Archive for the ‘Arte e Design’ Category

Choque Cultural

Thursday, August 26th, 2010

Para quem ainda não teve a chance de conhecer, a Galeria Choque Cultural, localizada em Pinheiros, é uma ótima oportunidade para saber um pouco mais da arte de rua brasileira e ver como ela está ganhando cada vez mais espaço e respeito em nosso país.

Choque Cultural

Uma grande parte dos quadros expostos lá já estiveram no Masp, e o projeto já apresentou mais de 200 artistas brasileiros e trouxe para cá diversos artistas internacionais também, criando um network global muito importante. O destaque é para a exposição SEMPRE, do artista TiTi Freak, que vai ficar por lá até dia 9 de outubro. Seus trabalhos mostram os pensamentos e sensações particulares dos indivíduos.

A Fuga

Além de aproximar o público jovem das artes plásticas, a galeria também incentiva o colecionismo. Você pode comprar um quadro, desenho ou gravura e sair com ele na hora. A entrada é franca e você pode tirar fotos a vontade. Espero que gostem e visitem.

Marília Emy

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De fora pra dentro

Tuesday, July 20th, 2010

Que grafite é arte, atualmente não há muitas controvérsias sobre o assunto. Críticos já o consideram como um dos movimentos artísticos mais importantes da arte contemporânea. Porém agora muitos discutem se o lugar dessa arte de rua seria também fora dela, nos museus e galerias de arte, porque acreditam que dentro destes locais ele perderia sua essência e razão de existir.
Pra começo de conversa, é importante considerar a relevância social do grafite. Ele tem sua história marcada por ser utilizado em diversos movimentos de protesto político e social, como os estudantes franceses nos protestos de 1968. Ainda hoje, o grafite possui essa função de voz alternativa àqueles que de outra forma não seriam ouvidos. O escritor Poato o chama de “metáfora do abandono”, pois representa de uma forma lírica os que foram esquecidos ou simplesmente ignorados pelo resto da sociedade.

Grafite - França 1968

Por meio de sua arte, os grafiteiros trazem às galerias e museus a realidade que há lá fora e muitos teimam em ignorar. Embora esteja longe de seu local de origem, os grafites nunca perdem sua origem urbana e externa. Assim, essa é a oportunidade para que o cotidiano e dificuldades vividos pelos “abandonados” sejam conhecidos por quem vive bem longe das favelas e periferias da cidade.

Grafite - Zezao

Mais do que dar voz a minorias (muitas vezes nem tão menores assim), o grafite tem contribuído por uma cultura mais democrática. De maneira única, surge um ponto de contato entre intelectuais e populares, aparentemente tão distantes uns dos outros: o gosto por uma mesma arte. Mesmo que o “povão” ainda não frequente as refinadas e famosas galerias de arte para ver exposições de renomados grafiteiros, como Os Gêmeos, ele conhece e aprecia as obras dos artistas grafiteiros, pois são próximas de suas vidas. Assim, o grafite nos museus e galerias não é o recibo de sua “venda” para as chamadas elites intelectuais, muito menos a perda de sua função e essência, mas sim, a ampliação de seus significados e a conquista de novos “ouvintes”.

O título do post foi inspirado na exposição “De fora para dentro, de dentro para fora”, que ocorreu no MASP. Pra quem perdeu, no site Lost Art há fotos da exposição e links para os sites dos artistas.

Mariana Brizola

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Lomo o quê?

Thursday, July 8th, 2010

Diante da proliferação das cybershots, a lomografia, um movimento que vai contra essa tendência ganha destaque, retomando as raízes da fotografia analógica. Sua história tem início na década de 80, quando um general da antiga União Soviética ficou admirado com uma câmera japonesa que possuía grande qualidade técnica aliada à facilidade de uso.

Lomografia1

Após essa descoberta, ele pediu para que uma fábrica de equipamentos militares de lentes LOMO fizesse uma versão aperfeiçoada e mais barata da câmera. Ela foi nomeada LOMO LC-A, e o objetivo de sua fabricação era que os cidadãos pudessem registrar cenas do cotidiano e divulgar o estilo de vida soviético para o mundo, fazendo afronta aos EUA em plena Guerra Fria.

Embora a câmera tenha sido popular nos países do cinturão vermelho, com o passar do tempo, foi sendo esquecida. Até que em 1991, dois viajantes vienenses estavam passando as férias em Praga e resolveram comprar uma máquina em um brechó. Os dois começaram a fotografar tudo, de maneira despretensiosa e, ao revelarem as fotos, viram efeitos inesperados, como cores trocadas, ficando fascinados.

