Archive for November, 2009

Natal Iluminado 2009

Monday, November 30th, 2009

O mundo inteiro já está em clima de Natal, e o Brasil também. São Paulo, a capital do Estado mais rico do país, está com mais um potencial: Um ótimo ponto turístico para quem procura diversão, atrativos históricos, cultura, aventura ou ecoturismo combina tudo no melhor turismo urbano natalino.

As noites da cidade ganharão, a partir do dia 5, mais magia e encanto. Isto porque a decoração natalina será inaugurada com o projeto Natal Iluminado. O projeto, que dura até dia 6 de janeiro (dia de Reis), terá um investimento de 5,6 milhões de reais. Prepare-se para se surpreender!

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Esse investimento não afetará financeiramente a prefeitura, pois boa parte dele veio da iniciativa privada. Avenidas, pontes, praças e monumentos ganharão decoração e levarão o Natal aos quatro cantos da cidade. A Avenida Paulista, o Parque da Luz e a Ponte Estaiada são alguns deles. A Fonte Multimídia, no Lago do Ibirapuera, ganhará programação especial no Natal. O Pateo do Collegio se transformará na Vila de Noel. Até uma Parada da Disney, patrocinada pela Nestlé, acontecerá dia 20 de dezembro!

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Tudo isso graças aos investimentos da Eletropaulo, Grupo Santander, Itaú Unibanco, Nestlé, Pão de Açúcar, Sabesp e Telefônica, entre outras. Em troca do alto investimento, as instituições ganharão visibilidade, aumentando sua credibilidade nessa época de festas.

Uns são contra e outros a favor do investimento de organizações de caráter privado em projetos públicos. Agora eu pergunto: será que sem esse investimento nossa cidade, nossas crianças e nós mesmos poderíamos viver todo esse encanto? Pense em todas as coisas que foram melhoradas através do incentivo privado.

É muito válida essa aliança do setor público com o privado, e não só para o turismo, pois só potencializa os resultados. Porém é preciso estar atento aos segundos interesses que podem surgir de instituições mal intencionadas. Às vezes é fechado um acordo em que a instituição se beneficiará muito mais do que a população. Os benefícios têm que ser mútuos.

Ah, já ia me esquecendo! Para que todos possam visitar a extensa programação, a Prefeitura, por meio da SPTuris, fará um Roteiro Natalino. As saídas diárias do Viaduto do Chá acontecerão sempre às 19h30. Ônibus percorrerão os principais pontos iluminados da cidade com acompanhamento de guias de turismo. Os Roteiros, a R$10,00, têm cerca de três horas de duração e vão acontecer no período de 5 a 23 de dezembro.

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Fica ai a dica ;)

Alex

Siggi Odds

Friday, November 27th, 2009

Sigurður Oddsson nasceu em Reykjavík em 1985. O islandês recém-graduado em design gráfico pela Iceland Academy of the Arts exibe, em seu portifólio, de famílias tipográficas desenhadas por ele a estampas de roupas feitas para a gigante sueca H&M.

Dentre meus trabalhos favoritos, estão o guia de viagem da cidade de Istambul, na Turquia, feito como projeto escolar, e o livro Skinfaxi, publicado pelo Reykjavík Junior College e mostrado abaixo.

O mais incrível do Skinfaxi são suas cores. O livro foi inteiramente impresso em preto e pantone dourado, inclusive fotos e gráficos. O caráter experimental do processo alcançou um resultado, com o perdão do trocadilho, brilhante, bem como boa parte do trabalho de Siggi; mais um portifólio que vale a visita.

Fernando Prado

Por que investir em cultura?

Tuesday, November 24th, 2009

Um cartaz anuncia uma peça de teatro. Além das informações básicas como elenco principal, título do espetáculo, horário e local, as marcas patrocinadoras do espetáculo também são divulgadas. A questão é: como será o retorno para estas marcas que investem no cenário cultural brasileiro?

