Archive for July, 2009

Culturas “exóticas”

Friday, July 31st, 2009

Estava vendo algumas noticias na internet quando uma em particular me chamou a atenção: “Bebês são jogados de telhado de mesquita em ritual na Índia”.

São centenas de bebês, de aproximadamente dois anos, jogados de uma altura de 15 metros em um ritual de prosperidade para o início do outono. A queda é amortecida por um lençol e as crianças são retiradas rapidamente para que a próxima possa ser jogada.

Essa tradição tem mais de 700 anos e é seguida tanto por muçulmanos como por hinduístas.

O “ritual” gerou algumas inquietações entre ativistas pró-direito das crianças que alegaram “descaso com a segurança infantil”.

Uma situação parecida acontece todos os anos na Espanha, durante o Festival de San Fermin, quando touros são soltos nas antigas ruas de Pamplona, no meio da multidão, e as pessoas tem que fugir antes que os afiados chifres os alcancem.

LIFE-BULLRUN/

Todos os anos várias pessoas são feriadas, e neste ano um espanhol de 27 anos foi morto depois de seu pescoço e pulmão terem sido perfurados pelo chifre de um touro que se perdeu do bando. O encierro de Pamplona é considerado um dos rituais mais violentos.

Para piorar, depois de percorrido o trajeto os touros são mortos das maneiras mais cruéis que se possa imaginar (tanto em Pamplona quanto nas tradicionais touradas). E isso que estou citando apenas um exemplo, de uma cultura, de um país!

Durante esses eventos, milhares de manifestações acontecem contra esse tipo de atividade, seja para defender as pessoas ou os animais.

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Em tempos onde o mundo se tornou plano e globalizado, a preservação das culturas e tradições é extremamente importante, pois é isso que torna os lugares tão interessantes e a história tão completa.

Porém, até onde um costume ou ritual deve ser mantido, a partir do momento que coloca em risco a vida e integridade física do ser humano ou mesmo dos animais?

Alê

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El Ojo

Thursday, July 30th, 2009

“Várias culturas. Várias maneiras de contar uma história.”

Foi com essa ideia que surgiu El Ojo de Iberoamérica, um prêmio latinoamericano anual que tem por finalidade dar reconhecimento ao uso de regionalismos e características latinoamericanas em peças publicitárias, elegendo as melhores peças e valorizando também as trajetórias dos profissionais que, por meio de seu trabalho, contribuem para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da atividade publicitária em seu país.

El Ojo objetiva o desenvolvimento da América Latina como uma potência do setor de comunicações, promovendo a integração da região ao resto do mundo, difundindo seu talento. O festival é um reconhecimento ao esforço dos que fazem da publicidade, da comunicação, do marketing e do entretenimento na iberoamérica cada dia melhores e ocupem lugares mais privilegiados no cenário mundial, fazendo-se ouvir cada vez mais.

Para colaborar com a formação e consolidação dos publicitários da América Latina e com a criação de um espaço efetivo de encontro, capacitação e debate entre profissionais, o evento também é responsável pela realização de conferências internacionais sobre criatividade, inovação, e novos caminhos do marketing, publicidade e entretenimento.

Para a divulgação do evento do ano passado foram formulados diversos vídeos contando uma mesma história (a dos Três Porquinhos) de diversas maneiras, todas muito bem feitas e engraçadas! Abaixo, as versões Mano, Lula e Lobo:

Além dessas, existem outras versões, como a argentina, a do Pato Donald, do Fidel, da gaga de Ilhéus e do Sílvio Santos. Confira aqui! Uma iniciativa tão boa merece seu reconhecimento!

Quem tiver mais interesse no El Ojo de Iberoamérica 2009 pode acessar o site oficial, lembrando que é um evento anual e este ano ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de novembro. As inscrições para concorrentes, no entanto, vão até dia 31 de julho, amanhã.

Roger Stephan

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Ajudando marcas a fazerem novos amigos

Wednesday, July 29th, 2009

Numa pesquisa de sites em Flash, buscando referências para um trabalho, encontrei um que reproduz uma tela para aquarela, com textura e com tintas de maneira que o trabalho final fica bastante real, muito semelhante a uma aquarela de verdade. Nele, há uma galeria das melhores artes e também de todas que os usuários salvam a cada dia. Fiquei um bom tempo me divertindo desenhando na suposta folha de papel.

