Archive for August, 2009

Viajar de ônibus é luxo?

Monday, August 31st, 2009

Acredito que todo mundo acha que só é “chic” viajar se for de avião. Viajar de trem, ônibus ou carro fica em segundo plano. Isso porque o avião é visto como um dos meios de transporte mais tecnológicos, luxuosos e distintos, enquanto que os outros já estão meio “ultrapassados”.

No entanto, cada vez menos essa visão se mostra real, uma vez que cada vez mais os meios de transportes estão se aprimorando para as viagens. O maior exemplo dessa adaptação para o turismo são os foguetes, que se adaptaram para levar pessoas, civis comuns, não astronautas, para a Lua!

Ainda no exemplo de adaptação há os artistas que vivem mais tempo no seu ônibus do que em casa. Lá eles têm de tudo: cama, banheiro, cozinha e até micro-ondas! Falta mais o que? Realmente não falta mais nada. O ônibus é uma verdadeira casa como é o exemplo do ônibus da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. O ônibus é como uma casa para eles, a relação é tão intensa que o acesso é tão restrito como a uma casa.

Seguindo o mesmo padrão, outro exemplo de aprimoramento dos meios de transporte é dos ônibus de luxo para viagens domésticas. A empresa paulista promotora de viagens Taks Tour trabalha com um tipo diferente de viagem, o Motor Home. Trata-se de um serviço de viagem em um Delux Bus (”Ônibus de Luxo”) pelos EUA. São dois roteiros de viagem, de Atlanta a Nova York e de Las Vegas a São Francisco.

As viagens duram 10 dias e 9 noites e o ônibus vem acompanhado de um carro SUV modelo Cadillac Escalade ou similar para que o turista tenha a liberdade de descer do ônibus e conhecer mais alguma região do trajeto caso deseje.

E ai? Ainda acha que viajar de ônibus não é luxo?

Alex

Gestões do conhecimento

Friday, August 28th, 2009

Começo este post com uma definição do que é A Gestão do Conhecimento, segundo o Gartner Group: “É uma disciplina que promove o gerenciamento e o compartilhamento de todo o ativo de informação possuído pela empresa. Esta informação pode estar em um banco de dados, documentos, procedimentos, bem como em pessoas, através de suas experiências e habilidades”.

Atente para as últimas palavras dessa definição. “Pessoas, através de suas experiências e habilidades”. Acredito que sem as experiências dessas pessoas, o armazenamento de dados em uma empresa não existiria. São elas que realizam o processo de captação da informação e a passagem desta, seja lá por qual meio. Atualmente, a preocupação em manter o seu grupo empresarial informado não é mais apenas do setor de Recursos Humanos. É uma constante nos setores mais estratégicos de uma empresa, e vou expor o por quê.

A gestão do conhecimento segue uma nova lógica econômica, disposta de acordo com as necessidades do mercado e com as exigências do dia-a-dia do consumidor. O conhecimento é reconhecido (e valorizado) como diferente das outras commodities, uma vez que não segue a lei da escassez. Muito pelo contrário: segue a lei da abundância de informações, geradora dos maiores lucros e vantagens empresariais. A melhor jogada hoje é tornar produtivo o conhecimento específico de cada pessoa e potencializá-lo em prol da empresa e do auto desenvolvimento.

Óbvio que estas ações devem estar atreladas a todos os outros pilares que contornam uma estrutura empresarial e, tão óbvio quanto isso, é perceber o quanto “obter” apenas não basta. A internet e a rapidez dos meios de comunicação, vinculados ao constante progresso tecnológico, exigem a manutenção e, principalmente, o compartilhamento da informação. Exemplos são o que não faltam: wiki, twitter, redes sociais. A gestão do conhecimento se transformou em uma sacada empresarial e adquiriu um alto valor.

Isso é ótimo. Passar o conhecimento e contribuir para o crescimento de uma empresa é sensacional, seja do ponto de vista mercadológico, seja do ponto de vista humano. Reconhecer no outro aquilo que você transmitiu é gratificante para qualquer um, ainda mais quando você percebe o quanto aquilo influenciará não só na empresa, mas também na vida da pessoa.

