Ocorre no dia 27 de agosto, sexta-feira, a audiência pública em São Paulo que discutirá o futuro da profissão de Relações Públicas. Uma audiência semelhante já ocorreu em Porto Alegre na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O movimento tem a intenção de discutir o perfil do profissional da área perante o cenário contemporâneo, quais as competências devem ser desenvolvidas no ensino superior e mecanismos e instrumentos de sua formação. A realização está a cargo do MEC e da Comissão de Especialistas em RP com sua presidente Margarida Kunsch.
Hoje é o ultimo dia de inscrição para assembléia de São Paulo que será realizada no auditório Ernesto Igel do CIEE, Rua Tabapuã, 540 – Itaim Bibi das 9 às 13 horas (inscrição pelo e-mail emiliana@aberje.com.br).
Sem dúvidas teremos a presença de professores e de alguns profissionais, e de estudantes? Não cabe a nós também discutir o futuro de nossa profissão? Que formação queremos? Do que sentimos falta? Quais são as diferenças das diversas instituições de ensino superior de RP?
De qualquer forma, são decisões importantes das quais temos que participar expondo nossas opiniões, pois são mudanças que nos afetarão no mercado e na academia. Convido todos meus colegas RPs da ECA a participarem e de outras universidades também. Vamos ser ativos no encaminhamento do nosso futuro profissional.
Vai bem o seu Francês? Pra quem não entendeu, essa é a manchete que a Revista Francesa Le Figaro anunciou, significa “Tem Ketchup no bigode do Asterix”. É apenas uma parte da repercussão de uma polêmica causada por este outdoor:
Nele, os heróis Astérix, Obélix, e os demais integrantes da aldeia gaulesa fazem seu tradicional banquete em uma lanchonete da rede norte-americana, como se fosse o costumeiro jantar sob as estrelas, cena que encerra os quadrinhos. Pertence a uma campanha do McDonald’s que tem como slogan “Venha como Estiver” (”Venez Comme Vous Êtes”), criada pela Agência de Publicidade Euro RSCG.
A indignação vai parar nas mídias sociais, onde vemos comentários como “Que irônico, o invencível gaulês fazendo propaganda para os invasores”. De fato, o que tanto revoltou os franceses foi ver um símbolo do espírito rebelde nacional, que lutou bravamente contra a invasão dos romanos, sendo usado para propagar ideais da globalização e da cultura do junk-food.
Vemos claramente essa rejeição pelo país desde 1999, quando o ativista José Bové liderou a destruição de um restaurante McDonald’s no sudoeste da França. Imagino que você esteja pensando agora: “mas então, que burice do McDonald’s! Por que provocar pessoas com a falta de abertura já tão enraizada?”
É aí que vem a maior surpresa. Toda essa fúria pode ser apenas algo que esconde um grande sucesso que a rede norte-americana tem na França, devido à um processo para “afrancesar sua marca”, por meio de integração com a arquitetura das cidades, utilização de carne originária do país (cerca de 80%). Tantas ações que deixam a França em segundo lugar na lista de países que mais geram lucros ao McDonald’s, perdendo, logicamente, somente para os EUA.
Enfim, vemos que a propaganda, embora muitas vezes eficaz no quesito lucro, pode causar grande revolta e repercussão. É esse o componente cultural, o qual devemos sempre atentar e buscar adaptação.
A necessidade de manter funcionários sempre engajados com a organização pressupõe a aproximação destes junto aos processos internos, desde o chão de fábrica até as mesas de reuniões. A premissa para que se possa despertar em todos públicos internos o interesse e o orgulho de estar em determinada organização é deixá-los informados dos acontecimentos e decisões recorrentes à empresa.
Com o desenvolvimento de diferentes mídias, a comunicação interna, em geral, ganhou maior facilidade em sua execução. Os famosos “jornais institucionais” alcançaram grande aceitação pelos dirigentes das empresas, que desejavam através desta plataforma de entrega, disseminar de maneira prática e abrangente as informações sobre os processos da empresa. Revistas, newsletters, televisão corporativa, intranet, murais são outros exemplos de ferramentas que ganharam espaço em diversas empresas do mundo.
No entanto, o conceito de comunicação não se resume somente em informar, mas também envolve a preocupação com a resposta dos que foram informados. “Saber ouvir” é uma das premissas básicas para que se haja um bom processo de comunicação em qualquer lugar. Isso é nítido ao constatar-se que funcionários já não se contentam com as notícias quem lêem em “jornaizinhos”. A credibilidade da informação veiculada neste tipo de mídia cai na medida em que ainda não aproxima o funcionário dos processos decisórios da empresa.