Hoje, quando pensava num tema para o post, comecei a cogitar esse site e com o que poderia relacioná-lo. Foi então que caiu a ficha: eu não sabia a razão da sua existência! Ok, fui pesquisar no site. Lá, descobri que o Odosketch foi desenvolvido por uma agência americana, a Odopod, focada em mídias digitais e que foi feito a pedido da Adobe, responsável pelo Flash. Foi pedido que se elaborasse uma ferramenta interativa de fácil uso através dos seus softwares. Em nenhum lugar no site há um logo da Adobe, mas para quem conhece pelo menos um pouco de webdesign ou do próprio programa, sabe que aquele site foi feito no Flash. Assim, alia-se a qualidade do programa à qualidade da criação, agregando valor às empresas, visando uma provável ampliação do share of mind. O site foi criado em 2005, desde então já teve mais de 22 mil artes salvas e recentemente recebeu um prêmio de site do dia.

Outro case que vi recentemente que une esse tipo de interatividade e consolidação de marca foi o da Litago, empresa norueguesa de produtos lácteos especialmente produzidos para crianças. Suas embalagens possuem uma vaquinha, que dependendo do sabor do iogurte tem seu corpo pintado com a fruta respectiva. Para explorar sua mascote e consequentemente a marca, criou um site no qual você pinta a vaquinha do seu jeito e 10 vaquinhas serão escolhidas e premiadas. Há também uma exposição das últimas vaquinhas salvas no site. Ele também ganhou o prêmio de melhor site do dia, e já são quase 30 mil vaquinhas feitas.

Um exemplo brasileiro que lembrei é o da Microonderia. Numa campanha criada pela Espalhe, foi proposto um concurso de estampas para um microondas da Brastemp, dentro do Camiseteria e as estampas seriam escolhidas nos mesmos moldes. Por meio da interatividade, a campanha atinge o público jovem, que já é público do site de camisetas, utilizando um microondas que pode ser considerado como o eletrodoméstico mais usado por esse segmento. Desde a implementação do Microonderia, foram 832 designs enviados que receberam 75.934 votos, um recorde de estampas enviadas ao site do Camiseteria.

Assim, a partir de uma maneira artística, interativa e descontraída, as empresas, conseguiram atrair o público e difundir sua marca, que acabou agregando os conceitos de criatividade, modernidade… É proporcionado algo diferente do comum, que parece aproximar você da empresa. Usando o slogan da Odopod que serviu de título ao post, as empresas passaram a fazer amigos, não clientes apenas. Leve em consideração que a ideia de amigo tem relação à fidelização do cliente, o que pode caracterizar uma consolidação do share of mind. Não necessariamente o consumidor irá comprar essas marcas, pois pode não ter condições financeiras por exemplo, mas as terá como referência de um produto melhor, de um produto moderno e, assim que puder, irá comprá-lo.

Eu tenho várias marcas “amigas”… E você? Duvido que não as tenha.
Certo, chega de pretensões de aulinha de marketing…

Obs: se você ficou com vontade de desenhar, os dois primeiros sites ainda estão ativos.

Sílvia Rabello Morales

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“Ó o bixcoito Globo!”

Tuesday, July 28th, 2009

Quem já visitou as praias do Rio de Janeiro sabe que uma das coisas que mais se ouve por lá é “ó o bixcoito globo!”. Sim, com o sotaque carregado os vendedores ambulantes passam o dia anunciando o biscoito de polvilho mais famoso das areias da cidade. É indiscutível a fama do biscoito que há 56 anos é produzido numa fábrica localizada num prédio centenário do Rio de Janeiro e, desde então, tem esse local como único fornecedor. Os donos começaram vendendo em padarias, quando a sede da produção era em São Paulo, e em 1955 o biscoito chegou ao Rio e por ali ficou.

Os donos da “fórmula” nunca se interessaram em abrir franquias ou fazer uma distribuição em maior escala, apesar de muitos questionarem sua postura quanto a isso.

Os vendedores se colocam em fila na porta do velho galpão em que se encontra a fábrica, ainda de madrugada, quando as pessoas nem pensaram em se preparar para mais um dia de praia, e esperam pela sua vez de pegar sua embalagem da mercadoria, que pode ser de 50, 40 ou 25 sacos, e então seguir para as areias quentes.