Assim, o fenômeno de fotografar ao acaso, utilizando câmeras de alta sensibilidade, se espalhou rapidamente, e conforme ia crescendo o interesse por esse tipo de fotografia, foi criado um mercado de máquinas dos mais diversos tipos, além da Sociedade Lomográfica Internacional, buscando espalhar essa arte pelo mundo e reunir os lomógrafos .

Entre os modelos mais famosos das lomos, estão a Fisheye, uma câmera com lente grande-angular fixa, que distorce os cantos da foto e a ActionSampler, que tira quatro fotos com intervalos de ¼ de segundo.

fisheye

Uma foto com a Fisheye:

eye

Para mais fotos e informações:
Lomografia

Marília Emy

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E se a água for a melhor mídia para falar sobre a água?

Friday, June 18th, 2010

Estava conferindo alguns blogs quando me deparei com uma ação animal da Solidarités International, uma organização humanitária que auxilia vítimas de guerra e de desastres naturais. Denominada de “Water talks”, a guerrilha, por assim dizer, foi realizada pela agência francesa BDDP & Fils. O conceito que guiou a ação foi o título desse post: E se a água for a melhor mídia para falar sobre a água? Seguindo essa ideia foi construída em Paris, resumidamente, uma queda d’água que consegue se comunicar e informar algumas estatísticas “imprimindo” textos com água.

É uma maneira expressiva de informar os perigos da falta de água potável e do consumo de água insalubre além de ser um belo exemplo de campanha de responsabilidade social. Encontrei no vídeo no blog It’s Designed, achei genial…

Eduardo

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Concurso de Logotipo CEDIR

Tuesday, April 13th, 2010

Para aqueles que não costumam passar pelo P3 ou reparar nos poucos outdoors remanescentes de São Paulo (todos dentro da USP…), informo que o CEDIR – Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática – iniciou um concurso para definir seu novo logotipo!

O objetivo do CEDIR é garantir que equipamentos eletrônicos de informática e comunicação quebrados ou velhos não sejam simplesmente jogados fora, mas tenham um destino sustentável.

Assim, o CEDIR repara ou atualiza alguns aparelhos de modo que voltem a ser funcionais e os empresta para ONGs, cobrando sua devolução quando o equipamento não tiver mais utilidade. Em situações mais críticas em que o aparelho coletado não possa ser “ressuscitado”, o Centro se responsabiliza por sua desmontagem e classificação dos materiais utilizados em cada peça, encaminhando esses materiais para as devidas empresas de reciclagem.

O concurso para criação do novo logotipo do CEDIR começou no último dia 6 e podem participar do concurso quaisquer alunos matriculados na graduação de instituições de ensino superior de todo o Brasil.

O primeiro colocado ganhará um notebook, e o segundo e terceiros ganharão um netbook cada, além de certificados de participação. O prazo para entrega de trabalhos é até 10 de julho de 2010 e cada pessoa pode participar com apenas uma proposta.

Para ler o Regulamento e tirar outras dúvidas, acesse www.cedir.usp.br/concurso.

Roger
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Publicidade no celular: relevância é a palavra- chave

Thursday, March 25th, 2010

Finalmente abri minha cabeça para as tão academicamente discutidas e especuladas possibilidades publicitárias usando o celular como mídia.

Nas aulas do Eneus, ficava pensando que toda aquela discussão sobre Mobile Media ainda estava muito longe de se concretizar, afinal, apesar de ter um enorme potencial de mercado, 176.771.038 usuários (fev/2010), ninguém recebe sms falando da nova-super-oferta-das-Casas-Bahia.

Como este mercado poderia ser abordado, e esta publicidade efetivada, era a grande pergunta no ar.

Até que… eu descobri uma coisa chamada iphone. Você já ouviu falar? Pode até ter ouvido ou visto na mão de algum coleguinha, mas nas lojas você provavelmente não viu nos últimos meses. A escassez desse produto e a rapidez com que ele se esgota nas prateleiras mostra que, apesar do preço exorbitante de alguns smartphones, mais e mais pessoas aderem ao que eu chamo de “mobile life”.

Isso porque você põe mesmo sua vida lá naquela caixinha mágica e aquilo se torna “sua vida”: contatos pessoais e profissionais, fotos de família, músicas prediletas, agenda de compromissos, (acorda com ele, vê a hora) e no meio disso tudo a mais nova moda: aplicativos!

No menu, eles se confundem com a agenda ou com a câmera, mas são marcas, colocadas ali espontaneamente. Esse mercado de aplicativos, até então desconhecido por mim, cresce muito, assim como a grana no bolso do Steve Jobs, e ao mesmo tempo que a esperta Google anuncia planos para adquirir a AdMob, uma companhia de publicidade em celulares, por 750 milhões de dólares.

