Todos já estão comentando: depois de um período relativamente longo de espera por parte dos fãs, o Coldplay, uma das bandas londrinas mais aclamadas da atualidade, enfim retorna ao Brasil.
A banda, liderada por Chris Martin, traz no começo de 2010, para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a turnê Viva La Vida, do álbum homônimo. Produzido pelo estrelado Brian Eno, que já trabalhou com artistas como o U2 e David Byrne, Viva La Vida or Death and All His Friends (o nome completo do álbum) traz novas referências musicais ao som da banda – de ricas guitarras a órgãos de igreja.
Há grande contestação por parte de fãs em relação aos preços dos ingressos, um tanto salgados. Em São Paulo, variam de 160 a 600 reais as entradas inteiras para o show no Estádio do Morumbi. No Rio, há pouca diferença – de 250 a 600 reais os ingressos para o show na Praça da Apoteose.
Um dos problemas mais apontados por fãs em fóruns e comunidades relacionadas ao assunto é o preço da disputada área VIP (600 reais inteira, 300 meia). Há quem considere um abuso para os padrões brasileiros, uma injustiça se comparado aos preços em outros países, etc. Além disso, muitos acham a área VIP não-tão-VIP-assim, já que é destinada a 5.000 pessoas.
Discussões a parte, a pré-venda de ingressos, exclusiva para clientes Credicard, Citibank ou Diners, começa neste sábado (31). A venda oficial, por sua vez, começa em 07 de novembro, para os shows em 28 de fevereiro (Rio) e 02 de março (SP).
Quando fiquei sabendo da promoção Art Collabs promovida pela Converse All Star, cuja intenção é revelar novos talentos artísticos do país e premiar as três melhores criações para o tênis baseando-se no tema Pop Art, me fez pensar qual seria o segredo da marca que, apesar de seus 92 anos de história, continua forte e popular entre os públicos de estilos distintos.
A grande estratégia encontrada pela Converse para tornar-se popular entre consumidores de tribos tão variadas foi a pluralidade dos produtos.Um exemplo disso é a divisão que existe entre as duas linhas da marca. A linha aberta é direcionada para lojas de departamento, esportivas e magazines. Já a premium recebe forte inspiração da moda e conta com produtos de maior valor agregado, sendo distribuída em parcerias exclusivas para marcas como a Farm, por exemplo.
Criada em 1917 pela Converse, inicialmente o tênis era produzido para a prática do basquete. Uma curiosidade é que o Chuck Taylor escrito no tênis é o nome de um jogador de basquete que possuía uma grande afinidade pelo calçado e passou a assinar o tênis, o que gerou uma notoriedade em torno do mesmo.
Com a popularidade do produto, o tênis caiu no gosto não só dos esportistas, mas do público em geral. Celebridades de Hollywood e do mundo da música, como James Dean, Ramones e Kurt Cobain ajudaram a imortalizar o Chuck Taylor All Star.
Segundo Luciano Ferrari, gerente nacional de vendas da Converse no Brasil, “A marca tem um conceito underground, cult. É a que mais apareceu em Hollywood e sempre foi ligada à música, o que ajudou a perpetuar o estilo All Star”. Este posicionamento é traduzido pela identidade da marca, que há quase um século é sinônimo de estilo de vida.
Música, arte, moda e esportes são os quatro focos em que a Converse procura atuar, já que é o ambiente em que os consumidores em potencial da marca estão inseridos. Assim, nada mais justo procurar ações que estejam ligadas a esses mundos. Além de eventos e nos próprios pontos-de-venda, essas ações acontecem, principalmente, na internet, que tem um papel fundamental para a marca.
Atualmente, a marca atua em redes sociais como o Orkut, o Twitter e o Flickr, além de possuir um blog e o site oficial. Em todos estes canais, a marca mantém contato direto com os consumidores, divulgando novidades e promoções.
A Converse também promove o Flashrock, um evento proprietário (assunto comentado no blog e que pode ser lido aqui) realizado como estratégia de aproximação dos consumidores com a marca, e que consiste em um show que comemora o Dia do Rock, que pode ser acompanhado ao vivo e pela internet.
Então qual é o segredo do sucesso da marca afinal? Se ele realmente existe, acredito que ter a sensibilidade de conhecer e pesquisar a opinião e o pensamento dos consumidores a respeito da marca é essencial, pois a partir do monitoramento e acompanhamento do que é dito pelo público podem surgir idéias de ações e estratégias utilizadas pelas marcas.