Além de não investir em uma distribuição maior os donos não se preocuparam em mudar a identidade visual, que é a mesma há 56 anos e tem uma cara de desenho colegial inconfundível. A marca foi difundida “no grito”, além de ser impressa em cangas, biquínis, bermudas, bolsas e saias sem que os donos pedissem ou investissem qualquer centavo nisso.

O biscoito está apoiado nas duas coisas que o Rio mais tem: camelôs e Sol, facilitadores indispensáveis do consumo e divulgação da marca Globo.

Essa é a razão desse post: mostrar que nem sempre é necessária uma super campanha ou uma identidade visual muito produzida pra que uma marca seja difundida. Claro, ajuda, mas não é assim pra todos os produtos. Pensem em quantos turistas passam por essas praias todos os anos, quantos deles não provaram o tal biscoito?

Ana Carolina

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Já gera polêmica, no primeiro dia…

Monday, July 27th, 2009

Entrou em vigor hoje, dia 27 de setembro, a lei de restrição de veículos fretados. Esta medida proíbe a circulação destes em 70 km² do centro da cidade. Grandes avenidas como a Avenida Paulista, Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luís Carlos Berrini são alguns exemplos em que não será permitida a circulação de fretados, nos dias úteis, entre as 5h e 21h.


Fonte: Folha Online

O problema desta lei é que muitas pessoas utilizam este tipo de serviço. Com essa medida, serão obrigados a utilizar outros tipos de transporte e, possivelmente, terão que gastar mais. Além desse problema, alguns terão problemas em relação ao atraso no trabalho, faculdade, e outros.

Antes da multa de R$85,00 e apreensão do veículo, os motoristas serão orientados a obedecer à nova rota. Para isto, serão distribuídos panfletos e faixas serão expostas.

Para tentar “facilitar” a vida dos usuários, foram criados 13 pontos de embarque/desembarque com integração com linhas públicas de ônibus, metrô e trem. Apesar disso muitas pessoas reclamaram da medida, já no primeiro dia.

O site Último Segundo divulgou uma notícia relacionada a esse assunto e apresentou algumas opiniões de usuários, falando sobre seus novos problemas:

“O analista financeiro Vagner Mozarth, de 34 anos, acordou uma hora mais cedo para pegar o fretado no bairro de São Mateus e chegar até 8h ao seu trabalho, na Avenida Faria Lima. Porém, às 8h40, descia do ônibus. ‘Passamos pelas quatro zonas de São Paulo. É impossível. Amanhã vou vir de carro, não é isso que o Kassab quer?’, ironizou.”

“Quem não pode optar por um automóvel particular desanima-se ao pensar nas conduções a mais que terá que pegar. É o caso da assistente financeira Jaqueline Fernandes Pereira, de 26 anos, moradora da zona norte e que seguia rumo à Vila Olímpia. ‘Ficou muito longe para mim, não compensa. Vou ter que usar ônibus normal, metrô e outro ônibus. Atrapalhou bastante’, afirmou, acrescentando que para conseguir fazer isso passará a acordar às 5h15.”

A matéria, na íntegra, pode ser conferida aqui.

A medida foi tomada para melhorar a fluidez do trânsito em São Paulo, mas será que vai ser assim mesmo?

Alex

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Nostalgia de outdoor

Saturday, July 25th, 2009

Outro dia um amigo me emprestou um livro muito interessante sobre mídia alternativa e marketing de guerrilha chamado Advertising is dead, Long live adversting, de autoria do consultor Tom Himpe, da agência londrina Naked Communications. É bem legal para quem curte campanhas inovadoras e bastante criativas.

Nele, por se tratar de mídia alternativa, a maioria dos cases envolve a utilização de mídia exterior. Eu me lembrei desse livro quando vi uma reportagem sobre um tal de “outdoor que sangra”, em um site de curiosidades.

Com o intuito de alertar os motoristas dos riscos de dirigir na chuva, o governo de Papakura, na Nova Zelândia, criou um outdoor um tanto quanto perturbador, mas que, definitivamente, passa a mensagem de alerta, tanto que as pesquisas realizadas pelo governo neo-zelandês mostraram que houve uma significativa queda no número de acidentes.

Toda vez que chove, o rosto do garoto começa a sangrar. A criação pertence à agência Colenso BBDO de Auckland.

Esse é um exemplo de mídia exterior, nome dado para veiculações em ambiente urbano. Esse tipo de publicidade não conta apenas com os outdoors, que são os exemplos mais comuns, mas também mobiliário urbano (abrigos e pontos de ônibus ou táxi, bancos, lixeiras, armários da rede elétrica, etc), fachadas, placas de ruas, panéis digitais, entre outros.