Estamos falando um marketing de utilidade, que envolve criação de conteúdos fascinantes que o consumidor vai querer receber, proporcionando uma de experiência opt-in realmente efetiva, como confirma Fábio Fernandes, da F/Nazca: “Aqui temos a oportunidade de ter efetivamente o marketing ‘one-to-one’, de construir o relacionamento das marcas com o consumidor de maneira mais rica e menos impositiva do que a publicidade tem feito”. A relevância é a palavra-chave.

Com a abertura destes novos horizontes na publicidade, a “Idade da Pedra na comunicação da publicidade móvel” a que se refere Abel Reis, diretor da Agência Click, parece finalmente estar chegando ao fim.

Rafa Andrade
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Web Drawing

Thursday, February 11th, 2010

Recentemente tenho valorizado muito a visualização constante de referências. E para isso, a internet tem se mostrado cada vez mais organizada e cheia de possibilidades (ou eu que comecei a entender melhor como encontrá-las). Nela conseguimos encontrar MUITAS referências e ferramentas que ajudam muito para estimular a criação, seja em Publicidade ou puramente artística.

Tenho me interessado bastante por sites que oferecem plataformas interativas para você criar sua própria galeria online e ver a das outras pessoas.

Tem 2 sites em especial que eu curto bastante, pois oferecem essas plataformas para realizarmos nosso próprio desenho:

odosketch

O primeiro é o Odosketch. Ele possue uma plataforma íncrivel! É uma simulação de uma pintura com tinta aquarela. E o resultado é muito semelhante ao de uma pintura “real”. Ele fornece diversos tons para você realizar sua pintura mas não fornece um botão “desfazer” (o famoso e mais que útil Crtl+Z). Errou um pincelada tem que pintar por cima mesmo, como uma pintura no papel. Os “pínceis” são bem legais de usar e respondem de acordo com a velocidade que se usa o mouse (ou tablet, para que tem). A pincelada meio que “solta mais tinta” conforme você pinta mais rápido. Um resultado que parece simples mas tem uma programação em flash bem complexa por trás (como já foi citado no blog neste post).

No site você pode visualizar o trabalho da galera e tem umas pinturas inecreditáveis. E o melhor: quando clicamos em uma imagem para visualizá-la, assistimos à todo o processo de criação. O site recorda as pinceladas e as reproduzem para as pessoas que querem ver o desenho. Assim não ficamos mais com aquela cara de “como esses caras fazem isso?”. Ou ficamos. Nem visualizando o processo os desenhos deixam de ser surpreendentes, pelo contrário, expoem o talento de quem os fez.

myoats

Outro interessante também mas menos conhecido é o Myoats. Ele também fornece uma plataforma para desenhos mas com características digitais e com mais limitações. Só pode ser usada uma cor de fundo e outra para a pintura. Assim podemos encontrar diversos desenhos monocromáticos muito bons. A área de trabalho e as ferramentas são simplificadas, tonando os desenhos bem característicos do site. Permite construir linhas e polígonos, impossíveis de serem feitos em papel. Outro diferencial do Myoats é que ele trabalha com reflexos e repetições circulares, possibilitando criar vários desenhos simétricos animais e razoavelmente fáceis.

Bom, fora sites com essas plataformas, existem inúmeros outros que postam pinturas, ilustrações, fotografias, gadgets, propagandas. Cada pessoa toma bem pessoalmente um gênero de referências para si, por isso não acho que cabe eu ficar postando por aqui TODOS os sites que eu acho interessante. Mas, para os recém chegados bixos e quem interessar, deixo aqui outros 3 que acho muito bons: Seguem os link aqui, aqui e aqui.

Siggi Odds

Friday, November 27th, 2009

Sigurður Oddsson nasceu em Reykjavík em 1985. O islandês recém-graduado em design gráfico pela Iceland Academy of the Arts exibe, em seu portifólio, de famílias tipográficas desenhadas por ele a estampas de roupas feitas para a gigante sueca H&M.

Dentre meus trabalhos favoritos, estão o guia de viagem da cidade de Istambul, na Turquia, feito como projeto escolar, e o livro Skinfaxi, publicado pelo Reykjavík Junior College e mostrado abaixo.

O mais incrível do Skinfaxi são suas cores. O livro foi inteiramente impresso em preto e pantone dourado, inclusive fotos e gráficos. O caráter experimental do processo alcançou um resultado, com o perdão do trocadilho, brilhante, bem como boa parte do trabalho de Siggi; mais um portifólio que vale a visita.

Fernando Prado