É isso que toda empresa busca, e, como empresa, a ECA Jr. exalta: passar o conhecimento adquirido em 14 meses de gestão, garantindo novos passos e novas experiências aos que chegam. Cada gestão da Jr. busca valorizar de alguma forma aquilo que se sente, aquilo pelo que se luta, aquilo que se aprende. E são as pessoas que estão dentro dela que fomentam isso.

A gestão 08/09 da ECA Jr. se despede hoje com orgulho de todos aqueles que passaram e que passarão por aqui e deseja à gestão 09/10 (nossos filhos!) todas as experiências necessárias para se concretizar mais um ano de uma linda história.

Bárbara Doro Zachi – Presidente/Diretora Comercial da Gestão 08/09 da ECA Jr.

Concurso Cultural “Qual é o nome da Anastácia 9?” – Resultado!

Thursday, August 27th, 2009

Cada dica dada foi feita visando fornecer uma informação específica aos participantes, e ao serem consideradas todas juntas os “jogadores” seriam levados ao nome da Anastácia 9:

A primeira dica era sobre um lugar único no mundo, mas que se estrutura com base em diversas características, ideias e monumentos de muitos lugares: (a fabulosa) Las Vegas!

James Bond, o famoso agente 007, serviu de base para a segunda dica. Através do filme Casino Royale, a dica ressaltava um lugar comumente relacionado à ganância, luxúria, ambição, falta de limites e sorte: Cassino.

A terceira dica, talvez mais complicada: disse uma vez Warren Buffet, sobre os patos da vida… “Se você sentar-se a uma mesa de Poker e não descobrir quem é o pato em meia hora, levante-se e vá embora, pois o pato é você”. Tio patinhas… pato… Sacaram? Eis a terceira dica: o jogo de Poker.

Fechando com chave de ouro, a quarta dica referia-se a uma ilustre jogada do Poker, jogada essa que é também o nome da Anastácia 9!! O maior dos blefes, a última esperança, a grande virada, o último erro, a vitória absoluta. Todas suas fichas em uma jogada: o All In.

Assim, é com prazer que comunicamos que nosso concurso teve um vencedor – uma vencedora, na verdade! Gisele Bagatin Bambace, favor comparecer à ECA Jr. até o dia 11 de setembro, entre as 14h e 18h, e retirar seu vale-entrada para a Anastácia 9: All In!

Gisele Says:
August 26th, 2009 at 15:39 e

Nome: Gisele Bagatin Bambace
Nº USP: 5903462
Curso: Publicidade e Propaganda
Palpite: All in

Finalizando, foram mais de 150 palpites ecanos diferentes! A ECA Jr. agradece a todos vocês pela participação!!

Mais tempo para os Desenhos

Wednesday, August 26th, 2009

Desenho animado: principal distração matutina da criançada. Intervalo: um show de cores, músicas, calorias, brinquedos (e etc) proporcionado por comerciais dos mais variados tipos de empresas. O espaço de uma mídia, principalmente a televisiva, é cada vez mais uma arena, na qual a programação normal de uma emissora disputa, a unhas e dentes, a atenção do telespectador.

Todo esse vai-e-vem de desenhos e intervalos comerciais gera basicamente duas coisas: lucros e mais lucros pras emissoras e – quando não um pouco de sono – desejos e mais desejos nas crianças. Sim, crianças são mais suscetíveis à publicidade. Por estarem em processo de formação física e psíquica, não compreendem totalmente a linguagem persuasiva de uma comunicação mercadológica.

Pois bem, parece que o marketing responsável mais uma vez trouxe benefícios à sociedade. Ontem, de forma espontânea, 24 empresas do setor alimentício – incluindo McDonald`s, Coca-Cola, AmBev e Nestlé – firmaram um compromisso público a respeito da publicidade de seus produtos voltada a crianças. As organizaçõs se comprometem a não dirigir propagandas de seus produtos a crianças menores de 12 anos em meios de comunicação de massa que tenham, em sua maioria, audiência composta por esse público. Além disso, não farão mais promoções de caráter comercial em escolas direcionadas a essa faixa etária.