A importância de investir em cultura está bem próxima das ações de responsabilidade social. Talvez por isso marcas como Oi, Vivo, Citibank e HSBC continuem investindo em ações por trás das cortinas para promoverem suas marcas ao realizar espetáculos para o consumidor em seus próprios ambientes.

Um dos grandes investidores em cultura no país é o Banco do Brasil e há 20 anos a empresa transformou a sua primeira sede no Rio de Janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O espaço é destinado a divulgar o banco através de apoio cultural a preços acessíveis ao público e com a versão itinerante atinge diversas cidades do Brasil.

Segundo alguns diretores das empresas que praticam este tipo de ação, a estratégia “traz leveza para a marca, ajuda a suavizar a imagem do banco e aproxima a instituição financeira do público”. O patrocínio cultural auxilia na diversificação e fortalecimento da marca com seus diversos públicos, já que são aliados atributos tangíveis e intangíveis à empresa.

Com o objetivo de promover sua imagem institucional com estas ações, as empresas abrem um leque de eventos que casem com os valores da organização. A Oi, por exemplo,busca ressaltar a importância de ter um estilo de vida através do Oi Futuro, Oi Fashion, Oi Noites Cariocas, entre outros. Já a Vivo almeja conectar pessoas e destacar uma conexão em rede e o seu Sinal de Qualidade.

Partindo do princípio de que esta é uma estratégia segmentada que atingirá tanto os consumidores da marca quanto os consumidores do evento, na hora do investimento é preciso saber como eles enxergam isso, já que a proposta principal dos eventos culturais são as ferramentas de construção de marca. O Bradesco patrocinou o Cirque du Soleil e reforçou a mudança de conceito do banco, que deixou de ser “completo” e foi substituído por “presença”, atributos que são mais internalizáveis por meio de ações que garantam a divulgação institucional da empresa e que visam a aproximação dos públicos com relação a organização.

Juliana Dragoni

Let’s rock?

Thursday, November 19th, 2009

Para quem ouve, música pode ser muitas coisas, desde declaração de amor e reinvidicação social até culto religioso e entretenimento puro, mas para quem faz músicas são tão produtos como um sabonete ou uma lata de refrigerante. Bandas e produtoras ganham dinheiro a partir da venda dessas músicas, seja em CDs, DVDs, shows, camisetas ou em comerciais publicitários, e esse dinheiro é o “salário” desses profissionais.

Desde criança ouço pessoas criticando músicos, especialmente bandas de rock, por “se venderem ao mainstream”, abrindo mão de seu estilo único e mudando completamente para se adequarem a um público mercadologicamente mais interessante, vendendo mais e mais.

Ah, quantos CDs já não baixei (não, não comprei) e me deparei com uma banda diferente da do último álbum. CDs com 10 músicas feitas em um estilo totalmente novo e inesperado e apenas 2 ou, com sorte, 3, no molde já conhecido. Ainda assim, não nego: alguns desses estilos novos passaram a me agradar depois de algum tempo… mas vejo como duas bandas diferentes. E a primeira era melhor (mas é tudo muito pessoal nessa questão).

Com a Internet a quantidade de CDs e DVDs vendidos entrou em um declínio sem volta, e essa sempre foi a maior fonte de renda do meio musical, tanto que é daí que surgiu toda a questão de combate a pirataria, downloads ilegais, downloads pagos e conteúdo exclusivo. Já reparou que desde sempre existem os cambistas, mas nunca brigaram tão arduamente contra eles como brigam por essas questões virtuais?

Tentando resolver de uma só vez o problema da “venda ao mercado” e o prejuízo financeiro causado pelos downloads ilegais, algumas bandas começaram a usar a Internet para se aproximar de seus fãs e atender a seus anseios. A proposta é descobrir o que eles gostariam de ouvir, como o querem e quanto achavam justo pagar por isso.