Além disso, uma filosofia corporativa que caminha juntamente com um bom conceito, foco determinado, e ações comunicacionais condizentes com seus valores e públicos-alvo, formam em um conjunto sólido na busca pelo sucesso e consolidação de um produto.
São Paulo, cada vez mais, se destaca mundialmente como a cidade dos eventos. São 90 mil eventos por ano, ou seja, um evento a cada 6 minutos, que geram cerca de 500 mil empregos em diversas áreas. A cidade é palco da maior Parada Gay do mundo, do São Paulo Fashion Week, do Carnaval no Anhembi, e do GP de Fórmula 1 do Brasil.
Esses eventos estão diretamente ligados ao turismo, visto que seus públicos movimentam diversas áreas do setor, como a rede hoteleira, gastronômica, além dos setores públicos, como transporte e segurança. Devido essa dinâmica, o tema escolhido para o 10° Veredas foi “Grandes Eventos de São Paulo”.
Nesta edição, o Veredas contará com a diretora de ações estratégicas da SPturis, Raquel Verdenacci, que abordará o tema baseando-se em seus 11 anos de experiência, o que inclui a participação da coordenação logística de eventos importantes como a visita do Papa Bento XVI, Carnaval, Virada Esportiva e Virada Cultural.
Pense agora em quantos eventos devem estar ocorrendo na cidade de São Paulo enquanto você lê este post.
Data: 27 de Outubro de 2009 Horário: 19h30min Local: Auditório do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) Endereço: Av. Mello Moraes, 1.721, Bloco G, Cidade Universitária – São Paulo
Inscrições: através do e-mail veredas@ecajr.com.br, pelo site www.veredas10.com ou diretamente na Agência ECA Jr.
Entrada franca
Para aqueles que acham que os tempos em que o uso do cigarro era aceito socialmente e ainda ferrenhamente incentivado em diversas mídias estão muito distantes de nós, pensem novamente! A mostra “Propaganda de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou Você” chegou ao Brasil no dia 15 de outubro para provar que essa realidade está muito mais próxima do que imaginávamos.
Em peças publicitárias produzidas entre os anos 1920 e 1950, coletadas em estudos pelos médicos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, o visitante poderá ver como a indústria do cigarro manuseou os poderes da propagada para omitir do público os efeitos nocivos de seu produto. Nesta coletânea estão incluídas representações que vão desde retratos de personagens famosas incentivando o glamour do cigarro a dentistas recomendando o uso para o clareamento dos dentes, atingindo seu ápice na imagem de um bebê comentando sua admiração pela mãe fumante.
É incrível que os meios de comunicação em geral, e o meio publicitário em específico, tenham nos feito acreditar que esses tipos de ações manipuladoras eram algo situado em um passado muito arcaico, sendo apenas resquícios de uma época menos esclarecida. Na realidade, iniciativas embasadas de fato em uma preocupação social tiverem seu início muito recentemente: a Talent, nos anos 80, foi a primeira agência de publicidade a declarar em sua filosofia empresarial que não aceitaria desenvolver campanhas de cigarro, de bebidas destiladas ou políticas.
A tendência ao desenvolvimento de projetos embasados em responsabilidade social e ambiental que vem acometendo as maiores empresas do mundo é algo extremamente atual. O mais singular desse movimento é que seu crescimento partiu de baixo para cima, ou seja, dos consumidores para as empresas.
O consumidor, em uma iniciativa inédita, passou a exigir de seus produtos noções de sustentabilidade e consciência social, a partir disso, as empresas perceberam a necessidade de realizar projetos embasados nessas preocupações. Trata-se de um esquema lógico em que quanto mais a empresa realiza projetos desse gênero mais é agregado ao seu valor de mercado e de produto, aumentando suas vendas e consequentemente seus lucros.
De qualquer forma, é válido lembrar que o tempo em que nenhuma dessas questões estava em pauta não está muito distante de nós, como pode ser claramente visto na exposição mencionada. Vale a pena conferir nesta iniciativa da Nova/SB o poder de influência de uma peça publicitária e a evolução da consciência de mercado. A exibição vai até o dia 26 de outubro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.
O MASP está expondo desde primeiro de outubro uma mostra do Walker Evans, fotógrafo americano que revolucionou o modo de fotografar o cotidiano. Em suas imagens, ele mostrou como a fase de recessão dos Estados Unidos foi um período de grande dificuldade para a parcela mais pobre da população americana. A exposição conta com mais de cem fotografias, todas feitas com uma Polaroid.
