Archive for June, 2009

Art Nouveau na comunicação

Tuesday, June 30th, 2009

Aproveitando o ano da França do Brasil (com um logo bem ruinzinho por sinal), um estilo de arte que está voltando à tona é o art nouveau. Este estilo estético peculiar surgiu na França, durante a chamada Belle Époque, o período entre 1871 e 1914 conhecido assim pela paz, inovação e beleza que cercavam os países europeus nesta época, quando a França era um modelo para o mundo. Teve representantes como Toulouse Lautrec e Victor Horta.

A art nouveau se caracteriza pelas formas orgânicas, femininas, também seu ornamentalismo característico. Além disso, por usar a litografia como base de impressão, usava principalmente tipografias arredondadas (que depois viraram fontes como a Bookman e a Cooper Black) e tons pastéis.

É legal ver um estilo bastante usado na publicidade do início do século XX sendo usado na publicidade do século XXI. Aliás, não só na publicidade, na moda e no design ele está bastante presente, como na coleção da Prada de 2008, feito pela Giselle Nasser, e nesses móveis de jardim da empresa Americana Cricket Forge.

Além de ser bastante utilizada para passar um tom de tradição (a Bohemia utiliza muito isso aqui e aqui com o ornamentalismo e os tons pastéis) ultimamente tem sido usada para se passar a leveza e principalmente a feminilidade, como nas embalagens promocionais da Kopenhagen e principalmente no anúncio criado pela W/Brasil para a Ipanema que ilustra o post. Esta campanha alias, apesar de ser de 2007, é um dos melhores exemplos do uso da art nouveau na publicidade atual.

Jean Michel

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Marketing Turístico

Monday, June 29th, 2009

Em tempos de crise, como seria possível promover o turismo em uma região paradisíaca de uma forma diferente e que chamasse a atenção do mundo inteiro?

Foi assim que o estado de Queensland, na Austrália, iniciou sua campanha de incentivo ao turismo. E a idéia? Selecionar um candidato de qualquer local do mundo para preencher a vaga no “best job in the world”.

E o que seria “The best job in the world”? Simples! O candidato selecionado terá que viver durante seis meses na ilha de Hamilton, uma das 600 ilhas integrante da famosa Grande Barreira de Corais, e ser o “zelador” da ilha, com um salário de aproximadamente 150 mil dólares pelo semestre.

E ao contrário do que a palavra “zelador” possa soar, suas responsabilidades serão mergulhar nas águas cristalinas do Pacifico, observar baleias, explorar a ilha e talvez limpar a piscina, além de, morar em uma milionária casa, com três quartos, piscina e até carrinho de golf.
Em contrapartida, o “zelador” deverá escrever posts no blog e gravar vídeos contando suas experiências e aventuras na ilha, mostrando para o mundo porque visitar a ilha de Hamilton e porque ela é conhecida como um “destino paradisíaco”.

Uma maneira inteligente de mostrar o quão encantadora a ilha pode ser e de tentar manter os 18 bilhões de dólares australianos produzidos pelo turismo na região. Só nas primeiras 24 horas, mais de 200 mil pessoas já haviam se inscrito no site, ultrapassando todas as expectativas dos órgãos de Turismo responsáveis pelo concurso.

O vencedor do “emprego” foi o britânico Ben Southall, que competiu com outros 35 mil candidatos e agora, no dia 1º de Julho, tem como seu mais novo endereço as “ilhas australianas”.
A comunicação e a idéia do “The best job in the world” foram tão bem elaboradas que o projeto ganhou o Cannes Lions como melhor case de PR (Relações Públicas) e melhor Cyber na semana passada.

Além disso, a idéia desse marketing espontâneo já plantou novas sementes: o governo da Califórnia já está analisando a possibilidade de um “The Best job in the world” nos vinhedos de Napa Valley, para também incentivar o turismo na famosa região dos vinhos californianos.

E quem não gostaria de um emprego desses?

Alê

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Você! Você! Todos vocês…!

Thursday, June 25th, 2009

Para os amantes de cinema, em especial de filmes de terror, há uma boa oportunidade de aumentar o leque de conhecimento de tais produções a partir dessa semana no Reserva Cultura, localizado na Avenida Paulista. O cinema será palco da primeira edição do SP Terror – Festival Internacional de Cinema Fantástico.

