Archive for December, 2009

Por que não ir além?

Thursday, December 17th, 2009

Um das maiores motivações que levam as pessoas a quererem participar de uma empresa junior é a possibilidade de viver uma experiência profissional prática ainda em um ambiente acadêmico.
De fato, a experiência é muito válida, principalmente em profissões em que o ensino acadêmico pode levar os alunos apenas até certo ponto, ficando por conta da prática grande parte do processo de aprendizagem.

Nesse sentimento, algumas empresas acabam potencializando essas oportunidades de “atividades extracurriculares”, ao promover concursos, workshops e todo tipo de iniciativa que levam muitos jovens estudantes a entrar em contato com a experiência prática de sua profissão.

A Claro iniciou no ano passado um empreendimento desse gênero: trata-se do Claro Curtas – Festival Nacional de Curtíssima Metragem, que promove uma competição entre curtas enviados por qualquer brasileiro acima de dezesseis anos que deseje participar. Os curtas são julgados por grandes nomes da indústria cinematográfica brasileira e os primeiros colocados ganham até cem mil reais em prêmios.

No ano de 2008, o festival teve como tema Diversidade e Inclusão: mais de 1.500 vídeos foram inscritos, enviados por criadores de 194 cidades de 23 estados brasileiros. Abaixo, o primeiro colocado:

O tema desse ano será SER DIGITAL – Aprendizado e Transformação na Sociedade do Conhecimento. A ideia é ampliar os debates sobre a influência das novas tecnologias no mundo contemporâneo. Os curtas devem ter de 30 a 90 segundos e abordar o tema de maneira original, sempre atentando para o cuidado com a expressão da linguagem e com a apropriação de conhecimentos técnicos.

Os curtas podem ser enviados até o final de janeiro e para quem deseja mais informações, o site institucional www.clarocurtas.com.br explica de forma mais abrangente os regulamentos do concurso, além de exibir os vinte curtas finalistas de 2008.

O aprendizado obtido para aqueles que entrarem nessa competição será, sem dúvida, muito agregador. Portanto, faça seu curta, experimente, e descubra até onde essas iniciativas podem o levar.

Ju Maaz

Dubai: sonho ou realidade? Este lugar existe?

Monday, December 14th, 2009

Quando se pensa em Dubai é impossível não pensar e luxo e riqueza. Também é impossível não pensar no esplendor dos grandes hotéis ou das maravilhas naturais das praias. Apesar de todos estes elogiosos adjetivos, Dubai é caracterizada por pontos de não lugar.

Dubai é a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos e também, um dos sete emirados árabes – territórios administrados por um emir, uma espécie de nobre islâmico. A cidade data de 1830 e era, nos primórdios, uma aldeia de pescadores e coletores de pérolas. Após alguns conflitos entre uma tribo que lá se instalou e a família residetente, o foco da cidade se voltou para o comércio com estrangeiros. Foi ai que Dubai se abriu, economicamente, e começou a investir no comércio.

Ao contrário da maioria dos Estados dos Emirados, a maior fonte de renda de Dubai não é o petróleo (6% da renda), mas sim o turismo, o setor imobiliário e o comércio. Suas próprias criações como hotéis, centros de comércio e diferenciais que só Dubai pode oferecer, constituem sua oferta turística.

O turismo é uma das principais atividades econômicas de Dubai. Por isso, quase tudo está voltado para o turismo. Hotéis, centro de compras e locais de lazer e entretenimento compõem a maior parte da oferta da cidade. Tudo isso é regado de luxo, tecnologia e modernidade, fazendo de tudo para agradar a todos. Alguns pontos turísticos se destacam na cidade, tais como:

- Palm Islands: ilhas artificiais no formato de palmeira, nas quais comércios e residências serão construídos.

- The World: um arquipélado artificial que forma o desenho do mapa-mundi.

- Burj Al Arab: é um dos hotéis mais luxuosos de Dubai. O edifício imita a vela de um barco e é um dos
principais cartões postais da cidade e do país.

- Burj Dubai: é o arranha-céu mais alto do mundo. Ainda esta em construção. Acredita-se que ele terá
aproximadamente entre 700 e 800 metros de altura.

-Parque Aquático Wild Wadi: é um parque aquático ao ar livre com uma piscina de ondas, escorregadores, cachoeira e duas máquinas de surf.

-Ski dubai: é um dos maiores resorts de ski do mundo, localizado dentro de um shopping de Dubai.

-Hydropolis: é um hotel subaquático, no qual pode-se ver o fundo do mar.

