Finalmente abri minha cabeça para as tão academicamente discutidas e especuladas possibilidades publicitárias usando o celular como mídia.
Nas aulas do Eneus, ficava pensando que toda aquela discussão sobre Mobile Media ainda estava muito longe de se concretizar, afinal, apesar de ter um enorme potencial de mercado, 176.771.038 usuários (fev/2010), ninguém recebe sms falando da nova-super-oferta-das-Casas-Bahia.
Como este mercado poderia ser abordado, e esta publicidade efetivada, era a grande pergunta no ar.
Até que… eu descobri uma coisa chamada iphone. Você já ouviu falar? Pode até ter ouvido ou visto na mão de algum coleguinha, mas nas lojas você provavelmente não viu nos últimos meses. A escassez desse produto e a rapidez com que ele se esgota nas prateleiras mostra que, apesar do preço exorbitante de alguns smartphones, mais e mais pessoas aderem ao que eu chamo de “mobile life”.
Isso porque você põe mesmo sua vida lá naquela caixinha mágica e aquilo se torna “sua vida”: contatos pessoais e profissionais, fotos de família, músicas prediletas, agenda de compromissos, (acorda com ele, vê a hora) e no meio disso tudo a mais nova moda: aplicativos!

No menu, eles se confundem com a agenda ou com a câmera, mas são marcas, colocadas ali espontaneamente. Esse mercado de aplicativos, até então desconhecido por mim, cresce muito, assim como a grana no bolso do Steve Jobs, e ao mesmo tempo que a esperta Google anuncia planos para adquirir a AdMob, uma companhia de publicidade em celulares, por 750 milhões de dólares.
Estamos falando um marketing de utilidade, que envolve criação de conteúdos fascinantes que o consumidor vai querer receber, proporcionando uma de experiência opt-in realmente efetiva, como confirma Fábio Fernandes, da F/Nazca: “Aqui temos a oportunidade de ter efetivamente o marketing ‘one-to-one’, de construir o relacionamento das marcas com o consumidor de maneira mais rica e menos impositiva do que a publicidade tem feito”. A relevância é a palavra-chave.
Com a abertura destes novos horizontes na publicidade, a “Idade da Pedra na comunicação da publicidade móvel” a que se refere Abel Reis, diretor da Agência Click, parece finalmente estar chegando ao fim.
Rafa Andrade
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