Monstros japoneses, vampiras lésbicas, zumbis ecológicos… Durante oito dias serão veiculados trinta e quatro títulos, entre longas e curtas-metragens, vencedores de prêmios internacionais ou totalmente no anonimato. O interessante é a diversidade apresentada pelas obras escolhidas. Além dos inéditos “Eden Log” – uma ficção científica francesa -, “Os Matadores de Vampiras Lésbicas” – trash inglês – e o chileno “Os Descendentes”, obras consagradas das mais diversas espécies serão exibidas. Para Betina Goldman, idealizadora e diretora do festival, o projeto pretende criar uma vitrine eclética da arte ao totalmente trash, do sublime ao berrante. Analisando o caráter dos filmes divulgados, arrisco dizer que o festival atingirá seus objetivos.

As sessões têm início nessa quinta-feira, dia 25, e irão até 2 de julho. Os filmes ainda concorrem ao prêmio da Mostra Competitiva SP Terror (sendo uma categoria ibero-americana e uma internacional), que terá como um dos júris José Mojica Martins, mais conhecido como Zé do Caixão. Além disso, uma “mesa redonda do inferno” constituirá a programação do evento com um debate bem intrigante: o lugar do cinema fantástico.
Curtiu? Então se prepare para produções catalãs e sucessos suecos! O festival promete atingir o público cosmopolita de São Paulo de maneiras variadas, com o intuito de apelar para um dos instintos mais antigos, que, segundo o próprio site oficial, é capaz de superar diferenças e colocar todas as pessoas em um mesmo patamar – o medo.

Eu, com certeza, garantirei pelo menos um ingresso! A iniciativa foi ótima, principalmente pela sessão de filmes Ibero-Americanos. Confesso, entretanto, ter sentido falta de um representante de Alfred Hitchcock, mas é completamente justificável pela intenção do festival de trazer ao público produções que, apesar de muito boas em diversos aspectos (mesmo que seja na diversão proporcionada pela “tosquidão”), não o atingem e caem no esquecimento e marginalização. Só espero que não apareça nada a la “O Sabor da Melancia”, que me vez perder uma noite de sono em uma tentativa frustrada de inovação do noitão do HSBC.
De qualquer forma, bons gritos (ou risadas…)!

SP Terror Festival Internacional de Cinema Fantástico

Quando: de 25 de junho a 2 de julho

Onde: Reserva Cultural – salas 3 (120 lugares) e 4 (110 lugares) – Av. Paulista, 900, tel. (11) 3287-3529.

Quanto: R$ 13; passaporte: R$ 50 – 10 filmes a escolher, com exceção das sessões de abertura e encerramento

Classificação indicativa: 10 anos

Maiores Informações: www.spterror.com

Anacleto

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Cannes 2009 – Interatividade Como Critério de Avaliação

Thursday, June 25th, 2009

Cannes está a todo vapor. Até agora o Brasil tem 29 Leões: 5 de Ouro, 10 de Prata e 13 de Bronze + um de PR que não têm distinção entre Ouro, Prata ou Bronze.

Press:

Em Press, uma das categorias mais concorridas e esperadas, o Brasil ganhou 7, a metade de Lions do ano passado. Dos 3 ouros, 2 (Latin Stock e Toda rotina pede férias) foram para a DM9DDB que utilizam muito bem a interdependência redação-arte, enquanto a campanha Até onde vai a sua criatividade? da AlmapBBDO para a escola Panamericana de Design (que aliás, lembra muito algo que tínhamos na vivência aqui da ECA e infelizmente foi retirado depois da “reforma”). Ia esquecendo, o GP foi pra Fred & Farid pela campanha para a Wrangler Wrangler , na minha opinião tinha melhores…

Outdoor:

E pra quem pensa que o Outdoor está em decadência no Brasil, ganhamos 5 Leões esse ano, com destaque para as peças da JWT para o fio dental Reach, uma ideia muito simples porém muito eficiente, daquelas que agradam não só cliente como a agência. O GP foi para uma campanha ousada da TBWA para um jornal da África do Sul, criticando o governo pela a alta desvalorização da moeda local. Isso lembra o que já foi discutido pela Alê aqui no blog…

Rádio:

Uma mídia que não tem tanto glamour mas que mostrou trabalhos geniais foi o rádio. Com um ótimo insight de como usar uma das deficiências do rádio (a generalidade dos sons) a Almap conseguiu o único Lion brasileiro na categoria, seguindo o conceito de “Até Onde Vai Sua Criatividade” do resto da campanha.