Através de ações desse gênero, todas com fundamento colaborativo (Web 2.0), os alemães do Einsturzende Neubauten tiveram seu álbum Alles Wider Offen inteiramente patrocinado pelos fãs, o Radiohead deixou o preço do seu novo álbum em aberto, com os fãs decidindo quanto pagariam por ele, e o Nine Inch Nails conseguiu mais de 1,5 milhão de dólares com um álbum viral.

Nessa era de integração digital, excesso de informação e alta disseminação de conteúdos, surgiu também o questionamento sobre a razão para uma banda surgir. É pelo dinheiro? Pela paixão por essa arte? Pela fama? Muitos especulam sobre bandas sendo criadas por uma nova razão: representatividade musical de marcas.

Uma banda criada pela Doritos, pela Ford, Unilever, Ambev,…! Imaginem bandas com patrocínio institucional oficial dessas marcas, criando músicas aos seus públicos de interesse, com conteúdo condizente com a filosofia de cada empresa, e sem preocupações financeiras (afinal, a banda vai ser uma publicidade dessas marcas, não precisam dar lucro com CDs, bastam valer a pena pra aumentar as vendas dos produtos já consolidados).

Só resta saber se é realmente possível estabelecer uma relação sustentável e natural entre o âmbito emocional e o financeiro dos artistas. Será fácil lidar com essa Web 2.0 e produzir as músicas que lhe pedem, não mais as que você sente vontade de fazer durante o banho? E será prazeroso viver patrocinado, sem crises financeiras, mas completamente vendido? É uma tarefa extremamente árdua estabelecer um ponto de equilíbrio entre o a autenticidade de uma banda e os ganhos financeiros decorridos disso.

Bom, o lance é relaxar e curtir o que temos. Ao menos, eu penso assim nesse momento.

“A imprensa musical está totalmente longe do que os garotos querem ouvir. Esses garotos trabalham em fábricas seis dias por semana, e querem se divertir, beber, e agitar nos fins de semana. Nós damos esta oportunidade a eles” – Bon Scott, AC/DC

Roger Stephan

PP, RP ou Comunicador?

Thursday, November 19th, 2009

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Ultimamente tenho refletido bastante sobre as divisões de cargos que existem dentro das agências e dos setores de comunicação das empresas. E mais recente ainda, tenho recebido um verdadeiro bombardeio de pessoas falando que essas barreiras estão cada vez mais confusas. Professores, palestrantes, colegas… todos vem falando que logo tudo será unificado: em PP, o planner e o criativo e, em comunicação, RP e PP.

Mas será mesmo que deixarão de existir o cara de relações públicas e o cara de publicidade e surgirão apenas os caras de comunicação?

Eu realmente acredito que seria extremamente interessante uma pessoa com discernimento suficiente desses dois ramos da comunicação mas tenho pouca fé que assim será daqui pra frente. Para que isso realmente ocorra, antes de qualquer coisa, precisamos de uma reformulação nos cursos de graduação da área. Acredito que um curso só abrangendo tudo seria inviável pois acabaria ficando extremamente superficial. Mas acho que uma boa idéia seria um curso que iniciasse unificado. Sei lá, dois anos de comunicação e depois cada um segue para um foco específico, publicidade, relações públicas, marketing… A formação de verdadeiros comunicadores (no sentido mais amplo da palavra) seria uma verdadeira conquista da comunicação.

Por outro lado, dentro da publicidade, eu realmente acredito estarmos em um ponto que a divisão entre planner e criativo vai, sim, ser reduzida logo logo. Essa estrutura mais “difusa”, com os cargos interferindo no que seria restrito ao outro já foi adotado por algumas agências, e, acredito eu, tem deixado bons frutos… Acho fundamental a participação do criativo na fase de planejamento, e, também, acho importante a opinião do planner durante a criação.

Mas, sei lá, talvez eu esteja viajando forte em meus pensamentos… E você? O que você pensa do assunto?

Eduardo Marcondes

“Apenas a Tempo”

Tuesday, November 17th, 2009

Nos dias atuais, com as frequentes mudanças tecnológicas, a administração e a comunicação vêm se transformando e se adaptando a uma nova realidade.