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Coloquei uma foto ilustrativa de Nova York, porque, em São Paulo, a situação atual não permite utilizar a cidade paulistana como exemplo de mídia exterior. Aprovada em setembro de 2006, a Lei Cidade Limpa proibiu todo tipo de publicidade externa, como outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights desde o dia 1º de janeiro de 2007.

A lei, claramente, diminuiu a poluição visual significativamente e, pessoalmente, acho que foi benéfica para a cidade, pois é inquestionável que, em muitos lugares da capital, a publicidade era exagerada e até mesmo irregular.

Contudo, acredito também que, com a proibição da mídia exterior, São Paulo perde muitas de suas características enquanto cidade global e cosmopolita. Sou fã de grandes centros urbanos e uma das coisas que, para mim, tornam as cidades grandes tão especiais é esse ar de atualidade, dinamicidade, é a enchente de informação, o fluxo de idéias e mensagens, que juntos traduzem a multiplicidade e o ritmo frenético tão característicos de cidades como São Paulo.

Na minha opinião, portanto, a mídia exterior é algo que está intimamente ligada à essência de grandes cidades como São Paulo. Ela é mais um dos atributos que as tornam tão especiais, mas, ao mesmo tempo, se mal utilizada e não regulamentada, reconheço que a mídia exterior empobrece e polui o ambiente, como fica evidente na foto do “antes” e “depois”.

Em contrapartida, acredito que não se deve assumir posições radicais logo de início. Sei que esse tema, assim como qualquer outro, varia muito de pessoa para pessoa, mas, para mim, a atual beleza da cidade sem aquela montanha de outdoors não quer dizer que não possa existir beleza na cidade com mídia exterior bem utilizada, já que a capital paulista ainda não tentou, de modo efetivo, essa experiência.

Casos como as cidades de Paris e Barcelona, onde a mídia exterior não é vetada por completo, mas possui restrições e fiscalizações constantes, mostram que existe a possibilidade de regulamentar a publicidade externa sem excluí-la totalmente dos centros urbanos.

Apesar de concordar com a necessidade e o rigor da Lei Cidade Limpa, creio que a publicidade externa deveria voltar às ruas de São Paulo, mas, obviamente, com moderação, bom senso e maior fiscalização.

Ficaria bastante feliz em voltar a ver no meu dia-a-dia, durante a ida para a faculdade ou durante um passeio pela Paulista, ideias inovadoras e jeitos criativos de se fazer publicidade.

Michelle

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Plágio ou coincidência?

Friday, July 24th, 2009

Plagiar. [De plágio + -ar².] V. t. d. 1. Assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem). 2. Imitar (trabalho alheio). *

Coincidência. [De coincidir + -ência.] S. f. 1. Identidade ou igualdade de duas ou mais coisas. 2. Ocupação do mesmo espaço; sobreposição, justaposição. 3. Simultaneidade de dois ou mais acontecimentos. *

*Dicionário Aurélio

A palavra plagiar vem sendo utilizada com uma certa freqüência em todas as áreas do conhecimento: literatura, música, reportagens, design, trabalhos acadêmicos (cof cof), teses, cinema e publicidade. Dois casos recentes nesta última, envolvendo vídeos em stop motion, trouxeram à tona no meio digital a discussão sobre o plágio, um ligado a cópia de ideias promovida pela agência da loja de departamento, Riachuelo, e outro pela do fabricante de câmeras, Olympus.

No ambiente da criação publicitária, o plágio e a coincidência vivem lado a lado diariamente nas peças que dele nascem. Para que algo seja criado, nada vem do além, muita pesquisa e busca por referências estão envolvidas no processo e são as grandes responsáveis pela feitura de algo novo. Inspirar, misturar e conhecer são palavras que guiam o criativo em uma agência de comunicação. Por isso é um tanto quanto ousado afirmar algo de ser plágio – ou mesmo de ser mera coincidência -, ainda mais em um assunto em que reina a superficialidade dos estudos.

Do mesmo jeito que conhecemos a existência da imitação do trabalho alheio, estamos acostumados a viver com a igualdade ou semelhança de ideias, vindas de um certo acaso. Somente aquele que fez uma obra saberá, na realidade, a intensidade de um ou de outro no seu trabalho.