Media:

Media, uma das categorias mais styles na minha opinião, teve um GP que usou muito bem uma característica cultural do Japão: a seriedade e a extremidade com que os japoneses levam os exames escolares. Fizeram um Kit Kat Mail, o famoso chocolate foi “transformado” em um postal que as pessoas mandavam para desejar sorte aos estudantes. Pelo Brasil, a Lew Lara ganhou o único ouro entre os 6 Lions, pela campanha, criada para a Nissan onde o leitor fazia sua própria capa do Estadão. Uma menção que vale a pena é a ação da África para o Itaú, em parceria com a Veja que criou anúncios personalizados na edição de 40 anos da revista.

PR:

Em PR, foi um merecidíssimo GP para “Best Job In The World” (que também ganhou GP de Direct), aquela campanha onde se oferecia a vaga de zelador de uma ilha paradisíaca com um salário de US$20.000. E vale mencionar o Lion para a brasileira LiveAd, como Melhor Uso da Internet pela campanha dos “Mil Casmurros” que soube trabalhar muito bem a interatividade e melhorou a imagem da TV Globo com os internautas.

Promo:

Agora imaginem um briefing onde você tem que fazer uma campanha para conseguir moradores e melhorar a imagem de uma cidade falida… Esse foi o problema trabalhado pelo ganhador de Promo, a Beacon Communications, que organizou uma campanha valorizando o alto número de “casais felizes” da cidade. Isso mostra como se olhar o lado bom da moeda pode ser a solução para o lado ruim.

Design:

O GP de design para a McCann – Hong Kong é um ótimo exemplo da interatividade, usada desta vez não com o consumidor mas com as estrelas da campanha. Além de ter ficado muito bonito se diferenciou pela forma que foi feita, talvez o diferencial desse trabalho. Para o Brasil virão 7 Lions, dentre eles gostaria de destacar o bronze para a DM9 pelos anúncios da Saxofunny que refletem bem a funcionalidade que um bom design deve ter.

Cyber:

Deixei cyber por último por considerar que por estarmos nesse meio haveria mais interesse e facilidade para se entender como foi o projeto, já que são sites, virais ou banners. Foram 3 GP”’’s: mais um para o “Best Job in The World” que se firma posição de favorito ao Titanium, um para o “Why So Serious” o segundo ano consecutivo da 42 Entertainment, considerado por muitos o viral-modelo, e por último para a AKQA – Londres para a Fiat . Esta última, um projeto onde você baixa um software, conecta um pen-drive em um dos modelos da Fiat com Blue&Me e depois no PC, baseando-se em dados do desempenho do carro e do trânsito, se pode conseguir dicas de como dirigir de forma ecológicamente correta. Uma iniciativa muito boa que desbancou o Whooper Sacrifice , segundo os jurados porque eles não poderiam premiar uma coisa que faz você “excluír pessoas” em detrimento de uma que te faz ajudar o mundo. O Brasil levou 2 prêmios, com destaque para a campanha da Sun MRM para a Estação do Bem Estar, que com um gasto de US$ 25 consegui US$ 4.705 de doações.

Seja a interatividade do “Mil Casmurros”, da Escola Panamericana de Design ou até da Nike de Hong Kong, esta é uma uma característica que têm se repetido entre todas as premiações. É óbvio que essa têm sido uma característica muito visada e glorificada por todos, porém é difícil atrair com facilidade a participação do público, além disso a utilização da interatividade em mídias tradicionais é ainda mais restrita pela falta do suporte tecnológico que, por exemplo, a internet trás.

Os outros prêmios iremos postar semana que vem aqui no blog.

Jean Michel

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Improvise

Wednesday, June 24th, 2009

Muitos de vocês devem se lembrar de ter ouvido falar de uma galera que tirou as calças no metrô de São Paulo em abril deste ano: o No Pants Day. Foi marcado um ponto de encontro, e dali todos foram para o metrô. No momento certo as pessoas tiraram as calças, seguindo até a estação combinada como se nada estivesse acontecendo. Um movimento a favor do conforto e do bom humor.