O Antropólogo francês Marc Augé criou um conceito para ilustrar uma condição de alguns lugares – o não lugar. Segundo ele, o conceito foi criado “para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade”. Auge define o lugar, enquanto espaço antropológico, como um espaço identitário, relacional e histórico. O não-lugar será então um lugar que não é relacional, não é identitário e não histórico.

No caso de Dubai, o local foi inteiramente reinventado, criado e produzido para atender a um segmento. O turismo criou um mundo de ilusões e lugares imaginários. Isto gera enormes problemas pois os turistas agem como agentes de degradação cultural ou mesmo de aculturação. Com a passagem de tantas pessoas por Dubai, trazendo costumes e culturas diferentes, acabam descaracterizando totalmente a população do local.

Outro grande problema de um não lugar são os impactos ambientais. É claro que um profundo estudo deve ter sido elaborado para Dubai, porém é importante ressaltar. As construções de enormes ilhas artificiais não gerariam um impacto sobre a vida marinha? Para onde é mandado todo o lixo remanescente do consumo em massa? Se lá antes era deserto e agora é uma cidade, para onde foi toda a fauna característica deste tipo de região?

Pista de ski no meio do deserto é algo normal? Realmente não, mas para atender aos desejos do turista, para chamar a atenção e para lucrar vale tudo. Quanto de energia não é gasta para sustentar a temperatura e a produção incessante de neve? Essas são questões para se pensar o quanto o turismo influencia no espaço geográfico e nos seus elementos constituintes.

Foram destacados somente os problemas do não lugar, porém o não lugar também cria experiências que se não fosse o não lugar, jamais seriam realizadas. Por exemplo, esquiar vendo o deserto e o sol escaldante do lado de fora. Cria também empregos, desde a construção do não lugar até a manutenção do empreendimento. Os não lugares, geralmente, são enormes obras arquitetônicas que geram conhecimento e engrandecem a civilização.

Alex

Um produto, duas culturas

Wednesday, December 9th, 2009

Além de impressionar qualquer um, essa superprodução assinada pela Guinness & Co. revela uma forma de encarar a cerveja tipicamente européia, completamente diferente da brasileira. Nada de festa, bebedeira, sexo ou futebol. A cerveja é considerada como algo extremamente valioso, fruto de imenso trabalho, uma verdadeira conquista. Sua produção equipara-se à “construção” do mundo: uma batalha épica, de grande perigo e maior ainda recompensa, protagonizada apenas pelos homens mais bravos.

Assim, podemos ver que nessa “visão européia” o produto em si, a cerveja, tem muito mais valor quando comparado à “visão brasileira”, que dá mais ênfase às situações associadas à cerveja (festa, futebol, etc) do que à bebida em si.

Mas nada de juízo de valor: não existe visão melhor ou pior. Elas são simplesmente diferentes, frutos de um imenso grupo de fatores, também conhecido como “cultura”.

PS: fica aqui a ressalva que essas não são as únicas formas de encarar a cerveja na Europa e no Brasil, embora sejam talvez as mais características.

Rafa Lopez

A alternativa certa?

Friday, December 4th, 2009

Foi uma semana importante, isso é inegável. Morreu a maior voz do Brasil, Lombardi. Morreu a “professorinha” Leila Lopes. O Pão de açúcar acaba de se associar com as Casas Bahia. E o Brasil soube que vai enfrentar sua antiga metrópole na Copa do Mundo da África do Sul.

E que maldito tema você escolheria para falar?

a-) A morte de duas celebridades, ou quase duas. Lombardi, companheiro de Silvio Santos há 40 anos, e com certeza a voz mais imitada do Brasil. E de Leila Lopes, a mais “brasileirinha” das atrizes globais.

b-) Associação do Pão de Açúcar com as Casas Bahia, chocando grande parte da população, nós leigos e desinformados dos trâmites que ocorrem debaixo dos panos, e de madrugada. E falar também do grande risco que os consumidores correm devido ao possível monopólio Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro pertencendo à família Diniz.

c-) O sorteio dos Grupos da Copa do mundo. Nos quais o Brasil enfrentará após décadas um “grupo da morte”. Um assunto que é bom acostumar-se desde já porque tem um bom tempo ainda do “nacionalismo” brasileiro.

d-) Conferência MAIS do Grupo de Planejamento. Um evento que reuniu o Crème de La Crème do planejamento do Brasil e até importantes planners mundiais. Falar sobre o evento que focou em mostrar a importância e a necessidade vital hoje do planejamento no mercado, tanto dentro das agências quanto para o planejamento estratégico das empresas.

e-) NDA

Alguma sugestão?

Pitacos antes da resposta.