Uma pesquisa realizada pelo IABC (International Association of Business Comunicators) com aproximadamente 15 mil funcionários de mais de 70 empresas nos EUA, Inglaterra e Canadá, revela que os colaboradores preferem a comunicação face a face a qualquer outro tipo de canal, sendo ainda mais valorizada quando a comunicação parte de superiores. Essa pesquisa demonstra com clareza a importância da pessoalidade nos processos de comunicação. O ato de estar na presença do seu receptor/emissor consegue, melhor do que qualquer outra ferramenta, despertar a emoção, o interesse e o sentimento de respeito entre a organização e público.
Incentivar a comunicação face a face nas empresas torna-se uma ação de extrema importância e necessidade. Ouvir o que os funcionários têm a dizer e ao mesmo tempo informá-los estando frente a eles, confere maior credibilidade à informação e demonstra a preocupação existente. Integrar o funcionário e fazê-lo sentir-se colaborador dos resultados obtidos são requisitos básicos para o engajamento e o sucesso de qualquer empresa.
Como se não bastasse a chuva [falida] de twix, esse ano houve mais uma decepção para muitos dos paulistanos que ainda acreditam, como eu, que podem ganhar algo de graça simplesmente por serem consumidores em potencial.
Mais ou menos um mês atrás, em muitos blogs, noticiários e revistas foi divulgado a oitava maravilha do mundo: uma loja que oferece produtos gratuitamente.
Os meios de comunicação divulgavam produtos incríveis, como câmeras de celular e televisões. Inocentemente, acessei o site do “Clube Amostra Grátis” e do “Sample Central” para tirar mais informações sobre as lojas e já veio à tona: uma loja ainda não tinha aberto e a outra só tinha visitas para daqui a um mês e meio (1ª desilusão)!
Esperei pacientemente [afinal, é de graça!] meia hora depois do meu horário marcado em uma fila do lado de fora da loja (*2ª desilusão), finalmente quando consegui entrar na loja ela estava lotada (*3ª desilusão), e os produtos mais do que decepcionaram. Não eram nada inovadores como os que sites pregavam (*4ª desilusão), os eletrônicos não estavam lá (*5ª desilusão), além disso, por ser a primeira vez que ia a loja, havia disponíveis apenas produtos de baixíssimo valor agregado (*6ª desilusão).
Enfim, foi uma péssima recepção para um consumidor e, aliás, as marcas que se expuseram naquela loja perderam sua credibilidade já que ficou explícito que não respeitam o tempo de seus consumidores.
OBS: Ainda não perdi a esperança! Continuarei indo a eventos furados [mas gratuitos!] para contar depois.
Navegar na internet pode se tornar uma experiência bastante inusitada às vezes. Adjetivo esse que pode ser usado para descrever o site CUECAEMCASA.COM. Não se engane, esse não é um daqueles sites de piadas machista com nome sem sentido, mas sim um site que realmente tem como objetivo vender cuecas online e entregá-las em sua casa! Isso mesmo! Homens: seus problemas acabaram!
O site funciona da seguinte forma: primeiro o comprador escolhe um dos planos, bimestral ou trimestral. Depois escolhe o modelo e cor de cueca que mais combina com sua personalidade e, por fim, efetua a assinatura para receber um ano de cuecas em casa com frete grátis. O fato curioso é que o site não se limita a vender cuecas individuais, mas sim uma assinatura de cuecas, como se fosse uma assinatura de revista, para os homens não terem que ficar se preocupando com isso.
O criador do site, ou o “Cuecaman”, alega que por preguiça ou conveniência, os homens sempre recorrem às mulheres na hora de comprar cuecas novas. Com o intuito de fazer os marmanjos jogarem fora suas vergonhosas cuecas azul bebê, o serviço disponibiliza toda a comodidade de poder comprar sem sair de casa. A ideia é interessante, talvez nunca tenha passado pela cabeça de nenhum homem que suas cuecas fossem tão “descartáveis” como o site dá a entender. Mas este poderia ser o objetivo: fazer o homem se sentir mal por não trocar suas cuecas a cada dois ou três meses.
Apelando para o lado comercial –e talvez este seja o ponto mais curioso do site -, as tais cuecas são mostradas por modelos femininas. Uma loira representando o plano bimestral e uma morena o trimestral. Existe até um ensaio fotográfico de ambas as garotas, desfilando (é claro) as cuecas. Nada melhor para chamar a atenção masculina.