O que muita gente não sabe é que este movimento surgiu em Nova York, em 2002, a partir de uma idéia do grupo Improv Everywhere. Com o nome original de The No Pants! Subway Ride, o evento é realizado sempre em Nova York, no mês de janeiro. A primeira edição tinha apenas sete pessoas, todos homens. Depois disso o número de participantes, de ambos os sexos e todas as idades, só aumentou, tanto que a edição de 2009 teve 1200 participantes em Nova York e mais de 1000 em outras cidades ao redor do mundo.

O Improv Everywhere foi criado em 2001 e já realizou mais de 80 missões envolvendo milhares de agentes disfarçados. A mais recente foi a sexta edição do Mp3 Experiment. Para esta ação um arquivo em mp3 com cerca de 45 minutos de duração é disponibilizado online para que os participantes transfiram para seus mp3 players. Eles então sincronizam o relógio com o horário do site e na data correta vão para o local marcado. No momento exato todos apertam o play e seguem as instruções que o narrador Steve dá, como pular como uma pipoca, imitar os movimentos de um desconhecido e lutar em uma batalha entre martelos e tacos de baseball (de plástico).

Mas nem todas as ações são marcadas previamente no site. Um exemplo é o High Five Escalator . Às 8:30 da manhã, em uma estação de metrô de NY, seis agentes se posicionaram ao longo na escada paralela à escada rolante de saída do metrô. Cinco deles seguravam placas, avisando que Rob queria dar um “high five”. As pessoas normalmente estão de mau humor quando passam por ali de manhã, então era um bom lugar para um pouco de diversão. O agente Lathan (ou Rob) deu mais de 2000 “high fives” em 45 minutos!

Outra ação legal foi o Best Game Ever. Nesta missão eles transformaram um jogo de baseball da liga infantil em um evento da liga profissional. Eles conseguiram os nomes e números dos jogadores dos dois times, assim como a posição e ordem na qual eles jogariam. As crianças esperavam apenas a presença de seus pais no jogo, quando de repente apareceram dezenas de agentes usando roupas com as cores dos times, além de cartazes e cornetas. Também apareceram vendedores de pipoca e amendoim, comuns nos grandes estádios. Para completar, o jogo teve cobertura da NBC Sports, com um repórter famoso e um telão instalado no local.

Para as pessoas que não estão em NY e também querem participar eles criaram o site Urban Prankster, que traz informações sobre todo tipo de ação criativa que aconteça em lugares públicos ao redor do mundo, além de funcionar como uma rede social que permite que os usuários organizem suas próprias ações ou recriem ações que já foram realizadas pelo IE.

Ivy Leça

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Quando a Copa do Mundo chega à África.

Monday, June 22nd, 2009

Domingo à tarde, geralmente é um dia um tanto quanto tedioso para aqueles que resolvem ficar em casa e assistir à TV. Porém, ontem fiz questão de ficar e assistir ao jogo da seleção brasileira contra a Itália na Copa das Confederações e depois de 90 minutos e 3 gols, comecei a pensar nos motivos de uma “copa” antes da Copa, no mesmo lugar e na mesma época.

É claro que a intenção da Copa das Confederações não é apenas mostrar os novos estádios, apesar de nem todos estarem prontos, as seleções e dar um gostinho para os torcedores do que está por vir em 2010.

Mais do que isso, é um teste em que se devem experimentar todos os campos de atuação, sejam eles infraestrutura, criminalidade, capacidade de carga e, principalmente, é uma maneira da população local começar a se adequar aos milhares de turistas que “invadirão” a África do Sul a partir de agora (sim, daqui para a frente o Turismo na África do Sul tende a crescer muito, principalmente porque a Copa do Mundo ajuda a divulgar essa região).

Um exemplo disso foi uma análise da FIFA no qual eles apontaram a falta de segurança como um fator a ser resolvido pelo governo sul africano juntamente com a organização da Copa do Mundo. Só na semana passada, dois hotéis foram furtados (um da delegação egípcia e o outro da própria delegação brasileira).

E aqui chego ao questionamento principal deste post: Quanto uma Copa do Mundo pode afetar o desenvolvimento e o turismo de um país?

