prometeu posar nua caso seu país chegasse nas semifinais.

Em meio a esse momento de grande exposição, a marca de desodorante Axe aproveitou a brecha e conseguiu aumentar sua visibilidade de maneira eficiente e barata. Patrocinou a modelo estampando em seus seios o nome da marca. A ação da campanha chamada Efecto Futbol apareceu em fotos nos mais diversos blogs, jornais e revistas de todo o mundo.

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Apesar de gerar grandes polêmicas, essa campanha se mostrou bastante inovadora, divulgando o produto também pelo famoso “boca-a-boca”. É interessante como a publicidade pode se apropriar dos meios mais inusitados para atingir com impacto seus consumidores.

Fernanda Yamamoto, Henrique Ljubisavljevic e Victor Yamakada

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E se a água for a melhor mídia para falar sobre a água?

Friday, June 18th, 2010

Estava conferindo alguns blogs quando me deparei com uma ação animal da Solidarités International, uma organização humanitária que auxilia vítimas de guerra e de desastres naturais. Denominada de “Water talks”, a guerrilha, por assim dizer, foi realizada pela agência francesa BDDP & Fils. O conceito que guiou a ação foi o título desse post: E se a água for a melhor mídia para falar sobre a água? Seguindo essa ideia foi construída em Paris, resumidamente, uma queda d’água que consegue se comunicar e informar algumas estatísticas “imprimindo” textos com água.

É uma maneira expressiva de informar os perigos da falta de água potável e do consumo de água insalubre além de ser um belo exemplo de campanha de responsabilidade social. Encontrei no vídeo no blog It’s Designed, achei genial…

Eduardo

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