As empresas começaram a perceber uma real necessidade de aproximação com o cliente, de voltar seus esforços para conhecer as necessidades e expectativas de quem irá consumir seus produtos para, assim, poder melhor atendê-los.

É sob essa nova perspectiva que surge a idéia do “Just in time”. Ela consiste em uma filosofia de planejamento na qual toda a cadeia produtiva encontra-se sincronizada, desde a compra da matéria-prima até a venda do produto. Dessa maneira, acaba-se com os estoques e o desperdício; mas, em contrapartida, é necessário um grande trabalho para manter esse canal de abastecimento funcionando de acordo com a necessidade dos clientes e é aí que entra o profissional de comunicação.

Eu não sou especialista no assunto, mas acho que saber um pouco sobre isso é imprescindível para qualquer profissional da área que queira se lançar ao mercado nos próximos anos. E essa é a proposta da palestra “Comunicação Estratégica: Just in time”: discutir sobre como as novas tecnologias e a comunicação podem integrar e acelerar os negócios.

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A palestra, gratuita e com vagas limitadas, irá acontecer na próxima segunda-feira, 23 de novembro, a partir das 19h30 na ECA – USP, e contará com a participação dos Diretores Executivos Sérgio Franco (Maxpress), Fábio Franco(Boxnet), o Diretor de Marketing Alexandre Hadade (Arizona), além do coordenador assistente do CEACOM/ECA-USP Otávio Freire. Para fazer a inscrição, basta mandar um e-mail com os dados pessoais (nome, faculdade, curso, semestre) para o endereço inscricoes@ecajr.com.br.

Será uma interessante discussão com profissionais e um estudioso da área sendo uma grande oportunidade para ouvir o que pessoas desse porte têm a dizer sobre o assunto.

Mayara Sanches.

A Arte das Ruas

Monday, November 16th, 2009

Está em cartaz até o dia 12 de dezembro na FAAP a exposição Vertigem, dos gêmeos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo. Eles são pioneiros do grafite aqui no Brasil e tem um estilo único, caracterizado por bonecos amarelos com narizes largos e olhos espalhados. Com seus trabalhos eles mostram não só o cotidiano da periferia urbana, mas também a realidade de outras culturas, como a nordestina, sendo expressas por meio de cores muito alegres e personagens melancólicos, nos remetendo a uma atmosfera de sonho.

Pouco conhecidos no Brasil, Os Gêmeos são muito valorizados no cenário internacional. Eles já grafitaram em diversos países, sendo uma de suas principais obras o castelo histórico de Kelbum, um dos mais importantes da Escócia.

Na cidade de São Paulo suas obras estão espalhadas pela paisagem urbana. Você provavelmente já passou por elas e nem ao menos percebeu. Uma delas estava localizada na alça de acesso para a Avenida 23 de Maio e contou com a colaboração de outros grafiteiros, como Nina Pandolfo (esposa de Otávio). Entretanto, esta obra foi apagada “sem querer” há alguns meses. A prefeitura alegou que a ação foi feita por uma empresa terceirizada e diz que está elaborando um programa para preservar os grafites na cidade.

Essa atitude nos faz refletir sobre a valorização da street art na cidade e no país. Será que se a obra fosse de outros artistas, que não dos Gêmeos, a prefeitura teria tomado alguma atitude? Será que o grafite é visto como arte ou ainda o julgam como vandalismo e poluição visual?

É uma pena que nosso país não valorize o talento de tantos artistas brilhantes, que fazem os muros parecerem peças de museu. E você, continua achando que grafite não é uma arte?