A mostra contém trabalhos de Walker Evans da década de 20 até a década de 70. O grande destaque da exposição são as fotos que ele retirou durante a década de 30, no sul dos Estados Unidos. São exatamente nessas fotos que a recessão e suas consequências para a população foram retratadas.
Walker Evans mudou a maneira de fotografar a realidade. Foi um pioneiro em mostrar a pobreza da maneira como ela realmente era. Como citou o curador da exposição, Teixeira Coelho, “Ele não tomava partido político, embora mostrasse a realidade de forma crítica.”
Suas fotos mais famosas e expressivas são as que retratam fazendeiros do Alabama. Nelas podemos ver que aquelas pessoas estavam em situação de grande dificuldade e miséria, porém também expressam grande força interna e dignidade. Walker Evans não utilizava a miséria de maneira panfletária, buscava, como um artista, retratar o drama da realidade.
O fator que me chamou atenção para essa exposição foi que em diversas das fotos da década de trinta encontramos um contraste muito marcante: a publicidade. O olhar triste de um garoto em sua casa com um Papai Noel da Coca-Cola e outra figuras publicitárias sorridentes no fundo do cômodo, ou então, agricultores negros sentados embaixo de um grande Outdoor da Coca-Cola. Imagens como essa retratam como a publicidade sempre foi muito presente no cotidiano dos Estados Unidos, mesmo em um período de recessão econômica.
A exposição ocorre em um momento crítico. Enquanto retrata a crise econômica de 29, o mundo passa por uma nova crise mundial semelhante. As imagens demonstram como uma crise pode afetar um país e nos lembram como o Brasil conseguiu minimizar as consequências da crise atual. O colecionador anônimo que possui a maioria das imagens disse que escolheu esse momento para realizar a exposição buscando levar esperança para a população ao enfrentar os efeitos da recente crise econômica.
Exposição: 1 de outubro a 10 de janeiro de 2010
Horários: De terças-feiras a domingo, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h.
Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e para maiores de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
Classificação: Livre.
MASP – Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1.578
Telefone: ( 11) 3251-5644
Começa nessa sexta (23/10) a 33ª mostra internacional de cinema de São Paulo. A ideia é trazer filmes nacionais e internacionais para o grande público.
A mostra acontece desde 1977 e sua primeira edição visava comemorar os 30 anos do MASP e, ainda, fugir da censura que era muito forte e repressiva na época. Desde então, a mostra traz filmes atuais com temáticas alternativas em relação ao cinema hollywoodiano.
Os destaques deste ano são: “À Procura de Eric”, do britânico Ken Loach, que foi escolhido para abrir o festival; “Aconteceu em Woodstock”, dirigido por Ang Lee e ainda “O Imaginário do Doutor Parnassus”, estrelado por Heath Ledger do diretor Terry Gilliam
A arte do cartaz e dos demais veículos de divulgação da mostra desse ano ficou a cargo dos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos pelo seu talento com o grafite!
O desenho dá um tom descontrído para a mostra, além de ser diferente dos demais anos, nos quais a arte era feita por agências de publicidade.
No site da mostra é fácil encontrar informações sobre preços, locais e horários em que os filmes que serão apresentados, além de um jornal com assuntos ligados aos diretores e produtores dos filmes que serão exibidos; nos editoriais da sala de imprensa são comuns pautas sobre o “ano da França no Brasil”, sobre a própria mostra e seus apoiadores.
Enfim, tá aí um prato cheio pra quem ainda tá se programando pro próximo final de semana e fica a dica pra quem num tá com pressa: a mostra só vai até dia 5 de novembro!
Pense na última coisa que te fez ficar impressionado. Pensou? Então, uma das últimas coisas que fez o mundo ficar impressionado foi o maior flash mob musical da história que o grupo Black Eyed Peas promoveu, reunindo 21 mil fans para dançar a música I Gotta Feeling. Para entender porque isso impressionou o mundo, veja o vídeo:
Essa mobilização aconteceu dia 10 de setembro, na Avenida Michigan, em Chicago, EUA. Esse foi o jeito de comemorar o início da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. Tudo isso começou com uma idéia do líder do grupo, Will.I.Am. Ele passou a coreografia para 800 pessoas, e estas a ensinaram para outras 20 mil. Oprah, que não sabia de nada, ficou eufórica com o que estava vendo e gravou tudo em seu celular. Logo depois da apresentação a apresentadora gritou: “Isso foi tão legal! É a coisa mais legal que eu já vi… Chicago eu amo vocês!”