É claro que esses comerciais não desaparecerão do dia para a noite, mas o acordo limitará a divulgação de alimentos não saudáveis em horários que tenham como maior público as crianças. Comprometem-se, ainda, a divulgar práticas e hábitos saudáveis de alimentação.
As empresas signatárias divulgarão e publicarão, até dezembro deste ano, suas próprias políticas individuais sobre publicidade para crianças.

Legal isso. Apesar de essencialmente ser uma estratégia mercadológica, isso mostra que quando há uma mobilização e uma reivindicação conjuntas por parte da sociedade, empresas acabam adotando um posicionamento mais responsável. Bom pra elas, bom pra nós. Bom, também, para os desenhos, que terão mais tempo pra cumprir com seu principal objetivo: fazer das crianças, crianças.

Leo

Dica 4 – Última Dica – Concurso “Qual é o nome da Anastácia 9?”

Wednesday, August 26th, 2009

Pronto





Esse é o momento que se traduz na expressão “Ou tudo, ou nada”. É a atitude de brincar com a sorte, de correr o risco de ganhar o mundo ou perder a vida.




Para dar seu palpite, deixe um comentário sempre no post inicial do concurso, identificando seu nome, e-mail, número USP e curso, lembrando que o concurso é restrito aos alunos de graduação da ECA.

Os palpites enviados após às 23h e 59min de hoje (26/08/2009) serão desconsiderados.

Data do resultado: 27/08/2009

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Filmando e aprendendo

Tuesday, August 25th, 2009

Nessa era 2.0 nada é tão distante quanto parece. Uma iniciativa que pareceria impossível, hoje é um fato concretizado. Estou falando do Portal Tela BR. A ideia é formar e informar as pessoas sobre o universo audiovisual.

Criado ao final de 2008 e consolidado após algumas melhorias feitas em 2009, o Portal nasceu como desdobramento do projeto, chamado inicialmente de Cine Mambembe, idealizado por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi.

O projeto visa expandir o acesso a cultura em cidades que não possuem centros de entretenimento. Iniciado em 1996 pelo casal Laís e Luiz, tinha caráter rudimentar e as sessões aconteciam em praças e escolas públicas de São Paulo e eram exibidas por projetor montado numa Saveiro. O cine Mambembe teve seu nome alterado para Cine Tela Brasil após receber, em 2004, o seu primeiro patrocínio direto, concedido pelo grupo CCR dentro do projeto CCR – Cultura nas Estradas.

A credibilidade do projeto cresceu e hoje ele conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Telefônica e tomou proporção nacional. Através da exibição de filmes em duas tendas com espaço para, em média, 220 pessoas sentadas, os idealizadores levam o cinema a locais que não tem acesso a esse tipo de produção.

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“Como cineastas e também como cidadãos, queríamos fazer alguma diferença nesse País em que 86% dos municípios não têm sala de cinema” Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi.

Em 2007 o Cine Tela Brasil passou a levar para os municípios por onde passa um grupo de cineastas-educadores com o intuito de montar oficinas que ensinassem moradores locais a arte audiovisual.

A ideia do Portal Tela Brasil surge logo depois disso, com a percepção da necessidade de continuar esse trabalho mesmo que a longa distância. Dentro do site é possível: fazer oficinas on-line, acessar notícias sobre prêmios, exposições e lançamentos na área, obter dicas de leitura, saber mais sobre cinema no Brasil e no mundo através da linha do tempo, assistir a curtas-metragens já produzidos em oficinas, etc.

O Cine Tela continua rodando pelo Brasil, levando cinema em todos os âmbitos para pequenos municípios e agora acompanha também a tendência da colaboração dinâmica entre internautas através do portal tela br.

Para os que se interessarem pela história desse projeto pioneiro vale conferir o blog acesso, ou o site do cine tela brasil. São de fato exemplos a serem seguidos, que demonstram que não precisamos de muito para começar.

Ana Carolina

Dica 3 – Concurso “Qual é o nome da Anastácia 9?”