Será que essa moda pega? Uma coisa é certa, se vai funcionar ou não, ninguém gostaria de ver um site que vende calcinhas estrelado por modelos homens.
A partir do dia 1º de julho do ano das eleições estão proibidas paródias, piadas ou ironias com os candidatos. A lei nº 9.504/97, artigo 45, coíbe as emissoras de televisão e estações de rádio a “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”.
Essa lei entrou em vigor com o intuito de disciplinar as campanhas eleitorais e o discurso de políticos e candidatos contra os seus concorrentes com o objetivo de buscar eleições mais sinceras. Porém ela é inconstitucional, à medida que vai contra a liberdade de expressão. Afinal, ela também impede que humoristas profissionais façam o seu trabalho que consiste, muitas vezes, em abordar assuntos sérios com o tom humorístico.
Os programas de televisão que se utilizam do humor foram os mais prejudicados e já pensam em formas de contornar a situação. Como inventar candidatos fictícios para fazer piadas políticas através das personagens.
Nesse contexto, a proibição causa uma perda grande nessa época de campanha eleitoral, visto que são momentos onde aparecem motivos mais que merecedores de uma gozação sadia. No entanto, a perda maior será para aqueles que desobedecerem à lei, visto que o descumprimento da mesma está sujeito a multa de até 106 mil reais, dobrando na reincidência.
Confiar no discernimento dos cidadãos é mais que uma atitude, é a base da política democrática. Enquanto as leis continuarem a menosprezar a capacidade dos eleitores, ainda haverá censuras como essa. Sendo assim, permitir a liberdade humorística, com políticos ou não, é um direito que nenhuma lei deveria proibir.
Para já irmos aquecendo nossos motores eleitorais, achei interessante comentar sobre duas ferramentas bem inteligentes e que podem nos servir de grande ajuda.
Trata-se do site “Vote na Web” e da nova rede social “Eu Lembro”. Ambas são idéias da empresa Webcitizen, sendo que a primeira já funciona desde o fim do ano passado e a segunda começou agora, mas já aponta grande utilidade.
O site “Vote na Web” é basicamente uma forma fácil e interativa de se saber o que realmente anda acontecendo no Congresso. Lá podemos ver e votar SIM ou NÃO para cada projeto de lei proposto por deputados e senadores. A parte chata é que infelizmente isso não tem validade real. Entretanto, cada proposta pode ser comentada, enviada pelo email, compartilhada no twitter e distribuída pelo facebook.
Pode parecer pouco, mas se houver uma adoção em massa no uso de um site como esse, pelo menos teremos cidadãos mais informados sobre o que nossos políticos andam fazendo e em algum momento eles deverão começar a prestar atenção no que o povo pensa de suas propostas e agir de acordo.
Já a nova rede social “Eu Lembro”, além de nos lembrar em quem votamos nas eleições passadas, é também outra forma prática e inovadora de acompanhar o trajeto dos nossos candidatos. O site também possui uma área que reúne atualizações de cada um em espaços como Youtube, blogs e no Twitter. Também, caso seu candidato seja eleito, você pode acompanhar suas ações ao longo do mandato. Pra acabar, o site ainda tem uma colinha básica das funções de cada cargo político.
Não tem mais desculpa, está cada vez mais fácil e rápido conseguir informações que nos ajudem a tomar uma boa decisão. É só correr atrás!
O Brasil se prepara, mais uma vez, para o início das eleições. É extremamente importante nesse período que nós conheçamos muito bem o candidato a ser votado. Ok, dirá você, é só mais um conselho clichê. Mas, não.
Perante a imprensa o discurso é um, mas e na ausência desta?
O vídeo postado por Leandro, de 18 anos, morador de uma favela do Rio de Janeiro, comprova o que estou dizendo. Quando se encontra com pessoas famosas o jovem sempre procura registrar o momento em um vídeo. Na gravação que Leandro fez com Lula e Sérgio Cabral quando visitavam sua comunidade, os políticos não agem de maneira coerente com o que dizem pensar perante a mídia.
Leandro, durante a conversa, diz que não pode jogar tênis no complexo esportivo visitado. O presidente respondeu “tênis é esporte da burguesia”. Após mais um tempo de conversa o rapaz conta que o veículo blindado da Polícia Militar faz muito barulho e o acorda, quase sempre. Nesse momento Sérgio Cabral interrompe perguntando “lá não tem tráfico não?” Leandro responde que na rua onde mora não tem, o governador diz: “deixa de ser otário, está fazendo discurso de otário”.