Esse tipo de mobilização, chamada de Flash Mob se caracteriza por reunir pessoas, em um determinado momento e local, para realizar determinada ação inusitada. Logo após a ação as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. O primeiro flash mob aconteceu em 2003, em Nova York, e conseguiu juntar, por meio de mensagens de celular e internet, 200 pessoas. Os integrantes do movimento se reuniram na seção de tapetes de uma loja, procurando, ao mesmo tempo, um “carpete do amor”. A loja foi avisada previamente da ação, para evitar conflitos.
A partir daí, várias outras ações aconteceram, como pessoas reverenciando um dinossauro gigante em exposição, guerra de travesseiros, festas no metrô, andanças de zumbis, etc. Algumas ações acontecem pelo simples fato de querer quebrar a rotina, enquanto outras têm caráter político. Ainda em 2003, na Rússia, um grupo de pessoas se reuniu ao redor de um caixão, de mãos dadas, em luto, formando um quadrado. Eles declaravam a “morte da democracia”, em função da recente intensificação de repressões à protestos.
Políticos ou não, os movimentos de Flash Mob têm um grande aliado: a publicidade. Algumas empresas patrocinam ou organizam algumas ações, como a Duoflex, que organizou uma guerra de travesseiros no Parque do Ibirapuera em abril deste ano para divulgar seu produto, e ajudou a recolher as sobras.
Retomando o Black Eyed Peas, a música I Gotta Feeling estava em 4º lugar no iTunes, mas após a mobilização retomou o 1º lugar.
Essa é uma ótima oportunidade para as empresas, ao passo que é uma oportunidade para as mesmas se promoverem: São as pessoas falando sobre a marca, não a marca falando de si. Querendo ou não, isso marca mais a memória de alguém do que uma propaganda de 30s na TV.
Se você se encantou, como eu, no dia 2 de novembro, Finados, ocorrerá o Zombie Walk, com saída às 17 horas da Praça do Patriarca, em São Paulo. Nessa mobilização pessoas vestidas a caráter andarão por aí como se fossem zumbis. Se quiser saber mais, acesse Zombie Walk Flash Mob.
O mundo está bastante mudado. A ação humana sobre o globo acarretou diversas consequências negativas para o ambiente. Adotando uma postura mais premonitória e apocalíptica, pode-se dizer que o mundo está mudado acabando, ou ao menos é essa a tendência até começarmos a fazer alguma coisa. E não adianta negar, temos culpa, e você sabe disso.
A crise ambiental eclodiu nos anos 90 e desde então diversas pressões sociais e políticas induziram as empresas começaram a despertarem para esse problema, repensando sua postura perante o uso que faz dos bens naturais e a influência no ambiente em que está inserida.
Com a presença constante e sempre intensa dos problemas ambientais na mídia, as empresas que primeiro demonstraram se importar com o planeta adquiriram um diferencial competitivo de peso e passaram a ser as escolhidas pelo público.
Atualmente, no entanto, esse fato não é mais um diferencial e se tornou um requerimento, mas surgiram novos complementos à ideia de Desenvolvimento Sustentável. Hoje essa ideia não se refere apenas a questões ambientais, mas engloba também sociais e econômicas: Eis o Triple Bottom Line.
O Triple Bottom Line, também conhecido como 3Ps (People, Planet e Profit – Pessoas, Planeta e Lucro) e se popularizando no Brasil como Tripé da Sustentabilidade, é, superficialmente, a busca pela boa qualidade de vida das pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a organização aliada à minimização/anulação dos danos ambientais, compensando-os sempre que ocorrerem. E onde entra o “Lucro”? Bom, não podemos mais aceitar empresas que lucrem devastando, mas não podemos exigir a falência delas em prol das causas sociais e ambientais. Assim, eis o grande desafio do TBL: as organizações devem ser social e ambientalmente responsáveis sem deixar de serem economicamente sustentáveis.
Todos temos ciência da desigualdade social, exploração de mão de obra, corrupção, superfaturamento, inflação, degradação ambiental, extermínio de espécies, esgotamento de substâncias e dos enormes custos financeiros necessários para evitar alguns desses problemas. Há ainda o altruísmo implícito em cada uma das soluções potenciais desses problemas e a enorme adaptação cultural necessária para efetivamente estarmos dispostos a mudar as coisas, o que demanda tempo e mais dinheiro das organizações.