Imagine só que, durante anos, a África do Sul foi palco da maior segregação entre negros e brancos, o Apartheid, onde os estádios eram construídos apenas para jogos de rúgbi e críquete, com áreas separadas para negros e brancos.

Desde seu fim, o turismo se tornou uma parte importante da economia local, sendo hoje responsável por 13% do PIB do país. E agora vai ser o primeiro país do continente africano a receber tal evento, unindo povos de todas as nações do mundo. E para recepcionar esses povos, investimentos bilionários são feitos pelo país inteiro.

Segundo a FIFA, só na Cidade do Cabo (mãe do turismo na África do Sul), são 498 milhões investidos no operacional da Copa: construção do estádio, desenvolvimento e ampliação do transporte e espaços públicos, sem contar com os milhares de empregos gerados. E ainda, segundo a prefeita Helen Zille, se não fosse pela Copa do Mundo, nenhum desses investimentos teriam sido revertidos para a Cidade do Cabo, mas provavelmente para Johannesburg, capital da África do Sul.

Se pararmos para pensar em todos esses investimentos e na divulgação e popularização dos países sedes pelo mundo inteiro, podemos facilmente concluir que em evento dessa dimensão tem diversos benefícios a trazer, pelo menos no setor turístico, se considerarmos que toda essa infraestrutura permanecerá como suporte para o turismo local, mesmo depois da Copa.

Poderia ficar citando milhares de exemplos, números e benefícios (e alguns malefícios) que a Copa vai trazer, seja para a África do Sul, seja para o Brasil, seja para qualquer país sede. Mas espero que com esse post, as pessoas reflitam um pouco mais na importância de grandes eventos esportivos (como a Copa do Mundo ou os Grandes Prêmios da F1) no desenvolvimento turístico e seus reflexos seja na economia local, seja na própria população.

E que venham as preparações para a Copa do Mundo 2014 no Brasil!

Alê

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Estrangeirismos

Friday, June 19th, 2009

Outro dia estava checando verificando meu e-mail correio eletrônico quando recebi um link endereço de redirecionamento para um vídeo no You Tube. Deixei lá por alguns dias achando que era apenas um desses videozinhos engraçados que rolam na internet rede de relacionamento global, sei lá, algo do tipo “Charlie bit my finger”, até que ontem resolvi abri-lo. E não é que, apesar de muito tosco, o vídeo tratava de um assunto bem delicado: o Estrangeirismo.

Pois bem, talvez em uma tentativa de redimir minha falta de consideração com o e-mail correspondência eletrônica e a riqueza do assunto, resolvi escrever esse post publicação. Não com um caráter de elucidação – afinal seria de extrema complexidade -, mas de discussão sobre algo que, de uma forma ou de outra, todos já paramos para pensar.

O Brasil é conhecido por sua característica de concentrar diversas culturas – ou seria uma só cultura formada por diversos costumes? Enfim, na própria formação do país, a miscigenação foi de extrema importância para o desenvolvimento de uma forma geral (a ideia não é entrar em questões de exploração). Dentro de toda essa mistura, existe a língua, que por sua vez, por ser “viva”, influencia e é influenciada pelo meio, incorporando os neologismos, regionalismos, estrangeirismos, etc. Modificando-se a cada dia.

A questão que fica é até que ponto isso é benéfico para a soberania nacional. Em 1999, o deputado Aldo Rebelo lançou um projeto de lei (1676) que visava eliminar o uso “desnecessário” de expressões estrangeiras. Sinceramente, independente da influência do que é externo, não é com uma lei controladora que a situação irá se resolver. Hegemonia – nesse sentido estritamente – não é algo que se obriga, mas sim um sentimento ou situação que se vale por si só. Não é de se estranhar que a lei nunca saiu do papel…

Não acredito que tais estrangeirismos se apliquem somente a nosso país. Com a tão falada globalização, é normal que as culturas passem a ter mais pontos em comum, e eu, particularmente, não vejo problema algum nisso, contanto que feito com respeito. Se pararmos para pensar, algumas de tais palavras já estão tão adequadas ao nosso cotidiano que nem percebemos sua presença. Veja por exemplo o “verbo” deletar. Não é difícil perceber que vem do inglês delete, provavelmente influenciado pela disseminação dos computadores e teclados através dos anos.