Friday, August 21st, 2009

Pronto

WarrenEdwardBuffet

Ele também teve a moeda número 1.

Para dar seu palpite, deixe um comentário sempre no post inicial do concurso, identificando seu nome, e-mail, número USP e curso, lembrando que o concurso é restrito aos alunos de graduação da ECA.

Data da próxima dica: 26/08/2009

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Hard Sell

Friday, August 21st, 2009

Você, eu, seu amigo adoramos ver uma propaganda de uma marca que ataca a outra ou que usa o concorrente para promover a sua marca. Sempre é muito divertido, realmente, e dá muito o que falar. Mas, será que é proveitoso esse tipo de propaganda, denominada Hard Sell?

Quem pensa em Hard Sell imediatamente se lembra da eterna briga Coca-Cola x Pepsi e daquela propaganda onde o menininho usa as latinhas de coca para alcançar o botão da Pepsi na máquina de refrigerantes não é mesmo?

Para quem não lembra e para quem tem saudades aí segue o vídeo:

Ainda em refrigerantes uma antiga briga do Guaraná Antártica com a Coca que deu o que falar tempos atrás:

E nada como por coisas recentes para mostrar que na propaganda isso é extremamente atual.

- O Cheque-Mate da BMW, foi uma sacada genial, e eu não gostaria de a ter provocado:

E a recente briga da Nestlê com a Danone:

Esses são alguns exemplos para mostrar como Hard Sell é extremamente praticado e divertido, mas, pode ser extremamente perigoso. Por que não há grandes vantagens para a marca que provoca e leva como resposta algo que prejudique a imagem de sua empresa, ou tem?

Baseado nesse raciocínio porque diabos seria bom essa briga pública no horário nobre entre a Rede Globo e Rede Record? Recentemente todo mundo têm visto a quantidade de noticias, de documentários dessas emissoras se atacando. Porque quem imaginou que falar mal da emissora rival seria em algum momento benéfico?

GloboxRecord

Porque a Rede Globo quer reviver o documentário “Muito Além do Cidadão Kane”? Porque a Record quer o ministério público vigiando cada trâmite financeiro da emissora, e da igreja de seu proprietário?

Rede Globo

Não sou nem um dos Marinho, não sou Bispo, não possuo emissora e não tenho o poder que essas pessoas possuem, mas o mínimo de senso de negócio está faltando nesse momento, não acham?

Record

Não me parece tão divertido quanto os Hard Sell acima, mas a população agradece as sujeiras vindo a tona.

Que exista sempre a livre concorrência.

Amém.

Guilherme Françolin

Cinquenta anos de histórias (em quadrinhos)

Thursday, August 20th, 2009

Comemorando cinquenta anos de carreira, Mauricio de Sousa acumula números de dar inveja em qualquer um: são mais de um bilhão de revistas publicadas, 86% do mercado de quadrinhos brasileiro, mais de 3 mil produtos licenciados, histórias publicadas em 50 idiomas e personagens publicados em 126 países, além de ter revolucionado a indústria da história em quadrinhos brasileira: antes dele, o quadrinho era autoral; depois, ficou industrial, passando a ser um mesmo personagem produzido por centenas de pessoas.

Mauricio começou a carreira em São Paulo como repórter policial pelo jornal Folha da Manhã, cargo no qual ficou por cinco anos. Seu sonho, porém, era ser desenhista: em 1959, ele ofereceu tiras em quadrinhos do Bidu e do Franjinha para a Folha, que o contratou. Nessas tiras nasceram outros personagens como Cebolinha, Chico Bento, Magali, Cascão, entre tantos conhecidos, que passaram a aparecer em outros jornais e revistas.

Nove dos dez filhos dele foram parar nos quadrinhos, exceto o mais novo, que, segundo o desenhista, disse que ia “pagar mico com os amigos”. A Mônica, personagem mais famosa e que ganhou a revista em 1970, por incrível que pareça, era secundária quando foi criada. Maurício atribui o seu sucesso às campanhas que estavam rolando na época, sobre emancipação feminina. Para ele, o jeito de ser brava e não levar desaforos pra casa foi entendido pelas mulheres como traços de independência, força e coragem. Hoje o mesmo fenômeno acontece na Indonésia, onde ele acabou de renovar o contrato de sua revista.