Para conhecer melhor Os Gêmeos e suas obras segue um vídeo de uma antiga exposição:

Mais informações sobre a exposição: http://www.faap.br/hotsites/osgemeos/index.htm

Michele Silveira

O vai e vem da moda – Ray Ban Wayfarer

Thursday, November 12th, 2009

A moda vai e vem! Disso ninguém tem dúvida. Cores, sapatos, modelos de roupas, tudo. Muitas das inovações de época, depois de algum tempo voltam com força total. Isso acontece por influência da mídia, das relações de poder, que evidenciam posições de classe, cultura, raça, religião, etc. Diferentemente de antes, em que a moda era ditada pelas classes mais favorecidas, agora a moda é ditada pela rua, pelos variados estilos de tribos urbanas.

Um dos acessórios do mundo do estilo que está voltando com força total é o óculos Ray Ban Wayfarer. Essa foi uma das grandes apostas da Ray Ban que deu certo. É possível em qualquer lugar ver alguém usando o estiloso modelo.


Ray Ban Wayfarer

A história da Ray Ban é curiosa: o Tenente John MacCready curtia viajar de balão. Em uma viagem, seus olhos ficaram tempo demais expostos ao sol, mesmo usando óculos escuros. Sua visão foi prejudicada e foi ai que ele procurou uma loja especializada, em Nova York, chamada Bausch & Lomb (B&L) para propor a criação de um óculos realmente eficaz: com lentes bem escuras e aros grandes.

A partir desse protótipo criado pela B&L surgiu o nome da marca Ray (raio) e as três primeiras letras da palavra Bannish (banir): Ray Ban. Foi uma inovação, o Ray Ban tinha um estilo inusitado e elegante. A B&L então vendeu o novo modelo para o Tenente MacCready e ele logo mostrou o invento para seus amigos. Rapidamente o óculos tornou-se famoso entre os aviadores, maioria dos amigos do Tenente. Foi ai que a B&L batizou o modelo de Ray-Ban Aviator, dada sua popularidade entre os pilotos que depois de pouco tempo se popularizou em todo o mundo.


Tom Cruise usando o modelo Aviator da Ray Ban

Em 1952 a Ray Ban lançou uma outra grande tendência, que foi citada no começo do post. Criado pelo designer Raymond Stegeman o Ray Ban Wayfarer foi uma revolução dos óculos escuros. Antes todos os óculos tinham armação em metal e esse foi um dos primeiros fabricados com armação de plástico, o que deixava o óculos mais leve, um alívio para a época. De uma hora para a outra o óculos ganhou os cantores e artistas de Hollywood.

Porém, como a moda vai e volta, nos anos 70 o modelo desapareceu do mercado. Já nos anos 80, a Ray Ban investiu novamente no modelo pagando vários filmes para inseri-lo nos atores e atrizes, em várias cenas. Foi usado por várias celebridades, por exemplo por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo.


Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo usando Ray Ban Wayfarer


Paris Hilton usando Ray Ban Wayfarer

É incrível como uma coisa criada há 50 anos atrás volta com tudo e encanta a nova geração. Talvez o óculos da Ray Ban tenha voltado com força total pelo histórico que teve, foi usado por tantas celebridades, pelos nossos pais e agora veio para nós.
Em uma tarde andando pela Avenida Paulista é possível encontrar várias pessoas usando esse modelo de óculos. Mas o preço dele é tão caro! O único entrave que dificulta que todos tenhamos um Ray Ban Wayfarer original é o preço. Um óculos comum, preto, sai por mais ou menos R$600,00. Porém, é possível encontrá-lo nas barraquinhas de camelô, também.

Caindo em outro assunto agora, a venda de produtos falsificados. Sou contra a venda desses produtos. Porém, pare para pensar: todo mundo tem grana o suficiente para gastar R$600,00 em um óculos? Sendo que por R$30,00 você adquire o mesmo modelo? É uma questão complicada, a democratização da moda e o trabalho e venda ilegal.

Muita gente quer ser estiloso, ter um tênis de marca, uma camiseta da moda, etc. Mas fica difícil acompanhar a moda que vai e volta não tendo muito dinheiro. Daí o apelo pelos produtos falsificados. É uma pena essa realidade, mas fazer o que?

Uma coisa é certa, originais ou falsos, os óculos Ray Ban Wayfarer serão sempre um sucesso!