Deixo aqui os vídeos para vocês tirarem suas próprias conclusões e caso queiram dar uma olhada em mais coincidências ou “coincidências” na publicidade vejam o site francês Joe La Pompe que é uma boa pedida para os críticos ou curiosos de plantão.

Plágio ou coincidência? Crie suas próprias ideias.

Her Morning Elegance

Riachuelo

Untitled from tiago on Vimeo.

Wolf and pig

Olympus – The pen story

Marcus

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Anime-se

Wednesday, July 22nd, 2009

Para aqueles que amam todo tipo de animação (2D, 3D, Stopmotion e por aí vai) chegou o evento mais esperado do ano: o Anima Mundi!

Este ano, o festival está em sua décima sétima edição e os cariocas já tiveram o prazer de assistir aos 401 filmes de 40 países diferentes, além de diversos bate-papos com animadores famosos, workshops e oficinas. Agora é a vez de São Paulo receber o evento. Aqui na capital paulista, o Anima Mundi estréia hoje e irá até dia 26, domingo.

Na programação, destaque para a exibição especial de Coraline, longa metragem baseado num conto infantil e produzido em stopmotion. Mas o que tem de tão especial nessa exibição? Os produtores apresentarão o storyboard e os bonecos confeccionados para as filmagens num bate-papo antes do filme. Quem curte stopmotion e curtiu Coraline no cinema não vai querer perder…

Destaque também para as oficinas, que possibilitam a produção de curtas através de diferentes técnicas de animação, como, por exemplo, com massinha de modelar, pixilation e muitas outras.

Caso você queira dicas sobre as sessões, na comunidade do Festival no Orkut há fóruns sobre as melhores e sobre os melhores curtas, na opinião de quem já assistiu no Rio.

Ok, animação é uma forma de expressar, de comunicar… Por isso este post está aqui. Mas também queria colocar aqui algo que encontrei na minha pesquisa, e, como estudante de publicidade e amante de animação fiquei muito feliz!

De acordo com o site do Festival, o evento surgiu do desejo de expandir as possibilidades do mercado de animação no país. Recentemente em entrevista a um site de notícias, Aida Queiroz, criadora e organizadora do Anima Mundi, afirmou que está ocorrendo um “boom” da animação no Brasil, o que era impensável há 20 anos, atribuindo esse crescimento à evolução do Festival, o que pode ser notado pelo crescimento do público e da inscrição de mais curtas brasileiros. Por último, e boa parte da razão da minha felicidade, afirma que a publicidade é um fator que propicia trabalhos de animação durante todo o ano, colocando esse tipo de projeto como tendência.

Bom, tendência não é algo que se tem certeza, mas não acharia nem um pouco ruim de ver mais anúncios assim e acredito que os amantes de animação não-publicitários também!

Mas o importante é perceber que o Brasil está caminhando nesse setor e que a publicidade é um meio que possibilita isso, pois, de certa maneira, populariza as animações.

Enfim… O Anima Mundi começa hoje e espero que eu, ou aquele anúncio que passa no intervalo da novela, tenha animado você para aproveitar e apreciar o Festival…


Anima Mundi em São Paulo


De 22 a 26 de julho

Fundação Memorial da América Latina


Ingresso: R$ 6 (R$ 3 meia)

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)


Sessões gratuitas; retirada de senhas a partir das 10h

Mais informações sobre a programação no site.

Sílvia

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O dízimo

Tuesday, July 21st, 2009

Uma coisa que sempre me pergunto no momento de pagar a conta em estabelecimentos comerciais como bares, restaurantes e hotéis é: será que tenho que pagar a taxa de serviço? Quando sou bem atendida definitivamente não me importo, afinal muitas vezes já é madrugada quando deixo o bar ou o restaurante e o coitado do garçom ainda vai continuar lá por um bom tempo e além disso sei que seu salário não é dos melhores e vai pesar muito menos no meu bolso do que no dele.

Mas e quando o serviço é ruim? Bom, ai a Constituição Federal deixa claro, em seu artigo 5º, inciso II, que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e ainda não existe nada regulamentado quanto à gorjeta, a não ser a doação remuneratória espontânea motivada por um serviço prestado.