Não vou entrar no mérito de discutir teorias nas quais os defensores e atacantes do TBL se embasam e muito menos discorrer dos inúmeros cases organizacionais que o conceito vem gerando, mas minha opinião é a favor do movimento: É o planeta e seus habitantes que estão em jogo.
Por mais caro que seja para uma indústria se iniciar no TBL esse é um investimento de longo prazo muito válido, que apresenta um retorno certo de início imediato: Agrega-se muito valor intangível às companhias que zelam pelo ambiente e sociedade, e a tendência é a busca do cada vez mais expressiva dos consumidores por essas empresas. O diferencial competitivo é claro.
Com o passar do tempo as tecnologias favoráveis ao ambiente vão barateando e se tornando mais acessíveis, reduzindo mais os custos de adaptação das empresas interessadas, além de apoios governamentais e Projetos de Lei.
Esse é um assunto vasto, que se embasa em diversas teorias e está gerando grandes cases organizacionais em todo o mundo. Por mais tentador que seja, me limito a essa introdução ao tema e deixo ao interesse dos leitores buscar por mais informações.
Os links a seguir desenvolvem mais o tema, além dos filmes The Corporation e How Stuff Works:
O Triple Bottom Line é um conceito de potencial de aplicação astíssimo, podendo ser aplicado em escala global, governamental, regional, empresarial, domiciliar ou mesmo pessoal. Se é tão fácil e versátil, além de agregar tanto e gerar um bem tão grande (ou evitar tanto mal…), por que não aplicar? Será que não vale o esforço? O custo inicial não é perdido, é um investimento, então por que as empresas não se esforçam para colocar em prática ações embasadas nesses conceitos? Cabe a todos nós mudarmos isso, especialmente aqueles que são ou serão profissionais de comunicação.
Estava a procura de algo interessante para discutir e comentar quando me deparei com o vídeo abaixo, produzido para a Pantene (marca de shampoos) da Tailândia:
E, aproveitando até mesmo o post abaixo, achei que seria uma boa oportunidade de comentar sobre tal forma de contato com o público de determinadas marcas.
Terminando de assistir ao vídeo me veio logo à lembrança um comercial feito para a Dove que, na essência, tem o mesmo conceito:
Comparando as duas peças, pode-se notar que ambas tentam transmitir uma mesma ideia para seu público consumidor: “Por que ser igual aos outros? Você pode brilhar e ser bonita do jeito que é”.
Agora, analisando do ponto de vista mercadológico, podemos supor, como praticamente afirmar, uma mudança no comportamento e no modo como as empresas buscam um diálogo com suas consumidoras.
Em vez de tal diálogo se basear nos estereótipos e nos ideais de beleza criados ao longos anos pelas empresas da indústria estética e de moda, entre outras, onde os produtos de tais companhias deveriam ser fervorosamete consumidos para se chegar a algum ponto, algumas dessas empresas passam a ir por um caminho totalmente oposto.
O ideal de beleza não precisa mais ser seguido. O importante agora é que você tenha consciência e saiba que pode ser feliz e reconhecida do jeito que é, basta estar contente e satisfeita com isso.
Se pensarmos na diferença das duas abordagens fica claro que, de algum modo, o estereotipo está perdendo força. A busca por uma beleza idealizada e perfeita não é mais o modo ideal de se consquistar um público. Essa idealização levaria a mulher, ou quem quer se seja, a uma busca infundada, na qual ao chegar à “perfeição” poderia levar ao questionamento: “Por que fiz isso?”
A abordagem que tenta fazer a mulher perceber seu valor, indiferente da igual aparência com os outros ou mesmo de suas opiniões, mexe muito mais profundamente com seu interior e seus sentimetos do que a tal busca infundada. Nessa abordagem a autoestima não necessita ser alcançada por meio de um tortuoso caminho de produtos ou cirurgias e, somente, com a percepção de seu valor.
Essa abordagem, ainda na questão da autoestima, trata cada um como especial e diferente dos demais. Quando existe a valorização pessoal não se necessita mais a busca por um padrão e, desse modo, a individualização acaba por se tornar um fato bom, onde cada um tem seu valor dentro do todo.
Acho que essa mudança na forma de diálogo das empresas com o público ainda tem muito a render. Ela faz com que o cliente sinta-se especial por consumir produtos de tal marca e sinta-se respeitado individualmente. Não somente a área de estética pode ser explorada, como muitas outras vertentes podem aparecer. Basta que cada empresa perceba e identifique os pontos nos quais pode haver tal individualização de seus clientes.