Alex

Será que as barreiras estão caindo?

Monday, November 9th, 2009

Já que estamos na semana do Ciclorama, acredito que seja oportuno falar um pouco sobre o tema que tange o nosso 6º ciclo de palestras, “A Queda de Barreiras Pela Nova Realidade da Comunicação”.

O surgimento de novos meios de comunicação de fato está trazendo uma nova realidade para a sociedade, e consequentemente, proliferam-se transformações e mudanças na gestão da comunicação nas organizações. Quero hoje comentar uma que inovou ao proporcionar uma relação direta entre os geradores de informação e seus públicos em geral.

A Petrobras recentemente deu início a seu blog, “Fatos e Dados”, justamente num momento de crise de comunicação, em que a empresa passava por uma CPI e era constantemente acusada na imprensa, e por vezes, de modo equivocado ou infundado. A companhia necessitava então, de um veículo de resposta rápida e que pudesse responder a todos da forma mais analítica possível. Para tanto, encontrou no blog uma solução que demonstrou ser bastante interessante.

Toda crise acaba por arranhar a imagem de uma empresa, entretanto, através do blog, a Petrobras pode esclarecer de maneira imediata os questionamentos da imprensa e oferecer a qualquer um que se interessasse transmissões da CPI e a disponibilização das atas conseguintes das reuniões. O resulto foi que a companhia conseguiu maior transparência mesmo passando por um momento difícil. Respondendo diretamente, sem a intermediação dos grandes meios de comunicação, foi alvo de muitas críticas da imprensa que se sentiu ameaçada pela existência do blog. A Petrobras, por sua vez, não se restringiu, mas continuou avançando e fez do blog um meio de aproximação direta entre a empresa e seus públicos.

Inovando no conteúdo e na forma, nessas últimas semanas, o blog ofereceu a oportunidade de entrevista, a qualquer um que se interessasse com o próprio Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. Qualquer leitor poderia participar enviando uma pergunta ao blog na forma de comentário e ao término do período de envio seriam selecionadas dez para que fossem respondidas pelo próprio Presidente. Eu, que já queria fazer um post sobre o Blog da Petrobras, aproveitei para enviar minhas perguntas. Veja no que deu:

Quando que eu, na vontade de fazer um post para o blog que participo, conseguiria entrevistar o Presidente da Petrobras?? Pois é, a Petrobras ousou nesse projeto inovador da criação de um blog e tem avançado ao tentar combinar a “agilidade que um blog tem que ter com a necessidade de aquidade e de firmeza da informação, e compromisso com a informação”, que uma empresa do seu tamanho precisa ter.

A imprensa, que antes criticara a criação do blog, agora se utiliza do mesmo como fonte informação e a simples entrevista da qual eu e uma série de leitores fizemos parte serviu de base para matérias em outros veículos.

Finalizando o post, refaço minha pergunta inicial: “Será que as barreiras estão caindo?”

Participe do 6º Ciclorama, “A Queda de Barreiras Pela Nova Realidade da Comunicação”!

Fernando Carvalho Tabone

O mundo em ondas!

Thursday, November 5th, 2009

O e-mail foi inventado em 1972, um ano após o início da internet.  Assim como nas cartas, o emissor conseguia se comunicar com o receptor através de envios e, posteriormente, respostas. Agora, imagine se o e-mail tivesse sido inventado hoje, com todas as possibilidades da web 2.0! Qual seria a interface desta ferramenta? Quem seria o emissor ou receptor? Qual a rapidez ou o nível desta interatividade?

Tentando responder essas perguntas a Google criou o Google Wave. A ideia foi reconstruir do zero a maneira como nos comunicamos pela internet e, para isso, partiram do conceito de comunicação como ocorre socialmente, isto é, presencialmente, numa reunião de amigos ou colegas de trabalho, por exemplo. Alguém inicia um assunto, as pessoas falam sobre ele conjuntamente, retomam outros assuntos, contribuem, e tudo isso é compartilhado com todos, ao mesmo tempo . Analogamente, a solução foi criar uma plataforma que integrasse pessoas online, e permitisse uma contribuição simultânea entre todos os participantes, substituindo o modelo de emissão-recepção do email.