E como tudo no mundo se desenvolve de acordo com as tendências globais, há um ano foi lançado a Turma da Mônica Jovem, em formato de mangá. Mauricio justificou a iniciativa ousada dizendo que, após estudar essa possibilidade por anos, resolveu conversar com seu filho mais novo, e viu que seria bom unir o interesse que as pessoas têm pela Turma e pelos mangás. Para ele, é uma forma de atrair as crianças que se projetam nos personagens crescidos, além de os adultos terem a possibilidade de saber o que aconteceu com seus personagens de infância.

Seria bem difícil resumir em um único post a história de Mauricio com a indústria dos desenhos em quadrinho e os efeitos de tudo isso. Seu trabalho é grandioso: são projetos de alfabetização na China, Parques em outros continentes, estúdios de animação e tantas outras atividades, que resultaram em diversas comemorações, com direito a uma exposição no MuBe (que acabou dia 18 de agosto).

Mauricio de Sousa é um desenhista cuja genialidade é inegável. Um profissional digno de receber todo o tipo de homenagem, por tudo que ele fez (e faz) socialmente, graças a sua Turma.

Renata Scarellis

Muito além de seu mp3

Wednesday, August 19th, 2009

A música para você se resume ao seu fone de ouvido no ônibus lotado? Àquele som “do momento” baixado de um compartilhador de arquivos? Ao funk da Mulher Salada de Frutas que tocou no Faustão? Com a ideia básica de a música ser muito mais que um simples efeito sonoro ou um arquivo digital em seu tocador portátil e que é capaz de quebrar barreiras e atingir o mundo inteiro surgiu o movimento Playing for change.

Segundo as palavras no site do movimento o projeto foi criado para “inspirar, conectar e trazer paz para o mundo através da música.” Acreditando nesse poder, o projeto se iniciou com a gravação da apresentação de um músico de rua em Santa Mônica cantando Stand By Me. Após certo tempo e muitos quilômetros viajados, uma versão editada com a participação de músicos de vários países do mundo se tornou a primeira produção do projeto.

Como um projeto beneficente diferenciado, o movimento se tornou, não somente um meio de gravação e distribuição de música pelo mundo, mas, também, um meio de retorno para esses músicos e suas comunidades. Além das doações que o site recolhe, o movimento, agora, reúne alguns desses músicos que gravaram participações nos vídeos e, com eles, realiza shows e apresentações para a arrecadação de fundos.

A Fundação do movimento, com o dinheiro arrecadado, constrói escolas culturais em algumas das regiões mais necessitadas. Escolas de música e de literatura já estão em funcionamento, possibilitando uma forma de aprendizado cultural e pessoal para as crianças da região beneficiada ajudando-as em seu futuro, além de darem a essas crianças uma chance de desenvolver uma habilidade desconhecida e que já poderia ser instrínseca.

É interessante notar que a música, em sua essência, foi “adquirida” como uma forma diferenciada e especial de comunicação. Acredito, como o projeto expõe, que a música pode ser a melhor ferramenta de integração entre diferentes culturas do mundo. Por não necessitar de uma letra em alguma língua específica, a música pode ser compreendida por qualquer pessoa no planeta. De uma forma mais idealizada, seu ritmo e suas notas podem ser sentidas e entendidas mesmo que não se entenda de música. Sentimentos, emoções, sensações podem ser facilmente transmitidos sem que se diga uma palavra.

O movimento nos mostra que a música pode estar presente em qualquer canto do mundo, seja nas praças de Roma ou nas vilas e tribos da África. Que o talento existe e que pode vir com o prazer do simples ato de cantar, tocar, dançar. E que a reunião das mais variadas culturas e ritmos pode ser muito melhor para passar um sentimento e uma mensagem de solidariedade do que a reunião de várias personalidades já consagradas que se denominam “o mundo” vindo, em grande número, de uma mesma gravadora.

Guilherme Garcia

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