O vídeo traz, entretanto, um ponto contrário muito interessante: qual o verdadeiro português? Será o falado com todas as interferências ou o falado pelas classes menos favorecidas que mantém pouco contato com os estrangeirismos? Roma com “seus latins” me veio à cabeça, e confesso que não tenho resposta para tal indagação. O importante é comunicar-se, não? Independente do léxico. Mas volto a pensar em qual a diferença entre a influência existente durante esses 509 anos (veja a palavra café, adaptada originalmente ao francês), e esse tal de estrangeirismo…

Vou deixar as divagações para vocês, afinal, escrevi logo no início do post publicação que não me atreveria a elucidar qualquer coisa… Hehe… Thanks!

Anacleto

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Alegria

Thursday, June 18th, 2009

Aproveitando a temporada de alegria em que me encontro, resolvi escrever meu primeiro post. Nada melhor então do que falar sobre “A Era do Gelo 3”, uma animação em 3D, que promete muitas risadas e encantamento, além da tradicional admiração pelo excelente trabalho de toda a equipe produtora do filme.

A estreia está marcada para o dia 1º de julho, e dessa vez a trama gira em torno do resgate de Sid e das confusões da turma com dinossauros como T-Rex. O brasileiro Carlos Saldanha continua na direção e esse ano a espera é grande principalmente pela peculiaridade desse filme, em comparação aos seus anteriores: a produção em 3D, um formato que estimula mais intensamente a percepção e as reações do espectador com as imagens do filme.

Tendo sido inaugurada no Brasil em dezembro de 2006, pela rede Cinemark, no Shopping Eldorado, em São Paulo, a tecnologia 3D garante a qualidade do filme, além de uma resolução muito superior ao que tínhamos anteriormente.

A primeira projeção de cinema 3D se deu em 1922, em Los Angeles, com o curta “The Power of Love”. A adesão foi pífia e o fracasso veio como consequência. Porém, a ideia ressurgiu na década de 50 com o intuito de atrair espectadores e renovar o mercado cinematográfico, em baixa devido ao estrelato da televisão. A época ficou conhecida como “A Era do Ouro”.
Atualmente, o cinema 3D volta com força (e com evoluções tecnológicas – o aprimoramento do 3D permitiu a redução de oscilações na movimentação da imagem, evitando enjôos e dores de cabeça, como acontecia no passado) para as telas tentando garantir, mais uma vez, a ida ao cinema, já que baixar filmes pela internet é, por exemplo, uma clara ameaça.

“A Era do Gelo 3” evidencia a capacidade evolutiva do cinema e, principalmente, consegue mostrar o quanto essa arte encanta por suas versatilidades e constante renovação. Além disso, o filme traz alegria e encanto, tanto em cada um dos personagens quanto na qualidade da produção e da fotografia. Realmente um filme merecedor de aplausos, uma vez que sua terceira edição é esperada ansiosamente, como a primeira (2002) e a segunda (2006). Enfim, uma animação empolgante e com humor simples, lúdico e satisfatório. Enfim, uma alegria.

No site estão o trailler teaser e o trailler oficial do filme, além de outras informações: http://www.aeradogelo3.com.br/

Bárbara

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Um tal de Cannes Lions

Wednesday, June 17th, 2009

Semana que vem terá início a 56ª edição do maior festival da comunicação mundial, o Cannes Lions. Notícias, comentários, elogios e críticas irão brotar de todos os emissores e meios de comunicação possíveis, porém, o problema aparece quando percebemos que não entendemos como é que o festival realmente acontece. Sendo assim, vale a pena deixar um pouco de lado as especulações e apostas sobre quem irá ganhar e se concentrar um pouquinho na explicação do funcionamento da tão cobiçada competição.

O festival de Cannes teve seu início em 1950, quando um grupo de diretores de empresas de filmes publicitários para cinema resolveu se reunir informalmente para trocar experiências. O encontro apenas passou a ter um caráter oficial em 1953, quando a instituição da SAWA (Screen Advertising World Association) começou a organizá-lo.