Alternativa

A opção a-) é interessante. Mas, diversos blogs e sites a respeito de celebridades e a própria televisão está fazendo muitas reportagens e homenagens.

Opção b-) sem dúvida a mais intrigante, mas, o quanto não vai se ouvir falar disso nos próximos dias. E porque falaríamos disso em um blog de uma agência Junior de comunicação, se diversos economistas renomados já estão se ocupando disso?

Exemplos:

- Site Propaganda e Marketing.

Site Mundo do Marketing

- Portal UOL

Opção c-) O Neto, o Galvão, o Trajano, o Cléber Machado (inclui-se o fake) e muitos outros irão encher nossos ouvidos com o esperado duelo entre Kaká e Cristiano RRRRRRRonaldo.

Aah, a d-) essa sim é um tema interessante. Um tema que nos diz respeito e muitos não digitaram #GP09 no twitter. E também não conhecem Brad Kay, presidente da SS+K, agência responsável pela campanha de Obama, que o blog Pitaco detalhou muito bem . Ou também não ouviram falar do potencial da maior integração entre planejamento e criação com Ken Fujioka da JWT Brasil.

Infelizmente de tudo isso já tem muitas pessoas falando.

O que ninguém está falando é sobre um projeto muito legal rolando na nossa cara. E que atualmente não vi quase ninguém falando, a não ser alguns poucos cartazes espalhados no CRP.
O projeto Memórias Ecanas .

Um projeto muito legal realizado pelo pessoal do 6º semestre de RP aqui da ECA. O projeto consiste em vários vídeos com professores, e ex-alunos da ECA contando várias histórias e sonhos para a ECA.

Dentre eles encontra-se vídeos dos professores:

- Dorinho Bastos.

- Roseli Fígaro.

- João Carrascoza.

- Leandro Leonardo Batista.

E de ex-alunos

- Soninha, a vereadora.

- Caio Túlio Costa, fundador do Portal UOL.

Mas, o mais legal mesmo e o mais reflexivo é o da querida professora dos alunos de primeiro ano do CRP. Roseli Fígaro.

A reflexão proposta por ela é extremamente necessária, e é a partir de pensamentos como este é que descobriremos o melhor meio de obter uma faculdade melhor.

Guilherme Françolin

Você (não) tem uma nova mensagem!

Wednesday, December 2nd, 2009

Nas últimas semanas a pauta das discussões sobre o envio de mensagens de texto (SMS) pelas operadoras voltou à tona. No meio de novembro o Ministério Público Federal em São Paulo elaborou uma recomendação às operadoras de telefonia TIM, Vivo, Oi e Claro para que elas não mais enviassem mensagens, de qualquer espécie, oferecendo promoções ou serviços sem a prévia autorização do cliente.

Segundo o procurador Márcio Schusterschitz, autor da recomendação, o envio de tais mensagens “ofendem a privacidade do usuário, invadindo a sua tranquilidade.”

Tal recomendação pode ser reflexo de projetos de lei que já tentaram acabar com essa situação desconfortável. Projetos como o do Deputado estadual Rui Falcão (SP) ou, mais atualmente, do senador Expedito Júnior (RO) traziam em seus textos recomendações para que tal atividade das operadoras fosse controlada.

No projeto de lei 424/2009 do senador Expedito Júnior alguns dos artigos regulamentadores dizem que “o envio de mensagens de texto comerciais sem expressa solicitação do usuário” e que tais mensagens, caso fossem aceitas pelo usuário, “só poderão ser enviadas de segunda a sexta-feira, no horário compreendido entre oito e dezoito horas, e aos sábados, entre oito e doze horas.”

Quantas vezes já não fomos acordados durante a madrugada ou estávamos esperando uma importante mensagem de alguém e o que nos chega é um tedioso e irritante: “Participe da promoção, acumule pontos e ganhe um exclusivo Ringtone!”

Creio que a lei seria aceita amplamente entre os usuários das operadoras. Chega a ser um consenso que tais mensagens, uma hora, fazem a pessoa perder a paciência e até a trocar de operadora pelo ocorrido. Porém, nesse caso, acabaria sendo uma troca de seis por meia dúzia.

Entretanto o questionamento que me vem à cabeça é se esse caso seria um precursor na regulamentação de certas atividades publicitárias. Guardadas as devidas proporções e opiniões em relação às atividades dos profissionais, do mesmo modo que uma mensagem de texto numa hora inapropriada é incômoda, um anúncio em forma de inserção numa novela ou filme pode provocar o mesmo efeito, acabando com o clima da sequência ou mesmo com o interesse do espectador.