Apesar disso, por ser algo costumeiro, pagar os 10% do serviço já virou quase uma obrigação e caso você se recuse pode já ir preparando a argumentação, pois na maioria dos lugares eles não aceitam que o cliente não pague. Se o gerente ou garçom ameaçar chamar a polícia ou gerar algum tipo de constrangimento ou exposição, o cliente deve lembrar que está amparado pelo Código da Defesa do Consumidor, que no art. 71 diz:

“Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.”

Entretanto é fundamental saber que essa taxa não deve funcionar como salário dos funcionários do estabelecimento, pois eles, assim como qualquer outro trabalhador, tem direitos trabalhistas que estipula que quem contrata o funcionário deve ser o responsável pela remuneração do empregado, o salário pela contraprestação do serviço e as gorjetas que recebe. Portanto a relação entre cliente e estabelecimento é de mera compra e venda, não tendo aquele responsabilidade alguma com o pagamento dos funcionários.

A regra quanto à gorjeta é que essa deve ser paga diretamente no caixa, sendo responsabilidade do dono repassar toda a quantia entre todos os funcionários da casa incluindo garçons, cozinheiros, balconistas etc. O problema é que nunca sabemos quando esse dinheiro vai chegar realmente às mãos de quem deveria recebê-lo. Portanto, quando acho que fui bem atendida, acredito que sempre vale perguntar para o atendente se essa porcentagem realmente será repassada aos que merecem, e caso a resposta seja negativa separo uma quantia que julgo justa e passo-a diretamente a ele.

Mirella

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O oasis do caos

Monday, July 20th, 2009

Nova York sempre foi a cidade das artes, da moda, das marcas, do teatro, do junk food, sede dos mais famosos museus, lojas e teatros, que quase sempre se tornam referências para todo o mundo. Somado a todos esses itens, temos ainda o que é uma realidade também para a maioria dos paulistanos: o caos vivido por uma metrópole do século XXI.

São milhares de pessoas atravessando as entupidas avenidas da ilha de Manhathan, quantidades incontáveis dos famosos yellow cabs, sem contar a “poluição” (e coloco aspas, pois dificilmente poderemos comparar com São Paulo), o stress diário das pessoas que entram e saem de seus escritórios e os milhões de turistas que circulam pelas ruas da Big Apple.

Para acalmar os nervos e tornar a cidade um pouco mais vivível, o prefeito da cidade Michael Bloomberg resolveu fechar as ruas do entorno da famosa Times Square, criando um verdadeiro oasis para os pedestres. Aliados a esse idéia, a ONG dos comerciantes locais se uniram e distribuíram milhares de cadeiras de praias e mesinhas por toda a extensão da rua mais famosa do mundo.

A explicação para tal mudança foi criar um espaço onde as pessoas pudessem circular com segurança, sem ter que competir com os carros e assim aproveitar ainda mais as belezas da região, que sempre viveu um caos com os inúmeros carros, ônibus e táxis.

Cenas como essas só eram vistas em grandes momentos e celebrações como durante o Ano Novo ou em eventos específicos, quando as ruas são fechadas forçadamente devido à grande quantidade de pessoas.

Para os turistas e moradores da região, a iniciativa só agradou. Desde que foi fechada, em Maio deste ano, a Times Square foi preenchida por diversos eventos e atividades, como aulas de capoeiras, promoções de show de TV e até um tapete vermelho estendido no meio da rua para receber as estrelas da Broadway no Tony Award.

Para o prefeito, a cidade precisa de mais áreas aproveitadas pelas pessoas, e não pelos carros. Por isso, seu plano é estender o “calçadão” para outras regiões da ilha. Atualmente, apenas a região entre as ruas 47th a 42th e 35th a 37th estão livres dos carros, e com prazo indeterminado.

É claro que para muitos, a idéia foi inaceitável. Os taxistas, por exemplo, afirmaram que o trânsito piorou nas outras áreas e que a região perde muito com isso, pois um de seus cartões postais mais famosos, a Times Square com seus táxis amarelos atravessando as ruas iluminadas e cheias de informações, não será mais visto.

Mudando ou não a imagem cosmopolita caótica da região, a iniciativa deixou pessoas ainda mais apaixonadas pela cidade, que agora podem comprar seus cafés, sentar na Times Square no meio da tarde, tomar sol e admirar os imensos telões coloridos. Alguns já até levaram seus notebooks para “trabalhar” no meio da rua.

Uma cena um tanto quanto curiosa e marcante para Nova York que com certeza atrairá ainda mais a atenção de muitos curiosos para a região.

Alê

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