Caixa de Entrada do Google Wave

Trabalhando neste projeto desde 2007, os criadores do Google Maps apresentaram essa novidade no evento Google I/O 2009, disponibilizando convites limitados apenas para beta-testers. No evento foi ainda anunciado que o serviço utilizará um protocolo aberto, o Google Wave Federation Protocol, com APIs para a criação de extensões. Isso quer dizer que o projeto não pára nas mãos da Google. A empresa espera a máxima contribuição dos usuários, que através do Google Web Toolkit, podem desenvolver plataformas wave customizadas e criar aplicações gadgets e plugins que promoverão uma convergência de sistemas e serviços de toda a web dentro do Wave. Um exemplo disso, demonstrado no mega-vídeo-oficial-de-apresentação da nova ferramenta, com mais de 1h20 de duração, são os plugins do twitter e do blogger, que permitem visualizar twittadas e comentários feitos num blog que você registrou, tudo na tela do Wave. O interessante é que além de ver, é possível também responder os comentários diretamente, sem que ter que voltar todas as vezes aos sites para interagir.

Fazer buscas também é muito fácil. Quando você procura uma palavra, todas as waves que alguém já iniciou, que contém aquela palavra, aparecem na tela de pesquisa, esteja ela no título, no corpo ou nos comentários.

Além disso, o bate-papo ou instant messaging agora ficou realmente instantâneo. As pessoas com quem você está conversando podem ver os caracteres que você digita em tempo real, agilizando a comunicação. É o fim do “fulano está digitando uma mensagem”! Mas não se preocupe. Se você é daqueles que gosta de privacidade na hora de escrever, porque não quer que seus amigos descubram que você escreve mais errado do que certo, como eu, os avançados dos sistemas de correção ortográfica e até mesmo de tradução instantânea podem ajudar você. No entanto, se isso não funcionar com a palavra que você grotescamente acabou de “inventar”, ou aparecer aquela bem difícil que te deixa muito em dúvida, é só clicar em “modo rascunho” e enviar só depois que você checou tudo no Google ou no ortografa.

Dentro de uma wave, você pode “arrastar” outras waves que você quer “relembrar“, links do youtube, que serão automaticamente exibidos em formato player, arrastar imagens para compartilhar, e até mesmo ir alterando o nome dos arquivos ou descrições das imagens simultaneamente com a pessoa com quem você está compartilhando.

Isso também funciona para nós, estudantes, que temos que fazer trabalhos em grupo. A partir de um documento, várias pessoas podem fazer alterações ou comentários ao mesmo tempo, e isso é visto em tempo real na tela de todos os outros participantes da wave. O que cada pessoa altera no texto original, aparece grifado com cores diferentes. Também é possível “rebobinar” pra ver todas as alterações que foram feitas ao longo da “linha do tempo”, na ferramenta “playback”.

O Gmail e o Orkut, claro, também estarão integrados ao Wave. Será o fim dos scraps? Ou o fim do MSN?

O que de fato sabemos é que a convergência dos vários serviços que utilizamos diariamente, numa mesma plataforama, será em muitos aspectos benéfica. Esta intergração colaborativa lançada pela Google, que para Fabiano Candido, do INFO Online, “tem potencial para revolucionar as aplicações de internet e ser considerado o maior lançamento da história da empresa”, se virar moda, certamente será o início de uma nova lógica na comunicação online.

Se você não entendeu muito bem o que é essa “coisa” chamada Google Wave, alguém já desenhou para nós: assita o primeiro vídeo.

Mas se você ficou super empolgado e não vê a hora de receber um convite, saiba mais assistindo o vídeo oficial de 1h20, como eu, ou este resumo que coloquei logo abaixo, o segundo vídeo.

Rafa Andrade