Tais ações conhecidas por tie-in, consistem em aparições de produtos ou marcas “amarradas” a trama da novela, filme, etc.
Sendo estudante de publicidade e participante do mercado, acho que certas inserções, se feitas na medida certa e com um toque especial, podem ser geniais e tornar a cena ainda mais interessante, emocionante e divertida.

Como ótimo exemplo de tie-in bem sucedido e pra não dizer genial, seja ele intencional ou não, aparece em um dos filmes da trilogia Matrix. Morpheus explicando para Neo o que é a matrix, diz que um dos objetivos dela é tornar os humanos produtores de energia e para representar tal fato mostra a ele uma pilha.

Observando somente uma parte do objeto e sem enxergar nada do que está escrito a associação com a marca dela (Duracell) é feita sem dificuldades.

Agora se lembre de você assistindo seu filme preferido e uma mensagem promocional chega ao seu celular. Pense numa situação parecida com essa, mas ao invés de uma mensagem chegar ao seu celular, é seu próprio personagem favorito que a te entrega, em um contexto, certas vezes, nada ligado ao filme. Para mostrar tal situação e representar o possível desgosto que uma ação dessas poderia provocar, escolhi uma cena de “O Show de Truman” que acaba por satirizar tal fato. Por mais que seja uma situação extrema, não estaríamos livres de algo assim ocorrer.

Termino o post propondo a reflexão: até que ponto as mensagens de celular enviadas pela operadora são mais invasivas e ferem mais a privacidade das pessoas do que as publicidades convencionais? Creio que o problema, em si, não é o fato das mensagens serem enviadas, mas sim o modo como isso acontece. Do mesmo jeito que as inserções tie-in podem ser extremamente bem sucedidas (caso da Duracell), as mensagens recebidas também poderiam atingir seu objetivo de uma maneira eficiente e contagiante. Resta agora que o jeito para isso seja encontrado.

P.s. Felizmente não recebi nenhum SMS falando de promoções ou de serviços durante a elaboração deste post.

Guilherme Garcia

Turn to RED

Tuesday, December 1st, 2009

Aproveitando que hoje é o dia Internacional da luta contra a AIDS, resolvi escrever um post sobre um dos projetos mais reconhecidos em prol da assistência aos afetados por essa enfermidade.

Em março de 2006 Bono Vox, vocalista de uma das mais conhecidas bandas de rock – U2 – juntamente com Bobby Shriver, laçou uma linha de produtos intitulada RED. O motivo do nome não é explícito, mas suponho que seja por conta da cor da fitinha vermelha símbolo da doença.
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A ideia consiste na adaptação de produtos de marcas conhecidas para a cor vermelha e em reverter parte da receita da sua venda para o fundo global apoiado pela ONU, que investe em estudos para o tratamento da AIDS, tuberculose e malária na África.
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A visibilidade e o respaldo trazidos por esta ação às marcas filiadas são fatores decisivos para a adesão à causa do fundo global que carrega a fama de Bono. Além disso, os produtos tem certo valor agregado por estarem diretamente ligados ao projeto por sua cor, o que ajuda ainda mais como atrativo para os consumidores.

Desde o seu surgimento, o projeto gerou uma receita maior do que qualquer outro voltado para a causa africana da AIDS executado até então: algo próximo de US$ 110 milhões.

O cantor conseguiu reunir grandes marcas como Apple, Converse, GAP, Empório Armani, Starbucks, DELL e American Express. Com isso ganhou credibilidade e, ao mesmo tempo, doou seu nome ao projeto fazendo com que ele fosse mundialmente reconhecido.
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Com essa iniciativa Bono atraiu a atenção da mídia mundial e, claro das empresas que tem interesse em associar sua marca a projetos sociais, além dos consumidores das marcas citadas. Isto é, sem dúvida, uma ótima ação de marketing que acelera as venda dos produtos citados e atinge de fato seu objetivo social.

Cada uma das empresas que se filiou ao projeto estabeleceu um percentual sobre a venda do produto que seria revertido para o fundo global.
Marcas como a Starbucks criaram uma espécie de cartão de fidelidade RED, para seus clientes.
A Apple fez um iPod nano vermelho, a Converse dedicou um modelo de tênis para a cor, a DELL fez um laptop dedicado, também, ao projeto e a GAP voltou vários de seus produtos para a cor e para as frases dos red products.
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O projeto ganhou visibilidade e hoje está na web pelo facebook, myspace, blog e site.

Com base no site e nas demais mídias o projeto parece sério e eles tentam demonstrar a evolução das pessoas que são ajudadas por ele. Isto agrega valor e respeitabilidade ao projeto que parece não ter prazo para terminar!

Ana Carolina