Leandro não tinha ideia de que seu vídeo poderia obter tanta repercussão. De poucas pessoas que comentaram o vídeo na favela onde Leandro mora até 430 mil acessos pelo Youtube, no dia 11 de agosto.
Além da polêmica este vídeo atenta ao cuidado na hora de escolhermos nossos representantes! Na hora do discurso na televisão todo mundo defende a democratização do lazer e que o Brasil está melhorando, mas na hora da realidade… deu pra ver que não é bem assim. Por isso, vote conscie
Na última terça-feira, as ruas de Nova York tiveram um amarelo diferente daquele de seus táxis: o amarelo das camisetas do Brasil. Não, não estou falando da roupa dos torcedores brasileiros que foram ao amistoso contra os norte-americanos em New Jersey. Estou falando das camisetas dos distribuidores do jornal Metro em NY.
Em uma ação publicitária do Itaú, foi aproveitada a data do amistoso para divulgar a imagem do banco como patrocinador tanto da Copa do Mundo FIFA 2014 como da Seleção Brasileira de Futebol. Realizar a ação fora do Brasil fortaleceu a imagem global da empresa, além de reafirmar o slogan de o banco ser o “seu banco na era digital” – um banco atualizado com as novas mídias e meios de propagação de informações.
Os distribuidores do jornal estavam uniformizados com essa camiseta. Essa estampa estava na parte de trás do uniforme e dizia “Bem vindo ao Brasil de 2014. Itaú. Seu parceiro de investimentos no Brasil”. Dentro do jornal desse dia, também havia um anúncio do banco que falava de como o futebol promove a união dos povos.
Usar um veículo de comunicação de massa como o jornal para fazer uma ação de divulgação é bem eficaz. Fazer essa ação em um jornal gratuito, curto, objetivo, presente em diversos países e distribuído em vias importantes e movimentadas, pode ser muito mais eficiente. Esse tipo de mídia, que tomou força com o desdobramento da polêmica entre a era digital e o fim do jornal impresso, ganhou o gosto do público mundial atingindo um enorme número de pessoas, de todas as idades e níveis sócio-econômicos.
Procurando um vídeo dessa ação no YouTube, encontrei vídeos de muitas outras ações publicitárias que o jornal Metro e outros jornais gratuitos já realizaram pelo mundo. Essa descoberta me mostrou ser ainda mais evidente a força que esse veículo impresso tem nos dias de hoje, sobretudo por se encaixar muito bem nos moldes da nossa sociedade que tem sede de informação e falta de tempo para se informar de tudo.
O vídeo a seguir é da ação da Comfort que distribuiu em Portugal o jornal Metro com o cheirinho do produto.
Alguns livros são tão especiais e revolucionários que nos levam a pensar que poderiam mudar o mundo. Mas não! “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” A frase de Mário Quintana traduz a proposta do mob de leitura “Livros só mudam pessoas”. Para participar, basta enviar uma lista com todos os livros que você leu em 2010, mesmo que tenha sido apenas um, junto com o número de páginas. Na primeira semana de cada mês os participantes podem atualizar suas listas, que juntas formam um ranking de leitura.
A idéia não é gerar competição, mas sim estimular as pessoas a lerem mais. São realizados diversos sorteios de livros durante o ano. Em 2009 foram distribuídos ao todo 125 livros para os participantes. Além do blog, que apresenta diversas notícias sobre literatura e curiosidades da área, o mob também está no Twitter, por meio do perfil @livrosepessoas.
Por falar em Twitter, várias editoras e livrarias tem investido nessa rede social como forma de aproximarem-se dos clientes e conquistar aqueles que ainda não o são. A L&PM Editores, muito conhecida por seus livros em formato pocket, realiza a promoção “Seu conhecimento vale um livro”. Toda quarta-feira é twittado o fragmento de texto de algum grande escritor junto com a tag #quemeoautor?. Os três primeiros followers (seguidores) do @LePM_Editores que acertarem a resposta ganham um livro.
Eu mesma já ganhei três livros por meio dessas promoções na internet, um deles pelo mob de leitura. Em meio a diversas discussões sobre a possibilidade de o computador por fim ao livro impresso, o que tem se visto na prática por enquanto é a internet e diversas empresas funcionando como incentivadores do hábito de leitura. Agora dizer que os livros estão muito caros não vale como desculpa do porquê de não lermos mais.