Um fato interessante é que o festival nem sempre foi na tradicional cidade francesa, os primeiros encontros aconteceram em Londres e edições posteriores também foram sediadas em Veneza, cidade que conferiu ao prêmio o tradicional ícone, o leão, que inicialmente era usado em sua versão alada. Em 1984, o até então conhecido Festival da SAWA passa a ter como seu único palco a cidade de Cannes.

Tá, depois dessa “breve”explicação, vamos ao que interessa: Como é que realmente funciona o Cannes Lions? O festival hoje em dia conta com 11 categorias, são elas:

Film Lions (Categoria mais antiga da competição), Press Lions, Outdoor Lions(Essas duas últimas categorias inicialmente faziam parte da categoria Press&Poster), Direct Lions (Premiação de Marketing Direto), Media Lions(Premiação de melhor uso/mistura de mídias), Cyber Lions(Premiação de peças feitas para o mundo virtual), Radio Lions, Promo Lions(Premiação de ações promocionais), Titanium and Integrated Lions (Premiação realizada para trabalhos revolucionários), Design Lions e PR Lions(Public Relations Lions, premiação voltada para ações de Relações Públicas).

Todas as categorias contam com um extenso júri formado por importantes profissionais da área e contam com 4 premiações, o Grand Prix, Leão de Ouro, Leão de Prata e Leão de Bronze. Porém, o prêmio contém uma peculiaridade, nenhuma das premiação é destinada, necessariamente, a apenas um trabalho, todos os leões(e o Grand Prix) podem ser dados para mais de uma peça/campanha.

O Cannes Lions 09 irá acontecer de 21 a 27 de Junho e toda a sua programação pode ser conferida no site do festival.

Pra quem se interessa pela história do Cannes Lions pode achar mais informações no próprio site do evento e no Portal da Propaganda.

Rafa

Obs:O post foi atualizado em relação às premiações porque não havia ficado claro seu funcionamento.(Atualizado 23/06, 15:30)

“Uma crise chamada Air France”

Tuesday, June 16th, 2009

Previsível ou não achamos que já é o momento de comentar sobre a tragédia do Vôo 447 da Air France, seja pelo impacto na sua imagem e marca, e consequente na sua reputação, seja pelo impacto que causará no setor turístico.

Para quem está de fora é muito fácil criticar e dizer “é, realmente um caso complicado, tenho pena de quem está cuidando do gerenciamento dessa crise” ou simplesmente dizer que eles não estão dando toda atenção necessária.

Mas na verdade é interessante também comentar o que está sendo feito de bom e profissional, afinal, excelentes exemplos de gerenciamento de crise e Relações Públicas precisam ser lembrados.

Ainda é cedo para especular se o saldo foi positivo, mas fato é que a prática de relacionamento da área de comunicação da empresa com os públicos afetados pela tragédia está sendo bem elogiada, merecendo um post, inclusive, no blog da LVBA, essa mesma, a famosa agência especializada em gerenciamento de crise e relacionamento com a imprensa, que têm a contribuição de posts dos maiores profissionais da área de Comunicação Corporativa e Relações Públicas.

Elogios a parte, a empresa teve boas ideias, como a criação de um espaço físico único para a divulgação de informações e acolhimento às famílias das vítimas, o que garante que uma mensagem unificada e alinhada seja transmitida a essas pessoas, além de proporcionar um ambiente em que as dores e esperanças possam ser compartilhadas.

Quanto ao impacto no setor de turismo, mesmo não envolvendo uma empresa aérea brasileira, o impacto imediato é uma redução de 5% a 10% no tráfego de passageiros para destinos internacionais. Isso acontece principalmente pela intensa cobertura da mídia sobre o acidente, sem contar as inúmeras “retrospectivas” sobre outros acidentes aéreos, assustando passageiros e gerando um sentimento de insegurança para com qualquer empresa aérea.

Em meio a uma crise econômica mundial, a Air France tem pouco a fazer para controlar a situação. Sua saída para que o acontecimento não a afete ainda mais: descontos em passagens aéreas internacionais, amenizando assim um pouco o medo pela marca.

Impacto na imagem, reputação e turismo são inevitáveis. Mas a Air France parece estar no caminho certo para minimizar esses problemas, unir uma boa prática de comunicação e relacionamento a todas as ações que a empresa desenvolver parece ser um caminho fundamental para que as pessoas não desistam de voar.

Alessandra Rielli e João Valsecchi.